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Repelente natural tem eficácia limitada contra dengue; entenda os riscos

Plantas como citronela têm efeito repelente limitado e não substituem medidas aprovadas pelas autoridades de saúde. Saiba o que realmente funciona.

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Esse tempero comum virou aliado contra insetos dentro de casa
O cheiro do cravo-da-índia incomoda insetos - Créditos: depositphotos.com / Artelier1986

Com o aumento dos casos de dengue, cresce a busca por formas alternativas de se proteger do mosquito Aedes aegypti. No entanto, especialistas e autoridades de saúde alertam: repelentes naturais e caseiros, como plantas e óleos essenciais, não possuem eficácia comprovada e podem criar uma falsa sensação de segurança.

O que dizem as autoridades de saúde?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde afirmam que inseticidas feitos com citronela, andiroba, óleo de cravo, entre outros, não possuem estudos que comprovem sua eficácia contra o mosquito da dengue. Velas, aromatizantes de ambiente e incensos que alegam ter propriedades repelentes também não são aprovados pela Anvisa para este fim.

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Para uma proteção eficaz e segura, as autoridades recomendam o uso exclusivo de repelentes corporais registrados na Anvisa que contenham uma das seguintes substâncias em suas fórmulas: Icaridina (em concentração de 20% a 25%), DEET (em concentração de 10% a 15%) ou IR3535.

O efeito limitado das plantas

Plantas como a citronela, a lavanda e o alecrim de fato liberam óleos essenciais com aromas que são desagradáveis para os mosquitos. Esses odores podem funcionar como uma barreira olfativa de curto alcance, mas seu efeito é muito limitado e localizado. Apenas ter a planta em um vaso não é suficiente para proteger um ambiente, pois a concentração do aroma liberado costuma ser baixa e se dissipar rapidamente.

Misturei e deu certo: o repelente de cravo e álcool que afasta formigas e moscas

Há redução de insetos nas áreas onde o produto é usado com frequência.

Plantas com possível efeito repelente

Embora não substituam os métodos de proteção comprovados, algumas espécies podem ser cultivadas como uma medida ambiental complementar. A movimentação de suas folhas pelo vento ou ao serem tocadas pode liberar um aroma que ajuda a afastar insetos em um raio muito próximo.

Citronela: É a mais conhecida por seu cheiro cítrico, que pode ajudar a afastar mosquitos. O ideal é plantá-la em locais com boa circulação de ar, como corredores e varandas.

Lavanda: Além de seu perfume agradável para humanos, o cheiro da lavanda é desagradável para mosquitos e pode ser cultivada em vasos ou jardins.

Alecrim: Este tempero versátil também tem um odor forte que pode repelir o Aedes aegypti. É uma planta resistente que se adapta bem ao cultivo doméstico.

Manjericão: Seu cheiro intenso pode ajudar a afastar mosquitos e moscas, sendo uma opção para se ter perto da cozinha ou em hortas.

Alerta: não aplique plantas na pele

É fundamental abandonar a prática perigosa de esfregar folhas de plantas na pele. Além de não garantir proteção, o contato direto com a seiva de algumas espécies pode causar irritações, urticárias e reações alérgicas graves.

É fundamental lembrar que o uso de plantas é uma medida meramente complementar. A forma mais eficaz de prevenção da dengue continua sendo a eliminação de focos de água parada, onde o mosquito se reproduz, e o uso de repelentes corporais e inseticidas domésticos aprovados pela Anvisa.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.