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Especialista em química explica por que o “cheiro de idoso” existe e cita 5 áreas do corpo que exigem mais atenção no banho
Não é falta de limpeza: entenda por que o odor corporal muda com a idade e como a higiene correta pode garantir mais saúde e bem-estar
A higiene diária não precisa ser complicada ou envolver muitos produtos. O mais importante é que a rotina seja suave e adaptada às necessidades da pele e do organismo. Após os 60 anos, é recomendável dar atenção especial à boca, pele, pés e às áreas do corpo onde a umidade e o suor se acumulam.
Mudanças no odor corporal que não melhoram com a higiene, no entanto, podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional. Erupções, feridas, dores ou alterações na pele e no olfato são sinais de alerta. Cuidar do corpo é uma forma de zelar pelo bem-estar e pela saúde, não uma luta contra o tempo.
Em entrevista ao jornal “El País”, o químico José María Antón, especialista em biotecnologia do CSIC e presidente fundador do grupo Prima-Derm, explicou que o chamado “cheiro de idoso” está ligado a uma molécula específica. Pesquisas iniciais sobre o fenômeno, realizadas no Japão, identificaram e nomearam o odor.
“É causado pelo 2-nonenal, uma molécula gerada na pele pela oxidação natural dos ácidos graxos da barreira lipídica. O 2-nonenal cheira muito mal. Tanto que, quando abrimos uma cápsula com essa molécula no laboratório, tudo fede”, afirmou o especialista.
Áreas do corpo que merecem mais atenção
Língua
A limpeza da língua é fundamental para a higiene bucal, pois acumula resíduos, bactérias e restos de alimentos que causam mau hálito. O Instituto Nacional sobre o Envelhecimento aponta que doenças gengivais são mais comuns com a idade e alguns medicamentos provocam salivação excessiva. É importante escovar os dentes com pasta de flúor e dar atenção aos espaços entre eles e à língua, usando uma escova de cerdas macias ou um raspador lingual sem aplicar muita pressão.
Fossas nasais
O nariz aquece, umedece e filtra o ar que respiramos. No frio, o ar seco dos aquecedores pode irritar a mucosa nasal. Em idosos, alterações no olfato podem ser mais acentuadas e, em alguns casos, estar relacionadas a problemas de saúde. Para a higiene diária, pode-se usar soro fisiológico, mas lavagens agressivas ou frequentes sem necessidade não são recomendadas.
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Axilas
As axilas acumulam suor e bactérias, o que pode causar mau cheiro, principalmente em dias quentes. Para mantê-las limpas, basta lavá-las regularmente com um produto suave e secar bem a pele. Sabonetes agressivos ou fricção forte podem irritar a região. Pessoas com diabetes ou sobrepeso podem ter irritações e infecções com mais frequência.
Pés
Os pés suportam grande pressão diariamente e exigem cuidados, especialmente na velhice. Lave-os com frequência com água morna e sabão neutro e seque-os com cuidado, principalmente entre os dedos, para evitar infecções por fungos. Após a lavagem, um hidratante pode ser aplicado, mas evite cremes gordurosos entre os dedos. É importante inspecionar os pés regularmente em busca de feridas, rachaduras, inchaço ou alterações nas unhas.
Umbigo
O umbigo é outra área que pode acumular suor, restos de sabão, células mortas e outras impurezas. Lave-o suavemente durante o banho e seque-o bem. Não é necessário esfregar com força ou usar produtos agressivos.
Cuidados essenciais de higiene após os 60 anos
Pequenas mudanças na rotina garantem bem-estar e protegem a saúde da pele e do organismo.