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Quando o céu fica fechado por dias, as plantas sentem antes da gente

Um ajuste lento que acontece mesmo sem sinais imediatos

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Quando o céu fica fechado por dias, as plantas sentem antes da gente
A fotossíntese continua mesmo com pouca luz, porém em menor intensidade

Quando o céu permanece encoberto por vários dias, as plantas fazem ajustes silenciosos para continuar vivas. Mesmo sem sol direto, elas seguem realizando processos vitais, mas em ritmo diferente, alterando a forma como respiram, crescem e usam a energia armazenada. A cena pode parecer estática, porém, dentro de cada folha, há mudanças importantes na fotossíntese, no consumo de água e no uso de reservas internas.

O que acontece com a fotossíntese das plantas em dias nublados?

A fotossíntese é o processo em que a planta transforma luz em energia química, usando água e gás carbônico. Em dias nublados, a intensidade luminosa diminui, tornando o processo menos eficiente. As plantas continuam produzindo energia, mas em quantidade reduzida, como se entrassem em um “modo econômico” para poupar recursos.

Esse ritmo mais lento pode levar a um crescimento menos vigoroso, principalmente em espécies que dependem de muitas horas de sol forte. Por outro lado, a luz difusa consegue penetrar melhor entre as folhas e alcançar partes que, em dias de sol intenso, ficariam sombreadas, distribuindo a fotossíntese de forma mais equilibrada em toda a copa.

Quando o céu fica fechado por dias, as plantas sentem antes da gente
Quando a luz some por dias, as plantas começam a se adaptar

Como as plantas se comportam em longos períodos de céu encoberto?

Quando o período de céu encoberto se estende por muitos dias, a planta tende a priorizar a sobrevivência em vez de produzir novas folhas, flores ou frutos. Em situações prolongadas, pode ocorrer queda de botões florais, atraso na frutificação e redução na qualidade de flores e frutos já formados, pois a energia passa a ser usada com mais cautela.

Nesse cenário, as plantas aumentam o uso das reservas de carboidratos acumuladas em raízes, caules e sementes. Se a baixa luminosidade durar semanas, o crescimento pode ficar visivelmente comprometido, surgindo caules mais finos, folhas menores e desenvolvimento geral mais lento, especialmente em espécies de sol pleno.

As plantas ficam “tristes” sem sol ou apenas se adaptam?

A ideia de que as plantas “sentem falta” do sol pode ser traduzida como um desequilíbrio entre a luz disponível e as necessidades da espécie. Plantas adaptadas à sombra, como samambaias e muitas espécies tropicais de floresta, lidam bem com longos períodos de nebulosidade, enquanto plantas de clima árido ou muito aberto mostram sinais de estresse mais rapidamente.

Em dias nublados, a temperatura ambiente tende a ser mais amena e a evapotranspiração diminui, fazendo a planta perder menos água pelas folhas. O solo leva mais tempo para secar e o risco de encharcamento aumenta se a irrigação seguir o mesmo padrão dos dias ensolarados, favorecendo fungos e problemas de raiz por falta de oxigenação.

Quais adaptações ajudam as plantas a aproveitar melhor a luz difusa?

As plantas desenvolveram, ao longo da evolução, estratégias curiosas para lidar com mudanças na luminosidade. Algumas espécies ajustam a posição das folhas para captar melhor a luz difusa, enquanto outras aumentam a quantidade de clorofila, deixando as folhas ligeiramente mais escuras para aproveitar cada feixe luminoso disponível com mais eficiência.

Em ambientes naturais, como florestas e campos, períodos prolongados de céu encoberto costumam vir acompanhados de maior umidade do ar e do solo. Isso pode favorecer plantas de sub-bosque, que crescem sob a proteção das copas mais altas. Já em lavouras e jardins, a resposta varia conforme o tipo de planta e o estágio de desenvolvimento em que ela se encontra, como se vê a seguir:

  • Plântulas e mudas jovens tendem a ser mais sensíveis à falta de luz intensa.
  • Plantas adultas costumam resistir melhor a alguns dias de menor luminosidade.
  • Espécies de sombra sofrem menos alteração visível no crescimento.
  • Plantas de sol pleno podem ficar com caules mais alongados e folhas mais espaçadas.

Quando o céu permanece encoberto por vários dias, as plantas começam a reagir de forma discreta.
Neste vídeo do canal Cortes do Manual do Mundo, com mais de 195 mil de inscritos e cerca de 46 mil visualizações, essa mudança silenciosa chama atenção:

Como o céu nublado afeta crescimento, flores e frutos das plantas?

Com menos luz direta, algumas plantas passam a crescer mais “esticadas”, em busca de claridade, fenômeno conhecido como estiolamento. Os caules ficam mais longos e finos, e as folhas podem surgir em menor quantidade ou com tamanho reduzido. Em culturas agrícolas, isso pode significar mudas mais frágeis e menor produtividade futura.

Em espécies cultivadas para produção de flores e frutos, a redução da luminosidade por vários dias pode atrasar a floração e o amadurecimento, como ocorre com tomates, pimentões e diversas frutas. Em plantas ornamentais de sombra, o efeito costuma ser discreto, desde que o período nublado não seja extremamente prolongado, permitindo que as reservas internas compensem momentaneamente a menor entrada de luz.

Qual é o impacto da duração dos dias nublados nas plantas?

O efeito dos dias encobertos depende muito da duração do período com pouca luz. A planta reage de forma gradual, primeiro ajustando processos internos e, depois, alterando visivelmente sua forma e ritmo de crescimento. Em cultivos domésticos e agrícolas, observar esse tempo ajuda a ajustar regas, adubações e expectativa de desenvolvimento.

  1. Em poucos dias nublados ocorre apenas um ajuste leve na fotossíntese, sem grandes alterações visíveis.
  2. Em uma ou duas semanas há redução no ritmo de crescimento e maior uso de reservas internas.
  3. Em períodos mais longos pode haver queda de flores, atraso em frutos e mudança na forma da planta.