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“Sistema adoecido”: Ex-chefe da Globo expõe bastidores e carta de saída
Fabrício Marta detalha conflitos, "sistema adoecido" e o que motivou sua saída da Globo
O jornalista Fabrício Marta pediu desligamento da chefia de produção da TV Globo em março de 2026, gerando surpresa nos bastidores. Recém-promovido em janeiro, ele optou por tornar pública sua saída, revelando uma série de discordâncias internas e o que classificou como um “sistema adoecido” na emissora.
De acordo com a Coluna de Lucas Pasin, a formalização do desligamento ocorreu por meio de uma carta escrita à mão e divulgada nas redes sociais, com data de 3 de março. No documento, Marta declarou: “Eu, Fabricio Prado Marta, brasileiro, jornalista, divorciado, venho por meio desta, solicitar o meu desligamento do Grupo Globo a partir da presente data”.
Motivações por trás da saída
O pedido de demissão, feito por mensagem aos chefes ainda do hospital durante o Carnaval, não teve relação com problemas de saúde que o levaram a ser internado. Fabrício Marta esclareceu que sua decisão foi motivada por questões profissionais e de alinhamento com a empresa. Segundo o jornalista, “não está atrelado aos infartos, mas a conjunturas internas que não ornavam mais com quem eu sou”. Ele acrescentou que sua passagem pela Globo se encerrou após “escolhas mal dimensionadas” e a recusa em compactuar com atitudes que considerava inconsistentes.

Fabrício Marta criticou a gestão do corte de horas extras dos produtores, medida herdada da antiga direção de Jornalismo. Ele relatou a dificuldade de comunicar a decisão a colegas que dependiam da renda e questionou a falta de comunicado formal e de avaliações individuais. Em desabafo, afirmou que sair da Globo é “deixar um sistema adoecido pela falta de sensibilidade e nutrido pela malandragem”.
O jornalista descreveu a saída como um “reencontro com a própria paz”, citando ambiente exaustivo, excesso de reuniões improdutivas, e-mails, grupos de WhatsApp, falhas de comunicação e ligações sem propósito. Segundo Marta, o desligamento encerrou desgastes e tensões internas, marcadas por decisões editoriais questionadas e “fogueiras de egos e vaidades”.