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Propaganda afirmativa pró-LGBT do SBT é resultado de ação judicial

Emissora de Silvio Santos foi processada pelo estado de São Paulo após falas homofóbicas de Patrícia Abravanel e precisou assinar termo de ajustamento de conduta

Por Correio Braziliense

Patricia Abravanel
Propaganda afirmativa pró-LGBT do SBT é resultado de ação judicial (Foto: Instagram @patriciaabravanel/ Reprodução)

Os 40 segundos da campanha contra LGBTfobia veiculada nos intervalos comerciais do SBT desde o início de janeiro chamaram a atenção dos telespectadores do canal pelo tom diferente do já adotado pela emissora quando o assunto é homossexualidade. “Há 15 anos o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo”, diz a herdeira do canal de TV na abertura do vídeo institucional.

A apresentadora é seguida por um elenco que explica como o preconceito desemboca em números alarmantes de violência contra pessoas homoafetivas e a propaganda termina chamando o público a reconhecer a própria responsabilidade. Entretanto, o que não é dito é que a iniciativa institucional faz parte de um acordo do SBT com a Justiça do estado de São Paulo.

O canal assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e se comprometeu a veicular vídeos explicativos sobre homofobia até o fim de janeiro durante a programação em horários diferentes. Isso para evitar o pagamento de multa após comentários homofóbicos de Patrícia Abravanel durante uma edição do programa Vem Pra Cá exibida em junho de 2021, pleno mês do orgulho LGBT.

Na ocasião, a filha de Silvo Santos argumentou que as pessoas têm direito a ser intolerantes e que era preciso “concordar em discordar” sobre direitos dos gays, lésbicas, travestis e transexuais. “Se os LGDBTYH, não sei, querem respeito, precisam ser mais compreensivos com aqueles que hoje ainda não entendem direito e estão se abrindo para isso. É difícil educar filhos ao falar sobre isso, sabia?”, emendou.

A reação foi tão forte que gerou, inclusive, resposta pública de Tiago Abravanel, sobrinho de Patrícia que é abertamente gay. “Em primeiro lugar, orientação sexual não é uma questão de opinião, é de respeito. Você não precisa ser como eu, mas precisa respeitar quem eu sou. E ponto final. Você opina se uma roupa é bonita ou feia, se você quer café ou chá. A orientação sexual do outro não é de opinião de ninguém”, explicou o ator.

Ainda no âmbito da ação movida pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, o SBT terá que exibir uma reportagem informativa sobre a LGBTfobia na edição de 29 de janeiro do jornal SBT Brasil, data da Visibilidade Trans. O tribunal também determinou que a empresa estabeleça uma política interna de ações inclusivas, com a realização de workshops para os funcionários.

 



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