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Plantei por acaso essa aglaonema e hoje não imagino minha casa sem ela
Quando uma planta entra sem planos e cria vínculo com o ambiente
Entre as plantas mais usadas na decoração de interiores atualmente, a aglaonema tem ocupado um espaço de destaque. Descobri isso quase por acaso, num dia em que entrei numa floricultura apenas para “dar uma olhada” e saí com uma muda de folhas firmes, manchadas de verde e prata. O atendente comentou que era uma espécie muito adaptável, ideal para quem não entendia muito de jardinagem, e a planta logo se integrou ao meu apartamento. Com o tempo, passei a achar que a sala ficava incompleta quando imaginava aquele canto sem a presença dela.
O que é aglaonema e por que ela se destaca na decoração
A aglaonema é um gênero de plantas tropicais originárias, em grande parte, do sudeste asiático, muito usadas em ambientes internos. No caso da Aglaonema commutatum, as folhas alongadas, firmes e com variações de verde criam um efeito visual marcante, especialmente quando a luz bate de lado e realça reflexos prateados.
Percebi o impacto dessa planta quando a coloquei em um canto apagado, perto da estante e da cortina clara que filtra o sol da tarde. Ela passou a “puxar” o olhar para um ponto que antes passava despercebido, funcionando como um foco de cor em espaços pouco valorizados ao lado de móveis ou perto de janelas bem iluminadas, mas sem sol direto.

Como usar aglaonema na decoração de diferentes ambientes
Na decoração, a aglaonema de interior funciona bem tanto isolada em um vaso maior quanto combinada com outras espécies de sombra. Depois de me acostumar com a primeira planta na sala, acabei levando outra para o corredor e uma menor para o home office, criando uma unidade visual em ambientes diferentes.
Em projetos contemporâneos, vejo a aglaonema usada para “quebrar” superfícies frias, como cimento queimado ou porcelanato brilhante, exatamente como fiz ao colocá-la ao lado do rack de TV. Em espaços mais clássicos, ela aparece em cachepôs de cerâmica ou fibra natural, solução que adotei ao escolher um cachepô de fibra para deixar a sala mais acolhedora sem grandes mudanças.
Quais são os cuidados essenciais com a Aglaonema commutatum
Para que a Aglaonema commutatum se desenvolva bem, alguns cuidados simples costumam ser suficientes no dia a dia. Aprendi que ela prefere luz indireta e filtrada, evitando sol forte direto nas folhas, que pode causar queimaduras, enquanto ambientes claros mantêm a cor e o vigor da folhagem.
Na rega, descobri que o ideal é manter o substrato levemente úmido, sem encharcar, e usar o toque do solo em vez de um calendário fixo. Em dias muito quentes, borrifo água nas folhas em horários frescos, o que deixa a planta mais viçosa, evitando tanto o excesso de água, que apodrece raízes, quanto a falta prolongada, que seca as bordas.
| Aspecto | Cuidados essenciais | Pontos de atenção |
|---|---|---|
| Luminosidade | Luz indireta ou meia-sombra bem iluminada | Evitar sol direto forte, que pode queimar as folhas |
| Rega | Moderada, apenas quando o topo do solo estiver seco | Excesso de água favorece apodrecimento das raízes |
| Substrato | Leve, fértil e bem drenado | Mistura de terra vegetal, matéria orgânica e areia leve |
| Umidade do ar | Borrifadas leves em dias quentes | Evitar excesso em ambientes frios ou fechados |
| Temperatura | Ambiente estável e protegido | Evitar ventos frios e mudanças bruscas |
| Adubação | Leve, a cada 2 ou 3 meses | Seguir doses indicadas para plantas de interior |
| Manutenção | Remoção de folhas secas ou danificadas | Ajuda a manter o visual e a saúde da planta |
Plantar essa aglaonema foi algo quase por acaso, sem grandes expectativas no início.
Neste vídeo do canal Mania de Flor, com mais de 289 mil de inscritos e cerca de 9.5 mil visualizações, essa presença ganhou significado no dia a dia:
Como cultivar aglaonema dentro de casa de forma prática
O cultivo da aglaonema em ambientes internos pode ser organizado em poucos passos, desde a escolha do local até o acompanhamento do crescimento. No início, usei um vaso com pouca drenagem e percebi que a água demorava a escoar, então troquei por um vaso com furos e camada de brita ou argila expandida, evitando água parada.
- Escolher o local: ponto com luz indireta, sem sol forte direto, como um canto da sala ao lado da estante.
- Preparar o vaso: colocar drenagem no fundo e usar substrato leve, aerado e bem estruturado.
- Plantar a muda: posicionar a aglaonema ao centro, cobrindo as raízes sem compactar demais o solo.
- Regar após o plantio: umedecer o substrato até a água sair pelos furos, sem encharcar.
- Acompanhar o crescimento: podar folhas secas e girar o vaso ocasionalmente para crescimento uniforme.
Em casas com crianças pequenas ou animais, vale lembrar que a aglaonema é uma planta ornamental que não deve ser ingerida. Como tenho um gato curioso, coloquei a planta em um ponto mais alto, sobre um aparador, conciliando estética, segurança e o uso da espécie na sala, na varanda fechada e no canto de trabalho.
Quais benefícios decorativos a aglaonema traz para um ambiente acolhedor
A presença da aglaonema na decoração contribui para uma atmosfera visualmente mais agradável e organizada, principalmente em espaços pequenos. Em estantes, aparadores e cantos de leitura, a planta funciona como elemento de transição entre objetos rígidos, livros e eletrônicos, suavizando o visual e ajudando a marcar áreas de descanso ou trabalho sem precisar de muitos móveis.
Com o tempo, a aglaonema passou a fazer parte da minha rotina, ligada a pequenos rituais de cuidado e observação. Antes de sair de casa, dou uma olhada rápida nas folhas, verifico se é dia de regar e, nos fins de semana, limpo o pó com um pano úmido, percebendo cada nova folha que surge. Assim, a Aglaonema commutatum acabou se tornando uma presença constante e silenciosa, preenchendo os cantos com verde e ajudando a compor um espaço mais vivo, harmonioso e pessoal.