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O que significa ter dificuldade de confiar nas pessoas, segundo a psicologia

A psicologia mostra como experiências passadas influenciam a confiança

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O que significa ter dificuldade de confiar nas pessoas, segundo a psicologia
O que significa ter dificuldade de confiar nas pessoas, segundo a psicologia

Ter dificuldade de confiar nas pessoas é um tema recorrente em consultórios de psicologia e costuma aparecer em diferentes fases da vida adulta. Em geral, essa dificuldade se constrói ao longo do tempo, a partir de experiências dolorosas, modelos familiares e características de personalidade, influenciando a forma como a pessoa se relaciona, escolhe amizades, se envolve em relacionamentos amorosos e atua no trabalho.

O que significa ter dificuldade de confiar nas pessoas

Segundo a psicologia, ter dificuldade de confiar nas pessoas não se resume a ser cauteloso ou reservado. Trata-se de um padrão de crenças e expectativas em que o outro é visto, em maior ou menor grau, como uma potencial ameaça, tornando o mundo social percebido como pouco confiável.

Nesse padrão, relacionamentos próximos são avaliados com grande suspeita, e a pessoa passa a agir em constante autoproteção. Em vez de partir do princípio de que o outro é bem-intencionado até que se prove o contrário, ocorre o oposto, o que pode comprometer vínculos afetivos e a qualidade de vida.

O que significa ter dificuldade de confiar nas pessoas, segundo a psicologia
Quando confiar nos outros se torna um desafio constante

Quais são as principais causas da dificuldade de confiar, segundo a psicologia

Para profissionais da área, a origem da dificuldade de confiar costuma estar ligada a uma combinação de fatores. Histórias de traições, mentiras recorrentes, promessas quebradas e abandonos criam uma “memória emocional” de que confiar é sinônimo de se machucar, principalmente quando essas experiências acontecem na infância.

Outro ponto central é o apego na infância, que funciona como modelo para as relações adultas. Ambientes previsíveis tendem a favorecer apego seguro, enquanto contextos de instabilidade, negligência ou violência favorecem estilos de apego ansioso ou evitativo, em que a confiança é frágil e a proximidade pode gerar desconforto.

Como a dificuldade de confiar impacta os relacionamentos

Na prática, a desconfiança nas relações interpessoais aparece em pequenas atitudes diárias. Em relacionamentos amorosos, podem surgir comportamentos como checar mensagens, interpretar silêncio como rejeição, testar o parceiro o tempo todo ou evitar compromissos mais sérios para não se sentir vulnerável.

Em amizades e no trabalho, essa dificuldade pode levar ao isolamento e à necessidade de controlar tudo, evitando delegar tarefas ou compartilhar a própria vida. Viver nesse estado de alerta constante gera desgaste emocional, aumentando ansiedade, irritabilidade e dificuldade em relaxar mesmo em contextos aparentemente seguros.

É possível aprender a confiar novamente nas pessoas

Estudos em psicologia indicam que a capacidade de confiar pode ser modificada ao longo da vida. A psicoterapia é um recurso importante, pois oferece um vínculo estruturado, com limites claros e previsíveis, no qual a confiança é construída progressivamente e experiências passadas podem ser elaboradas.

Dentro e fora do consultório, costuma-se trabalhar a identificação de crenças amplas, o reconhecimento de comportamentos defensivos e o desenvolvimento de comunicação mais direta. A exposição gradual a relações mais seguras permite experimentar pequenos atos de confiança e avaliar seus resultados de forma realista.

  • identificar crenças gerais do tipo “ninguém é confiável” e investigar sua origem;
  • reconhecer padrões defensivos, como testar o outro ou se afastar na primeira frustração;
  • aprender formas mais diretas de comunicação, evitando suposições e “leitura de pensamento”;
  • experimentar, aos poucos, situações em que seja possível confiar em alguém e observar o que acontece.

Ter dificuldade de confiar nas pessoas pode estar ligado a experiências passadas e mecanismos de proteção emocional. A psicologia explica por que algumas pessoas criam barreiras para se proteger.

Neste vídeo do canal Nós da Questão, com mais de 2.5 milhão de inscritos e cerca de 316 mil visualizações, esse comportamento é analisado de forma clara:

Qual é a diferença entre confiança saudável e confiança cega

Para a psicologia, é importante diferenciar confiança cega de confiança saudável. Confiar não significa ignorar sinais de desrespeito, violência ou manipulação, mas sim construir vínculos em que seja possível contar com o outro de maneira realista, preservando limites pessoais e capacidade crítica.

Confiança saudável envolve avaliar comportamentos ao longo do tempo, observar coerência entre palavras e ações e aprender a dizer “não” quando necessário. Assim, a pessoa percebe que não precisa se abrir a qualquer relação, e sim desenvolver critérios claros para escolher em quem depositar confiança.

Quais sinais indicam que a dificuldade de confiar merece atenção profissional

Nem toda reserva é um problema psicológico, pois cautela e privacidade podem ser adequadas a certos contextos. A dificuldade de confiar passa a exigir maior cuidado quando limita de forma consistente a vida social, afetiva ou profissional, prejudicando vínculos e causando sofrimento frequente.

Alguns sinais frequentemente observados por psicólogos incluem medo intenso de ser enganado sem indícios concretos, incapacidade de acreditar em demonstrações de afeto, afastamento de relações mais próximas e sensação recorrente de solidão acompanhada da ideia de que ninguém é digno de confiança.