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Show de Shakira em Copacabana sofre com atraso e críticas pelo uso de playback

Apresentação da cantora colombiana começou mais de uma hora depois do previsto e impactou desempenho na TV

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Shakira no Rio

O aguardado show de Shakira na praia de Copacabana, exibido pela Globo, pela primeira vez sem delay, acabou sendo marcado por um problema que tem se tornado recorrente em grandes eventos ao vivo: o atraso. Prevista para começar antes das 22h, logo após a novela, a apresentação só teve início por volta das 23h05, frustrando parte do público que aguardada diante da TV.

A emissora iniciou sua transmissão por volta de 21h40, com a cobertura comandada por Ana Clara e Kenya Sade, além de entradas ao vivo direto da praia. No entanto, o público precisou esperar mais de uma hora até o início do espetáculo — um fator decisivo para a queda de audiência ao longo da noite.

Audiência abaixo de Lady Gaga e Madonna

O impacto do atraso ficou evidente nos números. Durante o período efetivo do show, Shakira registrou cerca de 10 pontos de média, desempenho inferior aos obtidos por Lady Gaga (entre 13 e 14 pontos) e Madonna (cerca de 17 pontos) em apresentações recentes no mesmo formato.

Se considerado todo o período de transmissão — iniciado por volta das 21h30 —, a média sobe para 14 pontos. No entanto, esse índice é inflado pelo início da cobertura, quando a audiência ainda estava elevada, chegando à casa dos 20 pontos. A partir daí, os números foram caindo gradativamente até o início do show, evidenciando a perda de público ao longo da espera.

Atraso compromete experiência do público

A demora para o início da apresentação não apenas afetou os índices de audiência, mas também comprometeu a experiência de quem acompanhava de casa. Muitos telespectadores não permaneceram acordados até o início do show, que só começou após as 23h — um horário pouco atrativo para grande parte do público.

Caso a apresentação tivesse começado no horário inicialmente previsto, por volta das 21h30 ou 21h40, a tendência seria de maior retenção de audiência, como ocorreu nos shows anteriores exibidos pela emissora.

Público em Copacabana gera controvérsia

Outro ponto que chama atenção é o número de público divulgado. A Prefeitura do Rio de Janeiro estimou a presença de 2 milhões de pessoas em Copacabana. No entanto, especialistas questionam esse dado, apontando que a capacidade máxima da praia, mesmo em condições extremas de lotação (cerca de cinco pessoas por metro quadrado), seria de aproximadamente 800 mil pessoas.

Esse tipo de superestimativa, vale destacar, não é exclusivo do show de Shakira e também foi observado em eventos anteriores, como os de Madonna e Lady Gaga.

Espetáculo grandioso, mas com falhas de execução

Apesar dos problemas, o show de Shakira entregou um espetáculo visualmente impactante, com grande produção, repertório repleto de hits e participações especiais. O evento reuniu uma multidão e reforçou o apelo popular da artista no Brasil.

Para quem esteve em Copacabana, a experiência foi memorável. Já para o público da TV, ficou a sensação de que a longa espera poderia ter sido evitada — e, com isso, o desempenho de audiência da Globo poderia ter sido significativamente melhor.

O famigerado uso do playback

O público de casa e os presentes também repercutiram o uso de playback no show, algo que sempre gera críticas, mas que é comum e utilizado por todas as grandes estrelas da música em seus shows, um recurso normal para poupar a voz. Mas os juízes do sofá não perdoaram e nas redes sociais muitos comentaram negativamente sobre o fato, além de falarem sobre uma certa falta de entrosamento entre Shakira e os convidados que cantaram com ela: Anitta, Caetano Veloso, Maria Betânia e Ivete Sangala.

O uso de telas, drones e inteligência artificial

O show de Shakira foi recheado de aparatos tecnológicos, além dos drones que abriram a apresentação e tem se tornado recorrente em qualquer grande evento público, juntamente com os fogos de artifício, a apresentação abusou das telas e muitos vídeos criados com inteligência artificial, de certo gosto duvidoso, mas que ajudou de certa forma a entreter o público que viu de longe o palco e teve que se contentar em acompanhar o show pelos telões espalhados pela orla de Copacabana.

Area Vip compromete a experiência

O espaço destinado para os vips na frente do palco atrapalha não apenas a experiência dos fãs que gostariam de estar mais próximo, no gargarejo, mas também a transmissão pela TV, que não pode mostrar o público de perto da área vip, com o risco de flagrar os convidados especiais batendo papo, bebendo e pouco interagindo com o show. O que seria bem diferente se ali na frente do palco estivessem quem realmente canta e dança as músicas e interage com o artista. A área vip, necessária em virtude dos patrocinadores que querem realizar suas ações, poderia muito bem estar nas laterais ou mesmo ao fundo, sem prejuízos para a experiência de quem pouco está se importando com a apresentação no palco e sim focado em dar close.

Conclusão

Apesar dos pesares, o evento Todo Mundo no Rio já entrou para o calendário oficial de grandes eventos não só do Rio de Janeiro, mas também do Brasil. Não importa quem seja a atração, certamente vai render grande público presente no local e audiência para a TV, consequentemente muita visibilidade para as marcas patrocinadoras, além de ser uma vitrine para o país e um incremento na economia.

O texto Show de Shakira em Copacabana sofre com atraso e críticas pelo uso de playback foi publicado primeiro no Observatório da TV.