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Repelente caseiro de cravo funciona contra a dengue? O que dizem os especialistas

Receita com cravo-da-índia e álcool se popularizou, mas autoridades de saúde alertam: não há comprovação de eficácia e o método não substitui produtos aprovados pela Anvisa.

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Mosquito Aedes aegypti pousado em pele humana, com fundo verde e amarelo desfocado.
A picada do Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya, ressalta a importância de repelentes comprovados.

Com a crescente preocupação com doenças como dengue, zika e chikungunya, muitas pessoas buscam alternativas aos repelentes industrializados. Uma receita caseira que combina cravo-da-índia, álcool e óleo corporal tornou-se popular, mas é preciso ter cuidado. Especialistas e órgãos de saúde, como a Anvisa, alertam que não há comprovação científica sobre a eficácia e a segurança desses preparados.

Alerta: Repelentes caseiros não são recomendados

O principal risco ao usar uma solução caseira é a falsa sensação de segurança. Ao acreditar estar protegido por um produto sem eficácia comprovada, você pode se manter vulnerável à picada do mosquito Aedes aegypti. Por isso, a recomendação oficial é sempre dar preferência a repelentes que passaram por testes rigorosos e foram aprovados pela Anvisa.

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Qual é a receita popular?

A seguir, descrevemos a receita que circula na internet, não como uma indicação, mas para que você a conheça e entenda seus limites. Lembre-se que sua aplicação não garante proteção.

Ingredientes da mistura

  • 10 gramas de cravo-da-índia;
  • 500 ml de álcool de cereais;
  • 100 ml de óleo corporal (como o de amêndoas ou coco).

Como a mistura costuma ser feita

O processo popular consiste em uma infusão. O álcool e os cravos são colocados em um frasco de vidro escuro e fechado, onde a mistura descansa por pelo menos quatro dias, sendo agitada duas vezes ao dia. Após esse período, o líquido é coado para remover os cravos, e o óleo corporal é adicionado para ajudar a diminuir o ressecamento da pele causado pelo álcool.

Riscos e falta de comprovação científica

Por não serem padronizados ou testados em laboratório, os repelentes caseiros não possuem garantia de eficácia. O tempo de proteção, se existir, é desconhecido. Além disso, a aplicação de misturas não regulamentadas na pele pode causar reações alérgicas, irritações e fotossensibilidade (manchas por exposição ao sol). Antes de usar qualquer produto novo, é essencial fazer um teste de sensibilidade aplicando uma pequena quantidade no antebraço.

Qual a forma segura de se proteger?

Para uma proteção eficaz e segura contra os mosquitos transmissores de doenças, utilize repelentes que contenham substâncias aprovadas pela Anvisa, como Icaridina, DEET ou IR3535. Leia sempre o rótulo para seguir as instruções de aplicação e o intervalo para reaplicação. Além do uso de repelentes, a medida mais importante continua sendo a eliminação de focos de água parada.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.