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Traído pela direita, ‘Gay de Direita’ declara voto em Lula; entenda

Após 294 votos, João Sastre acusa abandono e dispara contra ex-aliados ao apoiar o PT: 'Adeus, bolsonarismo. Flávio perdeu um soldado'

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Pessoa jovem beija Flávio Bolsonaro na bochecha, com bandeira arco-íris e do Brasil
João Pedro Sastre com Flávio Bolsonaro, a quem o "Gay de Direita" se refere ao romper com o bolsonarismo. Foto: Reprodução

O candidato a deputado federal João Pedro Sastre (MDB-SP), conhecido nas redes como “Gay de Direita”, declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A decisão ocorreu após ele registrar apenas 294 votos e afirmar que foi alvo de traição.

Ao justificar a mudança, Sastre reclamou do abandono de seus correligionários. Ele afirmou que sentiu na pele a experiência de “ser um jovem gay na direita” e apontou a ausência de suporte de sua ala política.

Sastre disse que outros nomes do campo conservador foram derrotados nas urnas, mas contaram com investimentos que ele não teria recebido. Em suas declarações, ele sustentou que o diferencial para seu fraco desempenho foi o desamparo interno e o isolamento político.

Diante do cenário, ele confirmou a troca de voto publicamente ao dizer que “neste segundo turno, a gente vai de 13”. Nas redes sociais, o candidato reforçou a ruptura: “Adeus, bolsonarismo. Flávio perdeu um soldado. Agora é hora de recalcular a rota”.

Quanto a campanha arrecadou do partido?

Apesar das críticas sobre a falta de estrutura, os registros da Justiça Eleitoral apontam repasses do MDB para a tentativa do candidato de chegar ao Congresso Nacional.

A direção nacional do partido destinou R$ 100 mil para financiar as atividades de campanha de Sastre. Além dessa quantia, a executiva estadual da legenda em São Paulo transferiu R$ 3,8 mil para o postulante.