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Os 4 ‘Porquês’ que estão sabotando a sua escrita, saiba como nunca mais errar no seu uso 

Qual a diferença entre por que, por quê, porque e porquê

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Os 4 ‘Porquês’ que estão sabotando a sua escrita, saiba como nunca mais errar no seu uso 
Usar corretamente os porquês evita confusão na escrita e deixa o texto mais claro

Os diferentes usos de “por que”“por quꔓporque” e “porquê” costumam gerar dúvida mesmo entre pessoas que escrevem com frequência. A proximidade na pronúncia e na grafia faz parecer que se trata da mesma palavra, mas, na prática, cada forma tem uma função específica, ligada ao papel que a expressão desempenha na frase: perguntar, explicar ou nomear o motivo.

O que significam “por que”, “por quê”, “porque” e “porquê” na norma padrão?

Na norma padrão do português, a expressão aparece em quatro grafias corretas: “por que” (separado e sem acento), “por quê” (separado e com acento), “porque” (junto e sem acento) e “porquê” (junto e com acento). A forma básica é “por que”, a partir da qual se compreendem as demais.

O uso mais frequente de por que ocorre em frases interrogativas, diretas ou indiretas, podendo ser substituído por “por qual motivo” ou “por qual razão”. Já porque introduz justificativas e respostas, porquê funciona como substantivo equivalente a “motivo” e por quê aparece no final da frase, em posição tônica, recebendo acento gráfico.

Como usar “por que” e “por quê” em perguntas?

A forma separada “por que” aparece sobretudo em perguntas diretas e indiretas. Sempre que houver ideia de questionamento e for possível substituir a expressão por “por qual motivo” ou “por qual razão”, em geral a construção correta é essa, como em: “Por que ele faltou à reunião?” ou “Gostaria de saber por que a entrega atrasou”.

Quando a pergunta termina com a expressão, usa-se “por quê”, também separado, mas com acento por estar isolado no fim da frase, em posição tônica. Em diálogos, é comum em perguntas curtas, como: “Ele foi embora cedo, por quê?” ou “Está tão calado, por quê?”, em que ainda é possível a substituição por “por qual motivo”.

  • “Por que”: usado no meio da frase, em perguntas ou em sentido de “por qual motivo”.
  • “Por quê”: usado no final da frase, em perguntas, mantendo o sentido interrogativo.
Os 4 ‘Porquês’ que estão sabotando a sua escrita, saiba como nunca mais errar no seu uso 
A explicação clara sobre os quatro tipos de “porquê” (Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko)

Quando usar “porque” e “porquê” para explicar e indicar o motivo?

“porque” junto e sem acento exerce função de conjunção, introduzindo causa, justificativa ou explicação. Aparece em respostas a perguntas e em frases que relacionam um fato ao motivo que o originou, como em: “Ele não compareceu porque estava em outra cidade” ou “O projeto foi adiado porque surgiram ajustes de última hora”.

“porquê”, por sua vez, é usado como substantivo, equivalente a “motivo” ou “razão”. Normalmente vem acompanhado de artigo, pronome ou outro determinante, como em “o porquê”, “um porquê” ou “seus porquês”. Exemplos: “Ninguém explicou o porquê da mudança” ou “Os porquês da decisão ainda estão sendo discutidos”.

  1. Porque (junto, sem acento): conjunção explicativa ou causal. Ex.: “Saiu mais cedo porque tinha consulta”.
  2. Porquê (junto, com acento): substantivo, equivalente a “motivo” ou “razão”. Ex.: “O porquê da escolha será divulgado depois”.

Quais truques ajudam a nunca mais errar os “porquês”?

Alguns testes simples facilitam a escolha entre “por que”“por quꔓporque” e “porquê” em situações do cotidiano. Primeiro, verifique se a frase admite “por qual motivo” sem prejuízo de sentido: se a resposta for positiva, a tendência é que a forma correta seja “por que” ou “por quê”, a depender da posição na frase.

Outro truque é identificar se há ideia de resposta ou justificativa; se estiver ligando uma ação a uma explicação, o uso mais provável é “porque” junto. Quando houver algo como “o porquê de…”, tente a troca por “o motivo de…” ou “a razão de…”. Se a substituição funcionar, trata-se do “porquê” substantivo.

O quadro a seguir resume as principais funções, ajudando a visualizar diferenças de uso, posição na frase e formas de substituição:

FormaFunçãoPosição típicaSubstituição possívelExemplo
por queinterrogativainício ou meio da frasepor qual motivo / razãoPor que ele saiu cedo?
por quêinterrogativafinal de frasepor qual motivo / razãoEle não respondeu, por quê?
porqueconjunção explicativa ou causalentre duas oraçõespois, já que, uma vez queNão atendeu porque o celular estava desligado.
porquêsubstantivogeralmente com artigomotivo, razãoO porquê da mudança ainda é desconhecido.

Com atenção à função de cada forma e um pouco de prática, o uso dos diferentes “porquês” tende a se tornar automático, reduzindo dúvidas e contribuindo para textos mais claros e de acordo com a norma vigente em 2025.