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Um forte de 1620 e uma das praias mais fotografadas do Brasil: o cenário histórico escondido no litoral do Rio
Entre muralhas de 1620 e águas cristalinas.
Na Região dos Lagos, uma cidade fluminense reúne construções de quatro séculos, mar azul-turquesa e uma das praias mais conhecidas do litoral do Rio de Janeiro. Cabo Frio cresceu ao redor de uma posição estratégica para a ocupação portuguesa e hoje combina patrimônio colonial com uma orla movimentada, onde o Forte São Mateus permanece como testemunha desse passado.
Por que o Forte São Mateus foi construído à beira-mar?
A posição da fortaleza não era apenas estratégica, mas também defensiva. Construído entre 1616 e 1620, o Forte São Mateus tinha a função de proteger a costa contra corsários franceses, ingleses e holandeses interessados nas riquezas da região, especialmente no pau-brasil. A estrutura de pedra e cal se tornou um dos exemplos mais antigos da arquitetura colonial ainda preservados no litoral brasileiro, segundo a Prefeitura de Cabo Frio.
Atualmente, a fortaleza integra o patrimônio histórico nacional e pode ser visitada gratuitamente. Do alto das muralhas, o visitante tem uma visão ampla da Praia do Forte, do Canal do Itajuru e da Ilha do Japonês. A construção acabou se tornando parte inseparável da paisagem que transformou essa faixa do litoral de Cabo Frio em um dos cartões-postais da Região dos Lagos.

O que faz as praias de Cabo Frio lembrarem o Caribe?
A combinação de mar transparente, areia muito clara e céu aberto ajuda a explicar o apelido de “Caribe Brasileiro” dado a Cabo Frio. A Praia do Forte, principal cartão-postal do município, ganhou ainda mais visibilidade ao aparecer como a quarta praia mais fotografada do Brasil em um levantamento do Google Maps com registros reunidos entre 2010 e janeiro de 2025.
Com cerca de 7,5 km de extensão, a faixa de areia reúne quiosques, áreas para caminhada e espaço para diferentes atividades ao ar livre. As condições do vento também fazem diferença: a região é reconhecida por velejadores brasileiros e estrangeiros como um dos bons destinos mundiais para a prática da modalidade, segundo o Turismo de Cabo Frio.
O vídeo do canal “Viagens Cine” apresenta um guia detalhado com foco em história, gastronomia e, claro, as famosas águas cristalinas da região:
Qual praia combina com cada tipo de passeio em Cabo Frio?
A diversidade do litoral faz com que Cabo Frio tenha uma praia para quase todo tipo de roteiro. Quem prefere estrutura encontra grandes faixas de areia com quiosques e acesso fácil, enquanto áreas cercadas por morros e costões oferecem um cenário mais preservado. A escolha muda bastante a experiência, principalmente entre os trechos voltados para banho, esportes e contato com a natureza.
- Praia do Forte: 7,5 km de areia branca, com o forte no extremo esquerdo e quiosques distribuídos pela orla.
- Praia das Conchas: 600 metros em formato de concha, protegida por dois morros e cercada por costões rochosos.
- Praia do Peró: 7 km de extensão, com certificação Bandeira Azul e acesso às Dunas do Peró, onde também é praticado sandboard.
- Ilha do Japonês: localizada dentro do Parque Estadual da Costa do Sol, pode ser alcançada a pé durante a maré baixa ou por pequenas embarcações.
- Praia Brava: trecho mais reservado, frequentado por adeptos do naturismo e acessível por trilha a partir da Ilha do Japonês.
- Praia do Foguete: procurada por surfistas devido às ondas fortes e palco de competições esportivas ao longo do ano.
O que as rochas de Cabo Frio revelam sobre a formação do Atlântico?
A paisagem de Cabo Frio guarda uma história muito mais antiga que a própria ocupação humana. Segundo o Geoparque Costões e Lagunas, algumas rochas encontradas no município têm aproximadamente 2 bilhões de anos. Gnaisses e anfibolitos aparecem nos costões da Praia do Forte, da Boca da Barra e do Peró, formando registros visíveis de diferentes períodos da evolução geológica.
Há também formações bem mais recentes, como os diques de diabásio, com cerca de 130 milhões de anos, associados ao processo que levou à separação do supercontinente Gondwana e à abertura do Oceano Atlântico. O campo de Dunas da Dama completa esse cenário, mostrando como a ação do vento, do mar e dos sedimentos continua modificando a paisagem até hoje.

O sabor do mar na mesa cabofriense
Os pescadores ainda abastecem restaurantes com peixes frescos capturados na costa. A cozinha local mistura técnicas portuguesas com frutos do mar da região.
- Casquinha de siri: siri desfiado no próprio casco com farofa e queijo gratinado, servido como entrada nos quiosques da orla.
- Moqueca de camarão: preparada com leite de coco, azeite de dendê e pimentões coloridos.
- Peixe grelhado com banana-da-terra: combinação clássica dos quiosques de praia, servida com arroz e pirão.
- Bolinho de bacalhau: tradição portuguesa presente nos bares do centro histórico, acompanha chopp gelado no fim de tarde.
Leia também: Com 3,2 milhões de turistas em um único mês, essa cidade também se destaca pelo alto número de doutores.
Qual a melhor época para visitar a cidade praiana?
O clima é tropical com verões quentes e invernos amenos. A alta temporada concentra-se entre dezembro e fevereiro, mas as temperaturas permanecem agradáveis o ano inteiro.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à cidade do Caribe Brasileiro?
Cabo Frio fica a 148 km do Rio de Janeiro pela BR-101, RJ-124 e RJ-140, cerca de duas horas e meia de carro. A cidade tem aeroporto próprio com voos regulares de São Paulo e outras capitais. Ônibus regulares partem da Rodoviária Novo Rio ao longo do dia.
O mar turquesa do litoral fluminense
Cabo Frio combina patrimônio colonial, praias de postal e geologia de bilhões de anos em um mesmo roteiro. Poucos destinos do país oferecem essa união sem forçar longos deslocamentos.
Você precisa conhecer Cabo Frio e observar o mar da Praia do Forte do alto das muralhas que completam