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O plural de “vírus” parece simples, mas confunde até quem escreve bem

Substantivos invariáveis estão gerando dúvidas na escrita formal

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O plural de "vírus" parece simples, mas confunde até quem escreve bem
A palavra não recebe o acréscimo do -s como na maioria dos substantivos

No estudo da gramática do português, a palavra vírus costuma chamar atenção por não seguir o padrão mais conhecido de formação do plural, o que levanta dúvidas entre estudantes e falantes que desejam escrever de acordo com a norma padrão.

Por que “vírus” é substantivo invariável em português?

A palavra-chave vírus tem origem no latim, idioma em que o termo já apresentava comportamento especial na flexão. Ao ser incorporada ao português, a forma foi mantida sem alterações, o que resultou em um substantivo que não ganha “s” adicional nem outra marca de plural, permanecendo graficamente idêntico no singular e no plural.

Na prática, o plural de vírus é indicado apenas pelos elementos que o acompanham na frase, como artigos, pronomes ou numerais. Alguns exemplos ilustram esse funcionamento e mostram como o contexto orienta o leitor na identificação do número:

  • “Este vírus está em estudo.” (singular)
  • “Esses vírus estão em estudo.” (plural)
  • “Dois vírus foram identificados no exame.” (plural marcado pelo numeral)

Quais outras palavras se comportam como “vírus” no plural?

A invariabilidade de vírus não é um caso isolado dentro da língua portuguesa, pois outras palavras, em geral de origem latina ou grega, seguem padrão semelhante. Em muitos casos, a forma foi incorporada sem adaptação ou consagrada pelo uso, mantendo o mesmo formato para singular e plural.

Esses substantivos invariáveis aparecem em contextos do cotidiano e em áreas técnicas, e a noção de número é indicada pelo contexto e pelos determinantes. A tabela a seguir apresenta alguns dos exemplos mais conhecidos, com frases de uso para facilitar a visualização:

SubstantivoSingularPluralExemplo de uso
vírusum vírusvários vírus“Foram detectados dois vírus diferentes.”
lápisum lápisdois lápis“Ela comprou três lápis novos.”
tóraxo tóraxos tórax“Os tórax foram examinados por raio X.”
ônibusum ônibusvários ônibus“Os ônibus chegaram atrasados.”

Além desses casos mais frequentes, há ainda estrangeirismos técnicos ou científicos que mantêm a forma original por convenção de uso. Alguns gramáticos organizam o estudo das flexões classificando os substantivos em variáveis, invariáveis e de plural obrigatório, o que ajuda a sistematizar essas exceções e a evitar equívocos em situações formais.

Como identificar e usar corretamente substantivos invariáveis?

O reconhecimento de palavras como vírus e de outros substantivos invariáveis é facilitado pela leitura frequente e pela consulta a dicionários atualizados, que costumam indicar a invariabilidade de forma explícita. Essa atenção é importante em textos acadêmicos, jornalísticos e científicos, em que o rigor da norma padrão é mais cobrado.

Algumas estratégias simples podem auxiliar quem está em processo de aprendizado a empregar essas formas corretamente e a evitar plurais inadequados. Observe, principalmente, a concordância, o uso de determinantes e a verificação em fontes de referência:

  • Observar a concordância: verificar se o plural está marcado no artigo ou no pronome, e não na palavra principal.
  • Evitar criar plurais “espontâneos”: formas como “víruses” ou “tóraxes” não fazem parte da norma padrão.
  • Consultar exemplos de uso: textos jornalísticos, científicos e dicionários apresentam o emprego consolidado dessas formas.
O plural de "vírus" parece simples, mas confunde até quem escreve bem
O plural de “vírus” que confunde até especialistas – Créditos: depositphotos.com / rbhavana

De que forma essas exceções ajudam no aprendizado da língua?

O estudo de exceções como o plural de vírus funciona como um exercício de atenção às regras e à lógica interna do idioma, levando o falante a observar com mais cuidado a estrutura das frases. Ao perceber que nem todo substantivo recebe “s” ou muda de terminação, torna-se mais fácil entender a importância da concordância entre os elementos da oração.

Esse tipo de conhecimento é especialmente útil em redações escolares e acadêmicas, em provas de concursos e vestibulares e em produções profissionais, nas quais o uso adequado de plurais influencia diretamente a avaliação. Ao dominar essas particularidades, o falante amplia a precisão da comunicação, lida melhor com textos de diferentes áreas do conhecimento e passa a identificar com clareza quando a palavra vírus – e outras que seguem o mesmo padrão – está sendo usada no singular ou no plural apenas pelo contexto que a acompanha.