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O sapoti-preto é pouco falado, mas quem prova entende por que ele chama tanta curiosidade

Um fruto diferente que cresce bem sem exigir solo rico ou cuidados constantes

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O sapoti-preto é pouco falado, mas quem prova entende por que ele chama tanta curiosidade
A polpa escura tem sabor doce que lembra chocolate

Entre as inúmeras frutas tropicais cultivadas no Brasil, o sapoti-preto ainda passa despercebido por grande parte da população. Conhecida cientificamente como Diospyros digyna, essa frutífera chama atenção pela polpa escura, macia e adocicada, que lembra sobremesas de chocolate. Apesar de pouco popular nos mercados, vem despertando interesse de agricultores familiares, pesquisadores e consumidores em busca de alimentos diferenciados e com maior valor agregado.

O que é o sapoti-preto e por que essa fruta chama tanto a atenção

O sapoti-preto é uma árvore de médio porte, com copa densa e folhas verdes brilhantes, pertencente ao mesmo gênero do caqui. Seu fruto, arredondado ou levemente oval, apresenta casca verde-oliva, que pode escurecer quando amadurece totalmente, revelando uma polpa marrom-escura a quase preta, cremosa e doce, apelidada de “fruta pudim de chocolate”.

Por ser uma frutífera pouco conhecida, ainda há confusão entre o sapoti-preto e outras espécies, como o sapoti comum (Manilkara zapota), mas tratam-se de plantas distintas em sabor, aparência e uso culinário. O sapoti-preto costuma ser consumido ao natural ou em preparações geladas, e sua polpa madura, naturalmente adocicada, é valorizada em receitas que buscam reduzir o uso de açúcar refinado.

O sapoti-preto é pouco falado, mas quem prova entende por que ele chama tanta curiosidade
Sapoti-preto chama atenção pelo sabor intenso

Quais são os benefícios do sapoti-preto e como ele pode ser usado na alimentação

A palavra-chave “sapoti-preto” vem sendo associada à alimentação equilibrada e ao aproveitamento de frutas nativas e exóticas. A polpa da Diospyros digyna é rica em carboidratos, fibras e compostos bioativos, como carotenoides e fenólicos, além de conter vitamina C, potássio e cálcio, que contribuem para uma dieta variada e podem auxiliar na proteção antioxidante do organismo.

Na cozinha, o sapoti-preto permite diferentes formas de preparo, o que amplia seu potencial gastronômico e facilita o consumo no dia a dia. Entre os usos mais comuns e criativos da fruta, destacam-se:

  • Consumo in natura, com a polpa retirada da casca com colher;
  • Preparo de vitaminas, batidas e smoothies gelados com leite ou bebidas vegetais;
  • Elaboração de sorvetes, cremes e mousses à base de fruta, com menos açúcar adicionado;
  • Substituição parcial de chocolate ou cacau em sobremesas frias, explorando a cor escura da polpa;
  • Produção artesanal de geleias, compotas, recheios e caldas para bolos e tortas.

Como cultivar o sapoti-preto no pomar ou no sítio

O cultivo do sapoti-preto interessa a produtores que desejam diversificar o pomar com espécies de nicho e boa adaptação ao clima quente. A árvore desenvolve-se melhor em regiões tropicais e subtropicais, com pouca ocorrência de geadas, em solos bem drenados, férteis e ricos em matéria orgânica, sendo comum em quintais, sítios e pequenas propriedades.

O plantio pode ser feito por mudas enxertadas ou obtidas de sementes, sendo o uso de mudas selecionadas mais indicado para garantir frutos de melhor qualidade. O manejo básico inclui escolha adequada do local, preparo do solo, irrigação regular nos primeiros anos, adubação orgânica ou formulada e poda de formação para favorecer luz e arejamento, lembrando que a planta leva alguns anos até frutificar em maior volume.

Quais são os principais cuidados de manejo e pós-colheita do sapoti-preto

Além do manejo de campo, o sapoti-preto exige atenção especial após a colheita, pois a polpa madura é muito macia e sensível a impactos. A colheita deve ser feita com cuidado, preferencialmente com frutos ainda firmes, que completarão o amadurecimento fora da planta, reduzindo perdas por danos mecânicos e deterioração precoce.

O armazenamento em local fresco e ventilado, com manuseio delicado durante o transporte, ajuda a preservar a qualidade até o consumo ou processamento. Em produções maiores, a transformação da fruta em polpa congelada, sorvetes ou doces pode ser uma estratégia para ampliar a vida útil e facilitar a comercialização em diferentes épocas do ano.

O sapoti-preto é uma frutífera pouco conhecida, mas chama atenção pela polpa escura e pelo sabor marcante quando está bem madura. Apesar de raro em quintais brasileiros, ele desperta curiosidade de quem gosta de frutas diferentes.

Neste vídeo do canal Dicas de Jardinagem, com mais de 55 mil de inscritos e cerca de 7.6 mil visualizações, essa frutífera acaba ganhando destaque entre registros do dia a dia e imagens que chamam atenção:

Quais são os desafios e o potencial de mercado do sapoti-preto no Brasil

Apesar do interesse crescente, o mercado para o sapoti-preto ainda é restrito, com baixa oferta, pouca padronização da produção e desconhecimento por parte dos consumidores. Esses fatores dificultam sua presença constante em feiras e supermercados e exigem maior divulgação, além de organização da cadeia produtiva, especialmente em relação à logística e à qualidade dos frutos.

Por outro lado, o caráter de “fruta exótica” e o visual marcante da polpa criam oportunidades em nichos específicos, como feiras de agricultura familiar, gastronomia criativa, polpas congeladas e turismo rural com degustação no pomar. Projetos de pesquisa e extensão rural vêm avaliando o desempenho da Diospyros digyna em diferentes condições, o que pode ampliar sua adoção por produtores que buscam diversificar renda com frutas especiais.

Quais são as perspectivas futuras do sapoti-preto na fruticultura brasileira

O crescente interesse por frutas diferenciadas e pela diversidade alimentar tende a favorecer espécies ainda pouco conhecidas, como o sapoti-preto. Embora a produção em grande escala ainda seja limitada, a frutífera ganha espaço em pomares domésticos, sistemas agroflorestais e empreendimentos de pequena escala focados em produtos de valor agregado.

À medida que mais pessoas conhecem o sapoti-preto em feiras, restaurantes e experiências de turismo rural, o consumo tende a se tornar mais frequente. Assim, a antiga frutífera de quintal passa a integrar um grupo de frutas que ajudam a diversificar a paisagem agrícola e ampliar a oferta de sabores disponíveis ao consumidor brasileiro.