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Uma capital do Nordeste nasceu de um plano urbano em 1855 e hoje combina praias, mercados históricos e passeios de barco
Com ruas retas desenhadas no século 19.
Capitais litorâneas costumam ser lembradas pelo mar, mas muitas delas nasceram de frente para um rio. Aracaju, fundada em 1855 para ser a nova capital de Sergipe, vive entre o Rio Sergipe, que margeia o centro histórico, e o Vaza-Barris, onde um banco de areia surge no meio da água na maré baixa e vira um dos passeios mais procurados da cidade.
Por que Aracaju nasceu de frente para o Rio Sergipe?
Porque o rio era o caminho para um porto. O povoado de Santo Antônio do Aracaju foi escolhido pelo presidente da província, Inácio Joaquim Barbosa, para ser a nova capital, e a cidade foi planejada antes de existir, com todas as ruas em linha reta formando quarteirões simétricos que lembram um tabuleiro de xadrez, segundo o histórico do município publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O traçado é do engenheiro Sebastião José Basílio Pirro.
A elevação a cidade e capital veio em 17 de março de 1855, no lugar de São Cristóvão. Mesmo no tabuleiro rígido houve exceção: a via à beira do rio deixou a linha reta para acompanhar a curva do Rio Sergipe, por exigência do próprio Inácio Barbosa, conforme trabalho acadêmico da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os quarteirões do plano original ficaram conhecidos como Quadrado de Pirro.

Onde fica a Croa do Goré e como se chega até ela?
A Croa do Goré fica no estuário do Vaza-Barris, entre Aracaju e São Cristóvão, e o embarque é feito na Orla Pôr do Sol, no povoado do Mosqueiro, de acordo com estudo do Instituto Federal de Sergipe (IFS). A croa é um banco de areia que emerge no meio do rio quando a maré baixa, com água rasa e morna onde a maioria dos banhistas dá pé.
A travessia é feita de lancha ou catamarã, cruzando trechos de manguezal. No banco de areia, um bar flutuante e o stand up paddle completam o programa, e muitos passeios esticam até a Ilha dos Namorados. Como tudo depende da maré, os horários mudam a cada dia, e vale reservar com antecedência.
O que fazer em Aracaju entre o mar e os rios?
A cidade se divide entre a orla oceânica, onde ficam hotéis e restaurantes, e o centro histórico à beira do Rio Sergipe. Os dois lados se completam bem num roteiro de três dias.

Quando chove menos em Aracaju?
Entre setembro e fevereiro. Dezembro é o mês mais seco, com 39 mm de chuva, enquanto maio chega a 194 mm, de acordo com as médias de 30 anos do Climatempo. A temperatura varia pouco ao longo do ano, típica de capital litorânea do Nordeste.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à Orla Pôr do Sol a partir da Atalaia?
O trajeto tem cerca de 17 km pela rodovia litorânea que acompanha as praias da zona sul, rumo ao Mosqueiro. Quem chega de avião desembarca no Aeroporto Santa Maria, a poucos minutos da Orla de Atalaia, onde fica a maior parte da rede hoteleira.
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A capital que vive entre dois rios e o mar
Aracaju foi desenhada em linhas retas, mas sua vida corre nas curvas da água. O Rio Sergipe guarda a história e os mercados, o Vaza-Barris guarda a croa que some e reaparece com a maré, e o mar reúne a cidade inteira na Atalaia ao fim de cada dia.
Você precisa pegar o barco na Orla Pôr do Sol, pisar na areia da Croa do Goré e voltar a tempo de ver o sol descer sobre o Vaza-Barris.