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O que a sua cor favorita diz sobre você: uma psicóloga identificou dois tipos de personalidade
Sua cor favorita pode indicar como você lida com o mundo
A escolha de uma cor favorita raramente é aleatória. Segundo a especialista em psicologia das cores Michelle Lewis, as cores pelas quais somos atraídos refletem diretamente nossa criação, experiências emocionais, cultura e até o ambiente em que vivemos. Mais do que uma preferência estética, elas podem revelar se você tende para um perfil competitivo e iniciativo ou para um tipo mais calmo, observador e colaborativo.
O que são os tipos de personalidade A e B?
A psicologia das cores usa como referência a divisão clássica entre personalidade tipo A e tipo B para organizar o que as preferências cromáticas revelam sobre o comportamento. As diferenças entre os dois perfis são consistentes e aparecem em diversas áreas da vida:
- Tipo A: pessoas mais competitivas, orientadas para resultados e confortáveis sob pressão. Tomam iniciativa com facilidade, toleram mal a ineficiência e tendem a ser intensamente emocionais. O risco mais comum desse perfil é o esgotamento, a dificuldade de delegar e a tendência de sobrecarregar as pessoas ao redor.
- Tipo B: pessoas mais intuitivas, pacientes e colaborativas. Preferem pensar antes de agir, são excelentes ouvintes e tendem a criar ambientes onde todos se sentem incluídos. Movem-se pela vida sem a urgência constante que caracteriza o tipo A.
Michelle Lewis destaca que nenhum dos dois tipos é superior ao outro. São formas diferentes de processar o mundo, e a cor favorita funciona como uma janela para identificar qual dessas tendências predomina em cada pessoa.
Quais cores estão associadas ao tipo A?
Três cores se destacam como marcadores consistentes do perfil mais competitivo e orientado para a ação, segundo a especialista:
- Vermelho: Lewis define a preferência pelo vermelho como “quase típica do tipo A”. É a cor do poder, da paixão, da coragem e da energia. Quem é atraído por ela tende a ser determinado, focado em objetivos e com uma presença forte no ambiente.
- Roxo: quem prefere o roxo costuma ser persistente, direto e profundamente comprometido com suas convicções. Tem opiniões firmes e não hesita em defendê-las publicamente, mesmo quando isso gera atrito.
- Amarelo: os apreciadores do amarelo são enérgicos, comunicativos e voltados para o futuro. O maior desafio desse grupo, como em grande parte do tipo A, é saber quando parar e reconhecer os próprios limites antes de chegar ao esgotamento.

Quais cores revelam uma personalidade tipo B?
As cores do perfil mais calmo e colaborativo têm em comum uma ligação com equilíbrio, pertencimento e conexão humana. Lewis identificou três delas como especialmente representativas:
- Azul: a especialista descreve o azul como “a quintessência do tipo B”. Quem prefere essa cor tende à autoanálise, à calma e à reflexão. Pensa antes de falar e prefere considerar todas as possibilidades antes de agir.
- Verde: pessoas atraídas pelo verde funcionam como uma força estabilizadora nos grupos. São calorosas, confiáveis, empáticas e naturalmente voltadas para o bem-estar coletivo. Não estão focadas na próxima vitória, mas em garantir que todos ao redor estejam bem.
- Laranja: os que preferem o laranja são animados e comunicativos, mas a energia que carregam é acolhedora, não competitiva. Criam atmosferas em que as pessoas se sentem bem-vindas e parte de algo maior.
A preferência por cor pode mudar ao longo da vida?
Sim, e isso é relevante para a interpretação. Lewis explica que as cores pelas quais somos atraídos não são fixas: elas acompanham transformações internas, mudanças de fase, experiências que reorganizam prioridades e até o ambiente em que passamos mais tempo. Uma pessoa que sempre preferiu vermelho pode, após um período de esgotamento intenso, começar a se sentir mais atraída pelo azul ou pelo verde, o que pode indicar uma busca inconsciente por equilíbrio.
Essa leitura tem base científica ou é apenas intuição?
A psicologia das cores é um campo com estudos sólidos, mas ainda em construção quando se trata de fazer afirmações muito específicas sobre personalidade. O que a pesquisa nessa área confirma de forma consistente é que as cores afetam o estado emocional e que as preferências cromáticas têm correlação com traços de temperamento. A leitura proposta por Lewis não é um diagnóstico, mas uma ferramenta de autoconhecimento que pode abrir perguntas úteis sobre como cada pessoa se relaciona com o mundo.
Uma forma simples de começar a se conhecer melhor
Observar as cores que aparecem com mais frequência nas suas escolhas cotidianas, nas roupas, nos objetos que você compra, nos ambientes onde se sente bem, é um exercício acessível de introspecção. Não se trata de encaixar pessoas em categorias fechadas, mas de usar um dado simples e presente no cotidiano para refletir sobre padrões de comportamento que às vezes passam despercebidos.
A cor que você escolhe quando não está pensando muito pode dizer mais sobre quem você é do que muitas respostas que você daria em uma entrevista formal. Preste atenção nela.