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O que é choque anafilático? Entenda a reação alérgica grave que causou a morte de Janaína Barbosa
Janaína Barbosa morreu de choque anafilático, confirma assessoria; entenda o que é a reação
O choque anafilático é a manifestação mais grave da anafilaxia, uma reação alérgica sistêmica, intensa e potencialmente fatal. Ele acontece quando o organismo reage de maneira exagerada a uma substância à qual a pessoa é alérgica, desencadeando uma série de alterações que podem comprometer diferentes órgãos e sistemas.
Durante a reação, células do sistema imunológico liberam substâncias químicas, como a histamina, que provocam alterações nos vasos sanguíneos e nas vias respiratórias. Os vasos podem se dilatar e perder líquido para os tecidos, causando uma queda acentuada da pressão arterial. Ao mesmo tempo, pode ocorrer inchaço nas estruturas da garganta e contração dos brônquios, dificultando a passagem do ar.
Quando essas alterações comprometem a circulação sanguínea, a respiração e o fornecimento de oxigênio aos órgãos vitais, o quadro pode evoluir para choque circulatório, perda de consciência, parada cardiorrespiratória e morte. A reação pode começar em poucos minutos e, em algumas situações, evoluir rapidamente.
Quais são as principais causas?
A anafilaxia pode ser desencadeada por diferentes substâncias. Entre os agentes mais conhecidos estão:
- Medicamentos: alguns antibióticos, especialmente determinados tipos de penicilina, anti-inflamatórios, anestésicos e outros fármacos podem provocar reações alérgicas graves.
- Alimentos: amendoim, castanhas, frutos do mar, leite, ovos e outros alimentos estão entre os possíveis desencadeadores.
- Picadas de insetos: venenos de abelhas, vespas e marimbondos podem desencadear anafilaxia em pessoas sensibilizadas.
- Látex: produtos derivados da borracha natural, como algumas luvas, podem provocar reações em pessoas alérgicas.
- Contrastes utilizados em exames: determinadas substâncias administradas em procedimentos de diagnóstico também podem estar associadas a reações graves.
Em alguns casos, não é possível identificar imediatamente o agente responsável. Também existem episódios em que fatores como exercício físico, consumo de álcool ou uso de determinados medicamentos podem contribuir para desencadear ou intensificar uma reação.
No caso de Janaína Barbosa, uma amiga de infância relatou que a jornalista havia substituído uma medicação que utilizava periodicamente e apresentou uma reação alérgica extrema. O nome do medicamento não foi divulgado.
Quais são os sintomas do choque anafilático?
Os sinais podem aparecer poucos segundos ou minutos após o contato com a substância desencadeadora. Em algumas situações, o início ocorre mais tarde. A manifestação varia de acordo com a pessoa e a intensidade da reação, podendo atingir simultaneamente a pele, o sistema respiratório, o aparelho digestivo e a circulação sanguínea.
Entre os principais sintomas estão:
- Alterações na pele: coceira intensa, vermelhidão, urticária e placas elevadas pelo corpo.
- Inchaço: aumento do volume dos lábios, língua, rosto e garganta, podendo comprometer a passagem do ar.
- Dificuldade respiratória: falta de ar, chiado no peito, tosse, sensação de garganta fechando e dificuldade para engolir.
- Alterações circulatórias: queda da pressão arterial, tontura, fraqueza, pulso acelerado e sensação de desmaio.
- Sintomas digestivos: náuseas, vômitos, cólicas e diarreia.
- Alterações neurológicas: confusão mental, perda de consciência e desmaio.
Um detalhe importante é que a anafilaxia nem sempre provoca manifestações na pele. A ausência de manchas vermelhas ou coceira não significa que uma reação grave esteja descartada. Por isso, dificuldade para respirar, inchaço na garganta ou sinais de queda da pressão após contato com um possível alérgeno exigem atenção imediata.
Como é feito o tratamento?
O choque anafilático é uma emergência médica. O atendimento precisa ser iniciado o mais rápido possível, pois a demora pode aumentar o risco de complicações graves.
A principal medicação utilizada é a adrenalina, também chamada de epinefrina. Ela atua rapidamente sobre os efeitos da reação alérgica, ajudando a contrair os vasos sanguíneos, elevar a pressão arterial, reduzir o inchaço das vias respiratórias e facilitar a respiração.
De acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Alergia (WAO), a adrenalina aplicada por via intramuscular, preferencialmente na região lateral da coxa, é o tratamento de primeira linha para a anafilaxia. Dependendo da resposta do paciente, a administração pode precisar ser repetida por profissionais de saúde.
No hospital, a equipe médica também pode administrar oxigênio, soro diretamente na veia e outros medicamentos para controlar os sintomas e estabilizar a circulação. Anti-histamínicos e corticoides podem ser utilizados em situações específicas, mas não substituem a adrenalina no tratamento inicial de uma reação grave.
Em caso de suspeita de anafilaxia, é necessário acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192. Pessoas que já possuem diagnóstico de alergia grave podem receber orientação médica para portar adrenalina autoinjetável, quando disponível, e aprender a utilizá-la.
É possível prevenir o choque anafilático?
A prevenção depende principalmente da identificação e do afastamento da substância responsável pela reação. Após um episódio de anafilaxia, é importante procurar um alergista ou imunologista para investigar o possível agente desencadeador e avaliar os riscos de novas ocorrências.
Entre os cuidados recomendados estão:
- Informar médicos e profissionais de saúde sobre alergias conhecidas antes de iniciar tratamentos ou realizar procedimentos.
- Evitar alimentos, medicamentos e substâncias que já tenham provocado reações alérgicas.
- Verificar a composição de produtos e medicamentos antes de utilizá-los.
- Manter familiares e pessoas próximas informados sobre os sinais de uma reação grave e como agir.
- Seguir as orientações médicas sobre o uso de adrenalina de emergência, quando houver indicação.
Pessoas que já apresentaram anafilaxia precisam de acompanhamento especializado, pois uma nova exposição ao agente desencadeador pode provocar outra reação grave.
Quem era Janaína Barbosa?
Janaína Barbosa ficou conhecida nacionalmente por sua atuação como apresentadora do TV Fama, programa de entretenimento da RedeTV!. Ela comandou a atração entre 2001 e 2002, ao lado de Nelson Rubens, durante o período em que ganhou visibilidade na televisão brasileira.
Além do trabalho como jornalista e apresentadora, também teve uma experiência como atriz, participando da série Casos e Acasos, da TV Globo, em 2008. Nos últimos anos, estava afastada da televisão e havia direcionado sua trajetória profissional para a psicologia e a psicanálise.
Janaína morreu na terça-feira, 3 de novembro de 2026, aos 48 anos. A confirmação da causa da morte foi divulgada pela assessoria no dia seguinte. Ela era casada havia 20 anos com o empresário Felipe Faria e deixou dois filhos, Bernardo e Frederico.
A morte da ex-apresentadora chama atenção para a gravidade da anafilaxia, uma reação que pode começar de maneira repentina e evoluir rapidamente. O reconhecimento dos sintomas e o acesso imediato ao tratamento adequado são fundamentais para aumentar as chances de sobrevivência.
O texto O que é choque anafilático? Entenda a reação alérgica grave que causou a morte de Janaína Barbosa foi publicado primeiro no Observatório dos Famosos.