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Se você brincou disso, sua infância foi bem diferente da de hoje

Jogos simples transformavam qualquer rua em espaço de diversão

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Se você brincou disso, sua infância foi bem diferente da de hoje
Brincadeiras tradicionais estimulam a socialização entre crianças

Brincadeiras como cabra-cega e polícia e ladrão marcaram a infância de muitas pessoas e ainda despertam forte sensação de nostalgia. Em uma época com menos telas e mais rua, esses jogos infantis ajudavam a organizar a convivência entre amigos, a gastar energia e a aprender a lidar com regras simples, funcionando como um elo entre gerações.

O que é a nostalgia de infância ligada a brincadeiras tradicionais?

A memória dessas brincadeiras tradicionais costuma aparecer associada a cenas muito específicas: quintal de casa, rua de terra, praça do bairro, avós observando de longe e crianças correndo sem preocupação com o tempo. A chamada nostalgia de infância não se resume à diversão, mas também à sensação de liberdade, ao contato com outras crianças e a uma rotina menos mediada por tecnologia.

Essas lembranças seguem sendo uma forte referência quando o tema é infância simples e compartilhada, muitas vezes evocadas em conversas de família e redes sociais. Assim, cabra-cega e polícia e ladrão se tornam símbolos de um período em que o brincar era mais coletivo, espontâneo e ligado ao espaço público.

Se você brincou disso, sua infância foi bem diferente da de hoje
Cabra-cega e polícia e ladrão marcaram uma infância que não volta mais

Quais aspectos tornam cabra-cega e polícia e ladrão tão marcantes?

A nostalgia associada a cabra-cega e polícia e ladrão está ligada principalmente à convivência, à imaginação e à sensação de pertencimento a um grupo. Nesses jogos, não havia necessidade de brinquedos caros ou cenários elaborados, bastando um espaço livre e a disposição para participar, o que aproximava crianças de diferentes idades e contextos.

Na cabra-cega, a venda nos olhos exigia confiança entre quem corria e quem tentava encontrar os demais, fortalecendo laços afetivos. Já em polícia e ladrão, os papéis de perseguir e fugir estimulavam estratégias, combinações e esconderijos, criando memórias de vozes, gritos, risadas e pequenas disputas típicas de qualquer grupo infantil.

Por que essas brincadeiras ainda ficam na memória das pessoas?

A expressão nostalgia de infância costuma ser relacionada a um período percebido como mais simples, mesmo que cada realidade tenha suas particularidades. No contexto das brincadeiras de rua, essa lembrança se associa a uma rotina menos acelerada, com mais tempo para estar com amigos, improvisar jogos e criar histórias coletivas no dia a dia.

Nesse cenário, muitas pessoas organizavam o cotidiano em torno do brincar, o que ajudava a construir memórias afetivas duradouras. Entre as cenas mais lembradas, destacam-se situações que se repetiam como pequenos rituais:

  • Chegar da escola, fazer tarefas rápidas e ir encontrar os amigos na rua ou no quintal.
  • Combinar o jogo do dia, escolhendo entre cabra-cega, polícia e ladrão ou outras variações.
  • Dividir times, sortear quem seria a “cabra” ou quem começaria como “polícia”.
  • Brincar até anoitecer, muitas vezes sendo chamado por algum adulto do portão.
  • Recontar as histórias no dia seguinte, como se fossem grandes acontecimentos.

Houve um tempo em que brincadeiras como cabra-cega e polícia e ladrão faziam parte do cotidiano das crianças. Eram jogos que ocupavam a rua inteira e criavam histórias a cada rodada.

Neste vídeo do canal LUCCAS TOON – LIBRAS, com mais de 4.6 milhão de inscritos e cerca de 33 mil visualizações, essas lembranças aparecem ligadas a uma infância bem diferente da atual:

Essas brincadeiras ainda fazem sentido para as crianças de hoje?

Mesmo em um contexto dominado por jogos digitais e telas, brincadeiras como cabra-cega e polícia e ladrão ainda aparecem em escolas, projetos sociais, colônias de férias e encontros familiares. Em muitos casos, adultos retomam essas atividades para apresentar às crianças experiências que marcaram sua própria formação.

Educadores utilizam esses jogos infantis para trabalhar cooperação, respeito a regras básicas e atividade física, adaptando-os a pátios, quadras e salões de festa. Em cidades com poucos espaços livres, o cuidado com segurança é essencial, e o resgate dessas práticas também ocorre em festas juninas, eventos temáticos e ações culturais voltadas à valorização da memória coletiva.

Como recriar hoje o clima das brincadeiras de infância?

Para quem deseja retomar um pouco dessa nostalgia de infância de forma prática, é possível criar momentos específicos para brincar sem pressa e com menos interferência de telas. A proposta é aproximar gerações, estimular o convívio e resgatar parte do clima das antigas brincadeiras de rua, adaptando-o à realidade atual.

Algumas estratégias simples ajudam a transformar a lembrança em experiência concreta e compartilhada entre adultos e crianças:

  1. Organizar encontros em família ou entre vizinhos com a proposta de brincar de cabra-cega, polícia e ladrão e outros jogos tradicionais.
  2. Reservar momentos sem telas em festas infantis, com um período dedicado a atividades de corrida, roda e pega-pega.
  3. Contar histórias da própria infância, explicando regras, escolhas de times e pontos de encontro na rua ou no quintal.
  4. Adaptar os jogos ao espaço disponível, reduzindo áreas de deslocamento, definindo limites claros e priorizando a segurança.
  5. Registrar em foto ou vídeo esses momentos de resgate, criando novas memórias que se somam às lembranças antigas.

Embora a infância atual seja marcada por mudanças significativas no modo de brincar, cabra-cega, polícia e ladrão e outras brincadeiras tradicionais permanecem no imaginário coletivo. A nostalgia funciona como uma forma de manter viva essa parte da história pessoal e cultural, em que a rua, o quintal e a praça eram cenários centrais do cotidiano das crianças.