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O que é pielonefrite? Entenda a infecção que já atingiu famosas como Bianca Andrade e Carolina Dieckmann
A pielonefrite merece atenção porque envolve os rins e pode provocar complicações graves
A pielonefrite voltou a chamar atenção após Bianca Andrade revelar que foi internada depois de desenvolver uma infecção urinária que chegou aos rins. A empresária contou que quase não apresentou os sinais tradicionalmente associados à infecção urinária e afirmou que só procurou atendimento depois de ter febre e dores nas costas.
O caso tem semelhanças com o que aconteceu com Carolina Dieckmann, que também foi hospitalizada em 2026 após receber o diagnóstico de pielonefrite. A atriz relatou ter chegado ao hospital com febre alta e dor na região lombar e explicou que a infecção urinária que deu origem ao problema havia sido silenciosa.
Apesar de ser uma condição relativamente comum dentro das infecções do trato urinário, a pielonefrite merece atenção porque envolve os rins e pode provocar complicações graves quando não é tratada adequadamente.
O que é pielonefrite?
A pielonefrite é uma infecção que atinge um ou os dois rins, sendo geralmente provocada por bactérias. Na maioria dos casos, o problema começa nas partes inferiores do sistema urinário, como a uretra ou a bexiga, e os microrganismos conseguem subir pelos ureteres até chegar aos rins.
Ela é considerada uma forma de infecção urinária alta, enquanto a cistite, por exemplo, afeta principalmente a bexiga. A Sociedade Brasileira de Nefrologia explica que uma infecção urinária inicialmente localizada no trato inferior pode evoluir para pielonefrite.
A bactéria Escherichia coli (E. coli) está entre as principais responsáveis pelos casos adquiridos fora do ambiente hospitalar. Ela normalmente vive no intestino, mas pode alcançar a uretra, multiplicar-se no trato urinário e, em determinadas circunstâncias, chegar aos rins.
Quais são os sintomas da pielonefrite?
Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra, mas alguns sinais são especialmente característicos da infecção renal. Entre eles estão:
- Febre alta;
- Calafrios;
- Dor na região lombar ou nas costas, geralmente em um dos lados;
- Dor ou ardência ao urinar;
- Aumento da frequência urinária;
- Necessidade urgente de urinar;
- Náuseas e vômitos;
- Dor abdominal;
- Urina turva, com odor forte ou presença de sangue;
- Mal-estar e queda do estado geral.
A combinação de febre, calafrios e dor lombar é considerada especialmente característica da pielonefrite. No entanto, isso não significa que todos os pacientes apresentarão todos esses sintomas.
Um dos pontos destacados por Bianca Andrade foi justamente a ausência de sintomas urinários mais conhecidos. Ela relatou que não teve ardência nem dor ao urinar antes de perceber que havia algo errado. Esse tipo de situação reforça que uma infecção urinária nem sempre se manifesta de maneira evidente.
Uma infecção urinária pode chegar aos rins sem causar sintomas?
Sim. Uma infecção do trato urinário pode ser assintomática ou apresentar manifestações pouco específicas. A Sociedade Brasileira de Nefrologia ressalta que as infecções urinárias podem ocorrer com ou sem sintomas.
Quando a bactéria consegue avançar pelo sistema urinário, pode alcançar os rins e provocar uma infecção mais séria. Por isso, sintomas como febre, calafrios e dor nas costas não devem ser ignorados, especialmente quando aparecem juntos.
É importante destacar que uma dor lombar isolada não significa necessariamente pielonefrite, já que existem diversas causas para esse tipo de desconforto. O diagnóstico depende da avaliação médica e, quando indicado, de exames.
Por que a pielonefrite é considerada grave?
O principal motivo é que a infecção não está restrita à bexiga. Quando as bactérias atingem os rins, existe o risco de a infecção se tornar mais intensa e, em casos graves, alcançar a corrente sanguínea.
Uma das complicações possíveis é a sepse, uma resposta grave do organismo a uma infecção que pode comprometer o funcionamento de órgãos. A Sociedade Brasileira de Nefrologia alerta que uma pielonefrite não tratada adequadamente pode evoluir para sepse e até levar à morte.
Também podem ocorrer complicações renais, especialmente em quadros mais graves. Por isso, uma suspeita de infecção renal precisa de avaliação médica rápida, em vez de ser tratada apenas em casa com medicamentos por conta própria.
Como a pielonefrite é diagnosticada?
O diagnóstico começa pela avaliação dos sintomas e do histórico do paciente. O médico pode solicitar exame de urina e urocultura, que ajudam a identificar a presença de infecção e, no caso da cultura, determinar qual microrganismo está envolvido.
Dependendo da gravidade e das características do caso, também podem ser solicitados exames de sangue, hemocultura e exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia. A investigação adicional é especialmente importante quando existe suspeita de complicações ou de algum problema que esteja dificultando a passagem da urina.
Como é feito o tratamento?
Por se tratar geralmente de uma infecção bacteriana, o tratamento da pielonefrite é baseado em antibióticos prescritos por um profissional de saúde. A escolha do medicamento depende de fatores como a bactéria envolvida, a gravidade do quadro, o perfil do paciente e os resultados dos exames.
Em casos mais leves, o tratamento pode ser realizado fora do hospital, desde que o médico considere seguro. Já pacientes com infecção mais grave, vômitos persistentes, sinais de complicação ou necessidade de medicação intravenosa podem precisar de internação.
Por isso, não é recomendado escolher ou interromper antibióticos por conta própria. Além de o medicamento inadequado não combater a bactéria responsável, o uso incorreto pode favorecer resistência bacteriana.
Quem tem maior risco de desenvolver a doença?
As infecções urinárias são mais frequentes em mulheres, principalmente por características anatômicas que facilitam a entrada de bactérias no trato urinário. A proximidade entre a uretra e o ânus e o menor comprimento da uretra estão entre os fatores relacionados a esse risco.
Outros fatores que podem favorecer infecções urinárias e, consequentemente, aumentar o risco de complicações incluem:
- Baixa ingestão de líquidos;
- Dificuldade para esvaziar completamente a bexiga;
- Cálculos urinários;
- Alterações anatômicas do trato urinário;
- Refluxo de urina em direção aos ureteres;
- Uso de cateter urinário;
- Procedimentos urológicos;
- Diabetes;
- Gravidez;
- Menopausa e alterações hormonais relacionadas.
Beber água ajuda a prevenir a pielonefrite?
Manter uma boa ingestão de líquidos é uma das medidas recomendadas para reduzir o risco de infecções urinárias. A hidratação favorece a produção de urina e ajuda no processo natural de eliminação de microrganismos do trato urinário.
Além disso, algumas medidas simples podem contribuir para a prevenção:
- Não segurar a urina por períodos prolongados;
- Manter uma boa hidratação;
- Esvaziar a bexiga regularmente;
- Urinar após as relações sexuais;
- Manter hábitos adequados de higiene;
- Procurar atendimento diante de sintomas sugestivos de infecção urinária;
- Evitar automedicação.
Essas medidas não eliminam completamente o risco, mas podem ajudar a reduzir a ocorrência de infecções urinárias.
Quando procurar atendimento médico?
Febre alta associada a dor lombar, calafrios, náuseas ou vômitos merece avaliação médica, principalmente quando existe suspeita de infecção urinária. Esses sinais podem indicar que a infecção alcançou os rins.
A recomendação é procurar atendimento com rapidez diante de sintomas compatíveis com uma infecção renal. Quadros graves podem evoluir rapidamente e exigir tratamento hospitalar.
O que aconteceu com Bianca Andrade?
Em agosto de 2026, Bianca Andrade revelou que havia sido diagnosticada com pielonefrite após uma infecção urinária chegar aos rins. Segundo o relato da empresária, os sintomas urinários tradicionais praticamente não apareceram, o que dificultou perceber que havia uma infecção em andamento.
Bianca contou que passou a apresentar dor nas costas e febre e procurou atendimento médico. Durante o relato, ela chamou atenção para o risco de a bactéria atingir a corrente sanguínea e provocar uma infecção grave.
A empresária também explicou que o diagnóstico fez com que precisasse interromper temporariamente alguns compromissos, incluindo sua participação em atividades relacionadas ao Dança dos Famosos, enquanto recebia tratamento.
E Carolina Dieckmann?
Em junho de 2026, Carolina Dieckmann também tornou público que havia enfrentado uma pielonefrite. A atriz passou mais de quatro dias internada depois de apresentar febre alta e dor na região lombar.
Assim como Bianca, Carolina relatou que a infecção urinária que antecedeu o problema renal não havia apresentado sintomas evidentes. Após receber atendimento e tratamento, ela voltou para casa e compartilhou a experiência com os seguidores como forma de alertar sobre a importância de observar sinais aparentemente simples.
Os relatos das duas famosas chamaram atenção para uma questão importante: a ausência de ardência ao urinar não significa necessariamente que não exista uma infecção urinária. Algumas infecções podem apresentar poucos sinais ou manifestações diferentes das mais conhecidas.
Pielonefrite não é a mesma coisa que cistite
Embora as duas condições estejam relacionadas às infecções urinárias, existe uma diferença importante entre elas.
A cistite afeta principalmente a bexiga e costuma provocar ardência ao urinar, vontade frequente de ir ao banheiro, urgência urinária e desconforto na parte inferior do abdômen. Já a pielonefrite atinge os rins e tende a provocar manifestações mais sistêmicas, como febre, calafrios, mal-estar e dor lombar.
Uma cistite pode, quando não tratada adequadamente, evoluir para uma infecção renal. Por isso, sintomas urinários persistentes também devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Atenção
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica. Febre alta, calafrios, dor forte nas costas, vômitos ou outros sinais de infecção devem ser avaliados por um profissional, especialmente quando existe suspeita de infecção urinária.
O texto O que é pielonefrite? Entenda a infecção que já atingiu famosas como Bianca Andrade e Carolina Dieckmann foi publicado primeiro no Observatório dos Famosos.