Psicólogos explicam: “Quem deixa uma tarefa simples para depois, mesmo sabendo que levaria menos de cinco minutos, pode não estar apenas sendo preguiçoso, mas evitando o desconforto de começar” - Super Rádio Tupi
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Psicólogos explicam: “Quem deixa uma tarefa simples para depois, mesmo sabendo que levaria menos de cinco minutos, pode não estar apenas sendo preguiçoso, mas evitando o desconforto de começar”

A psicologia ajuda a entender por que até uma tarefa de cinco minutos pode parecer difícil de começar

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Psicólogos explicam: “Quem deixa uma tarefa simples para depois, mesmo sabendo que levaria menos de cinco minutos, pode não estar apenas sendo preguiçoso, mas evitando o desconforto de começar”
Adiar uma tarefa simples pode estar ligado ao desconforto que ela provoca, e não ao tempo necessário (Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial)

Adiar uma tarefa simples pode parecer contraditório: a pessoa sabe que resolveria a pendência rapidamente, mas continua deixando para depois. Na psicologia, a procrastinação também é estudada pela relação com as emoções despertadas por uma atividade. Responder a uma mensagem ou abrir um documento pode exigir poucos minutos e, ainda assim, trazer tédio, insegurança ou receio de enfrentar uma situação desagradável.

Por que uma tarefa curta pode ser difícil de começar?

A duração não resume tudo o que uma atividade representa. Uma mensagem breve pode envolver uma cobrança. Um formulário pequeno pode despertar dúvidas sobre como preencher as informações. Até guardar um objeto pode exigir decidir onde ele ficará. O tempo necessário para executar a ação é diferente do desconforto que aparece ao pensar nela.

Os pesquisadores Fuschia Sirois e Timothy Pychyl discutem a procrastinação como uma dificuldade de autorregulação que pode envolver a busca de alívio emocional imediato. Nessa perspectiva, evitar uma tarefa desagradável permite afastar temporariamente o incômodo. Saber que algo é rápido não torna seu início automaticamente confortável. Essa é uma explicação possível, não uma conclusão sobre todo adiamento.

Psicólogos explicam: “Quem deixa uma tarefa simples para depois, mesmo sabendo que levaria menos de cinco minutos, pode não estar apenas sendo preguiçoso, mas evitando o desconforto de começar”
Adiar uma tarefa simples pode estar ligado ao desconforto que ela provoca, e não ao tempo necessário (Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial)

Que sentimentos podem estar envolvidos nesse adiamento?

Adiar uma tarefa pode ter funções diferentes conforme a situação. Em vez de procurar uma única causa, vale observar o que surge quando você pensa naquela pendência específica. Alguns exemplos ajudam a distinguir o tamanho da atividade da experiência emocional que ela provoca:

  • Tédio diante de uma tarefa repetitiva;
  • Insegurança sobre qual seria a maneira correta de começar;
  • Receio da resposta ao enviar uma mensagem;
  • Frustração por precisar resolver uma obrigação indesejada;
  • Medo de cometer um erro que será percebido por outra pessoa;
  • Desconforto ao encontrar informações que você preferia não enfrentar.

Qual é a diferença entre procrastinar e precisar de uma pausa?

Nem toda tarefa adiada caracteriza procrastinação. Pode faltar uma informação, existir outra prioridade ou haver cansaço suficiente para justificar uma pausa. O adiamento também pode ser planejado: escolher um horário apropriado para conversar sobre um assunto delicado não é o mesmo que evitar indefinidamente essa conversa.

A procrastinação envolve postergar uma intenção, apesar de esperar consequências negativas dessa demora. Por isso, o rótulo de “preguiçoso” explica pouco sobre o que está acontecendo. É preciso considerar recursos disponíveis, contexto e dificuldades concretas. Uma pendência de cinco minutos não demonstra, sozinha, falta de responsabilidade, um transtorno ou uma característica permanente da personalidade.

Psicólogos explicam: “Quem deixa uma tarefa simples para depois, mesmo sabendo que levaria menos de cinco minutos, pode não estar apenas sendo preguiçoso, mas evitando o desconforto de começar”
Adiar uma tarefa simples pode estar ligado ao desconforto que ela provoca, e não ao tempo necessário (Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial)

O que pode facilitar o primeiro passo sem esperar a vontade chegar?

Identificar o desconforto permite procurar uma resposta mais específica do que simplesmente se cobrar. Se a dificuldade está em não saber por onde começar, definir uma ação inicial pode ajudar. Se falta informação, obtê-la passa a ser a primeira tarefa. Algumas possibilidades para experimentar são:

  • Descrever a pendência com um verbo concreto, como abrir, separar ou preencher;
  • Escolher apenas a primeira etapa, em vez de exigir a conclusão inteira;
  • Deixar os materiais necessários acessíveis antes de começar;
  • Definir um momento específico para executar a ação;
  • Reconhecer o incômodo sem exigir que ele desapareça completamente;
  • Verificar se a cobrança por um resultado perfeito está dificultando o início.

Leia também: Segundo a psicologia, quem repete em voz alta as palavras enquanto digita pode não estar distraído, mas usando o som como apoio para manter o foco e estruturar o raciocínio

Compreender a dificuldade ajuda a escolher uma resposta

Adiar uma tarefa simples pode oferecer alívio naquele instante, enquanto a obrigação permanece pendente. Observar esse padrão permite perguntar o que está sendo evitado: o trabalho em si, uma decisão ou uma reação esperada. A resposta orienta o próximo passo e evita tratar como idênticas situações que exigem soluções diferentes.

A duração da tarefa não mede a intensidade do desconforto. Quando os adiamentos se tornam frequentes e prejudicam trabalho, estudos ou relações, conversar com um psicólogo pode ajudar a investigar o padrão. Para uma pendência específica, começar pode significar apenas abrir o documento, localizar uma informação ou escrever a primeira linha da mensagem.