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Poucas flores resistem tão bem em vasos improvisados
Mesmo com poucos recursos, a floração acontece
Entre as muitas espécies utilizadas em jardins, hortas e espaços urbanos, o cravo-de-defunto se destaca pela combinação de resistência, cor intensa e facilidade de manejo. Conhecido pelo nome científico Tagetes erecta, ele aparece com frequência em canteiros públicos, quintais simples e vasos improvisados com materiais reciclados, o que reforça sua adaptação a diferentes ambientes e seu papel como planta ornamental.
O que é o cravo-de-defunto (Tagetes erecta)?
O cravo-de-defunto é uma planta herbácea originária das Américas, especialmente de regiões de clima tropical e subtropical. A Tagetes erecta pertence à família Asteraceae, a mesma de margaridas e girassóis, e produz capítulos florais cheios, em tons de amarelo, laranja e, em algumas variedades, tons mais queimados.
Seu porte é considerado baixo a médio, alcançando em geral entre 20 e 90 centímetros de altura, dependendo da cultivar e das condições de cultivo. As flores chamativas formam uma espécie de pompom, e as folhas recortadas, com aroma característico, ajudam a identificar a espécie, também chamada de marigold ou tagete.

Por que o cravo-de-defunto se adapta bem a vasos reciclados?
Uma característica marcante do cravo-de-defunto é a capacidade de prosperar em recipientes variados, inclusive em vasos reciclados feitos de garrafas plásticas, latas, baldes antigos e outros materiais reaproveitados. A planta não exige recipientes sofisticados, desde que exista drenagem mínima que evite o encharcamento do substrato.
Em comunidades que adotam práticas de reciclagem, a Tagetes erecta é usada como exemplo de planta resistente e funcional. Ela suporta bem períodos moderados de estiagem, responde positivamente ao sol direto e se desenvolve em solos comuns, minimamente férteis, o que favorece projetos educativos e de jardinagem sustentável.
Entre as principais características que explicam sua boa adaptação a recipientes e espaços reduzidos, destacam-se:
- Adaptação a recipientes pequenos e médios;
- Tolerância a variações moderadas de temperatura;
- Boa resposta ao sol pleno, comum em áreas urbanas;
- Compatibilidade com projetos de jardinagem sustentável;
- Crescimento rápido, facilitando a renovação das flores.
Como cuidar do cravo-de-defunto em casa?
O cultivo do cravo-de-defunto é considerado simples, adequado até para iniciantes em jardinagem. A Tagetes erecta prefere locais de sol pleno, recebendo de quatro a seis horas de luz solar direta por dia, mas em regiões muito quentes pode se adaptar a meia-sombra leve, desde que a luminosidade ainda estimule a floração.
Quanto ao solo, recomenda-se um substrato bem drenado, com matéria orgânica como húmus de minhoca ou composto caseiro. O excesso de água é mais prejudicial do que curtos períodos de seca, por isso as regas devem ser feitas quando o solo começar a secar superficialmente, principalmente em vasos reciclados com boa drenagem.
| Cuidado | Como fazer em casa | Observações importantes |
|---|---|---|
| Iluminação | Manter o vaso ou canteiro em local com sol pleno, recebendo de 4 a 6 horas de sol direto por dia. | Em regiões muito quentes, aceita meia-sombra leve, desde que o ambiente continue bem iluminado. |
| Recipiente | Utilizar recipiente reciclado limpo, com furos no fundo para escoamento da água. | A drenagem é essencial para evitar apodrecimento das raízes. |
| Camada drenante | Colocar pedrinhas, brita ou cacos de telha no fundo do vaso antes do substrato. | Evita o acúmulo de água e melhora a aeração do solo. |
| Substrato | Preencher o vaso com substrato leve, bem drenado e enriquecido com matéria orgânica, como húmus de minhoca ou composto caseiro. | Solos muito compactados prejudicam o desenvolvimento da planta. |
| Plantio | Semeiar ou transplantar mudas de cravo-de-defunto com cuidado, mantendo o torrão íntegro. | Evitar enterrar demais o caule para não causar apodrecimento. |
| Rega | Regar apenas quando o solo começar a secar na superfície, sem encharcar. | O excesso de água é mais prejudicial do que curtos períodos de seca. |
| Manutenção | Retirar flores secas regularmente para estimular novas florações. | Essa prática prolonga o ciclo de flores e mantém a planta mais bonita. |
Essa flor é tão resistente que consegue florescer até em vasos reciclados, surpreendendo quem cultiva. Neste vídeo do canal Horta Mineira, que reúne mais de 654 mil de inscritos e soma cerca de 29 mil visualizações, você entende por que ela se adapta tão bem:
Quais são os principais usos do cravo-de-defunto no jardim e na horta?
Além do valor estético, o cravo-de-defunto é muito utilizado em consórcios com hortaliças e outras plantas ornamentais. Em muitos canteiros, a Tagetes erecta é posicionada como bordadura colorida, contribuindo para a diversidade de espécies e, em alguns sistemas, ajudando no manejo integrado de pragas e de nematoides no solo.
Em áreas urbanas, o cravo-de-defunto aparece em praças, canteiros centrais de avenidas e jardins escolares, oferecendo floração constante durante boa parte do ano, conforme o clima local. Em diversas culturas, especialmente na América Central e no Sul da Ásia, as flores são usadas em arranjos, guirlandas e cerimônias, reforçando seu papel ornamental e simbólico.
Por que o cravo-de-defunto é uma planta versátil para pequenos espaços?
De modo geral, o cravo-de-defunto se consolidou como uma planta versátil, simples e funcional, que se encaixa em vasos reciclados, canteiros domésticos ou projetos paisagísticos maiores. Sua capacidade de adaptação permite o cultivo em varandas, quintais cimentados e corredores, ampliando as possibilidades de jardinagem em áreas reduzidas.
O ciclo relativamente curto, a manutenção descomplicada e a floração abundante explicam a presença constante da Tagetes erecta em jardins de diferentes perfis, do quintal mais improvisado às áreas verdes planejadas. Por isso, é considerada uma opção acessível para quem deseja embelezar pequenos espaços, mesmo com poucos recursos.