Entretenimento
O que acontece com o corpo na menopausa vai muito além do que as pessoas dizem por aí
Como retomar o controle total das suas emoções e do seu peso
A transição para a menopausa costuma ser associada às ondas de calor e às alterações de humor, mas o quadro é bem mais amplo. Esse período, que inclui a perimenopausa e os primeiros anos após a última menstruação, envolve mudanças hormonais intensas, que podem afetar diferentes partes do corpo ao mesmo tempo, gerando sintomas físicos e emocionais variados.
O que é menopausa e por que o corpo passa por tantas mudanças?
A menopausa é o marco do fim da vida reprodutiva, diagnosticada após 12 meses de ausência menstrual. Ela é precedida pela perimenopausa, fase de intensas variações de estrogênio que justificam sintomas comuns como o calor excessivo, sudorese noturna e dificuldades para dormir.
O estrogênio atua como regulador em vasos sanguíneos, ossos, pele, cérebro, mucosas, músculos e metabolismo da gordura. Com a sua queda, tecidos dependentes desse hormônio ficam mais finos, secos ou menos elásticos, favorecendo queixas como secura vaginal, dor articular, palpitações, boca seca e alterações cognitivas leves.

O que é menopausa precoce e quando é preciso investigar?
Em alguns casos, a menopausa pode ocorrer de forma precoce, antes dos 40 anos, sendo chamada de menopausa precoce ou falência ovariana prematura. Ela pode estar relacionada a fatores genéticos, doenças autoimunes, tratamentos oncológicos, cirurgias que removem os ovários ou não ter causa claramente identificada.
A criadora @ju.zan3 destaca a importância do diagnóstico assertivo e do acesso ao tratamento adequado. A investigação médica é indispensável caso a menstruação se torne irregular ou cesse antes dos 40 anos, permitindo intervenções como a reposição hormonal para preservar a saúde a longo prazo.
@ju.zan3 Hoje levanto a bandeira sobre a Menopausa e a importância de informações e tratamento adequado para as mulheres! Eu tive os melhores tratamentos e sei que a realidade da maioria é bem diferente infelizmente! Vamos continuar compartilhando informações e lutando para um tratamento digno para todas as mulheres! #saudedamulher #climaterioemenopausa #reposicaohormonal #menopausaprecoce #mulher40mais #menopausa #simtomasdamenopausa #climaterio ♬ som original – Ju Zan Menopausa Precoce
Quais são os principais sintomas da menopausa pelo corpo inteiro?
Os sintomas da menopausa não se limitam ao sistema reprodutor e podem se manifestar “da cabeça aos pés”. Ondas de calor, suor noturno, fadiga, alterações de sono e ganho de gordura abdominal estão entre os mais relatados, com grande variação em intensidade e duração.
- Cérebro e humor: dificuldade de concentração, sensação de “mente lenta”, lapsos de memória, irritabilidade e ansiedade.
- Boca, garganta e voz: xerostomia (boca seca), alteração no paladar, irritação na garganta e voz mais rouca.
- Coração e circulação: aumento gradual do risco cardiovascular, com tendência à elevação da pressão e alteração do colesterol.
- Metabolismo e peso: maior acúmulo de gordura abdominal e dificuldade para perder peso, mesmo sem grandes mudanças de hábitos.
Leia também: O que acontece com seu cérebro ao tomar chá verde pela manhã todos os dias
Como a menopausa afeta a saúde íntima e urinária?
Um dos aspectos mais sensíveis da menopausa é o impacto na região genital e no trato urinário. A mucosa vaginal fica mais fina, menos lubrificada e mais frágil, quadro conhecido como síndrome geniturinária da menopausa, que pode causar secura, ardência, dor na relação e coceira.
O canal urinário também sofre influência da queda do estrogênio, com mudança no pH vaginal e redução das bactérias protetoras, o que facilita infecções urinárias. Surgem ainda urgência para urinar, aumento da frequência das idas ao banheiro e pequenos escapes de urina ao tossir, rir ou fazer esforço físico.

Como a menopausa interfere na saúde emocional?
As mudanças hormonais da menopausa afetam também o equilíbrio emocional, com oscilações de humor, ansiedade, sensação de desânimo e, em alguns casos, depressão. Ao mesmo tempo, muitas mulheres lidam com pressões típicas da meia-idade, como carreira, família, envelhecimento dos pais e preocupações com o futuro.
Reconhecer que esses sentimentos fazem parte de um processo de transição ajuda a reduzir culpa e autocrítica. Suporte psicológico, psicoterapia, práticas de relaxamento, atividade física e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico contribuem para atravessar a fase com mais segurança e qualidade de vida.
Menopausa aumenta o risco de osteoporose?
A relação entre menopausa e ossos é central, pois o estrogênio ajuda a equilibrar a renovação óssea. Com sua redução, a perda óssea tende a ser mais rápida do que a reposição, favorecendo a diminuição da densidade mineral óssea e o desenvolvimento de osteoporose.
Vitaminas e nutrientes, como cálcio e vitamina D, são fundamentais na prevenção da osteoporose. Avaliação médica, densitometria óssea, atividade física com impacto controlado e ingestão adequada de proteínas completam o cuidado para reduzir fraturas e preservar mobilidade.

Quanto tempo duram os sintomas da menopausa em média?
A duração dos sintomas da menopausa varia bastante, mas, em média, eles podem se estender por cerca de quatro anos a partir do início da perimenopausa. Ondas de calor costumam se intensificar nos um ou dois anos que antecedem a última menstruação, quando a queda do estrogênio é mais acentuada.
Algumas mulheres apresentam sintomas por período mais curto, enquanto outras podem relatá-los por mais de cinco anos. Em parte dos casos, ondas de calor moderadas a intensas podem persistir por até 10 anos, o que torna essencial o acompanhamento profissional para ajustar estratégias de manejo ao longo do tempo.
Quais são as principais opções de cuidado na menopausa?
O acompanhamento profissional é essencial para diferenciar sintomas da menopausa de outras condições que surgem na mesma faixa etária. Palpitações, por exemplo, podem ter origem cardíaca independente dos hormônios, e dores articulares intensas podem estar ligadas a doenças reumatológicas.
Entre as opções terapêuticas estão a terapia hormonal com estrogênio e, em muitos casos, progesterona, e o uso de estrogênios locais para sintomas geniturinários. Medicamentos não hormonais, ajustes no sono, alimentação, prática de exercícios e abandono do tabagismo complementam a estratégia individualizada.