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O fim da Terra será antes do esperado: cientistas alertam para perda total de oxigênio
Estudo com dados da NASA estima que o Sol acabará com o oxigênio do planeta
O Sol vai acabar com o oxigênio da Terra em um bilhão de anos, segundo estudo apoiado pela Nasa. A conclusão é dos pesquisadores Kazumi Ozaki e Christopher T. Reinhard, que usaram dados do Instituto de Astrobiologia da agência espacial americana para chegar a uma estimativa bem anterior ao que se acreditava até então.
Pesquisas anteriores indicavam que a Terra se tornaria inabitável em cerca de dois bilhões de anos. O novo cálculo coloca esse prazo na casa de um bilhão de anos, com data estimada para o fim da atmosfera respirável por volta do ano 1.000.002.021.
O Sol como “vilão” do fim da Terra

O responsável pelo colapso não será a ação humana, mas a evolução natural da nossa estrela. De acordo com o estudo, publicado na revista científica Nature Geoscience, o Sol passará por um processo de expansão que vai liberar quantidades crescentes de calor. Com isso, a água da superfície terrestre será gradualmente transferida para a atmosfera, comprometendo os níveis de oxigênio do planeta.
Hoje, o oxigênio representa cerca de 20% da composição da atmosfera terrestre. Os pesquisadores afirmam que esse equilíbrio não é permanente e que as mudanças solares vão deteriorá-lo de forma irreversível.
Embora o chamado Relógio do Juízo Final, criado em 1947 pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, monitore ameaças como conflitos nucleares e crises climáticas provocadas pelo ser humano, o estudo de Ozaki e Reinhard aponta uma direção diferente: o perigo maior vem de fora, não de dentro.
Os cientistas também descartam a possibilidade de que a humanidade encontre, até lá, alguma solução capaz de reverter esse destino.
Por outro lado, uma iniciativa da Nasa chamada Large Ultraviolet Optical Infrared Surveyor (LUVOIR) pode ajudar a monitorar esse tipo de transformação em outros planetas, permitindo identificar o início e o fim da vida além da Terra.
