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Por que comprar algo às vezes dá um alívio imediato, segundo a psicologia

Um alívio rápido que vem do cérebro

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Por que comprar algo às vezes dá um alívio imediato, segundo a psicologia
A compra ativa sensações momentâneas de prazer no cérebro

Quase todo mundo já viveu essa cena: um dia pesado, emoções confusas e, de repente, comprar algo parece aliviar. Não importa muito o quê. O alívio vem rápido, quase automático. Para a psicologia, esse comportamento não é fraqueza nem futilidade. Ele revela como o cérebro tenta lidar com desconfortos emocionais de forma prática e imediata.

Por que comprar algo gera uma sensação rápida de alívio?

Quando fazemos uma compra, o cérebro ativa o sistema de recompensa e libera dopamina, um neurotransmissor ligado ao prazer, à motivação e à expectativa. O alívio não vem exatamente do objeto, mas do processo de escolher, decidir e conquistar algo.

Esse mecanismo cria uma breve sensação de bem-estar emocional. A mente interpreta a compra como um pequeno sucesso pessoal, reduzindo temporariamente o desconforto interno e trazendo uma sensação de conforto imediato.

Por que comprar algo às vezes dá um alívio imediato, segundo a psicologia
Em alguns momentos, compras tem o poder de mudar nosso humor – Créditos: depositphotos.com / AndrewDemenyuk

O que acontece no cérebro durante esse processo?

Do ponto de vista da psicologia do comportamento, comprar ativa áreas cerebrais ligadas à recompensa e ao controle. O cérebro entende a ação como algo positivo, previsível e sob domínio da pessoa.

Esse efeito químico explica por que o alívio surge rápido, mas também por que costuma ser curto. A dopamina funciona como um estímulo momentâneo, não como solução profunda para emoções difíceis.

Por que o efeito passa tão rápido depois da compra?

O alívio é real, mas temporário. Após o pico de dopamina, o cérebro retorna ao estado emocional anterior. Se o problema que causou o desconforto não foi resolvido, ele reaparece.

Nesse momento, muitas pessoas relatam sensações ligadas ao consumo emocional, como queda de empolgação, vazio leve ou até culpa. O cérebro pode, então, buscar outro estímulo para repetir a sensação de alívio.

  • Redução rápida da empolgação
  • Sensação de vazio após o prazer inicial
  • Arrependimento ou culpa leve
  • Vontade de repetir a experiência

A psicóloga Maria Fernanda explica, em seu TikTok, como esse comportamento pode ser um sinal interno ignorado:

@psi.mariafernandaa essa compra que você quer fazer, é uma necessidade ou um remendo? que tal refletir sobre consumismo! #fyp #psicologia #terapia #consumismo #compras ♬ som original – Maria Fernanda | Psicóloga

Por que compramos mais quando estamos tristes ou estressados?

A psicologia explica esse comportamento como uma forma de regulação emocional. Em momentos de tristeza, cansaço ou estresse, o cérebro procura algo rápido que devolva conforto e sensação de controle.

Comprar oferece escolhas simples, recompensa imediata e novidade. É uma maneira acessível de dizer internamente que ainda existe poder de decisão, mesmo quando outras áreas da vida parecem confusas.

Comprar para se sentir melhor é sempre um problema?

Não necessariamente. Pequenos prazeres fazem parte da autorregulação emocional saudável. O problema surge quando comprar se torna a principal estratégia para lidar com emoções difíceis.

Quando isso acontece com frequência, pode indicar dificuldade em lidar com sentimentos e maior risco de compras impulsivas. Observar o impulso e buscar outras formas de conforto ajuda a evitar que o alívio momentâneo vire dependência.