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Uma cidade com 178 bares para cada 100 mil habitantes: a capital sem mar que a ONU premiou pelo verde urbano
Premiada pela ONU e famosa por seus 178 bares.
Cercada pela Serra do Curral, a 852 metros de altitude, Belo Horizonte lidera o ranking nacional de bares por habitante e ainda entrou em 2025 na lista Tree Cities of the World, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU). A capital mineira nasceu planejada para 200 mil moradores e hoje passa de 2,4 milhões.
Como BH virou a capital dos botecos do Brasil
Um levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), com base no Censo do IBGE, colocou a cidade no topo do ranking nacional: são 178 bares para cada 100 mil habitantes, à frente de Florianópolis, com 150. Dados da Prodabel, o órgão de tecnologia da Prefeitura de Belo Horizonte, apontam mais de 9,5 mil estabelecimentos cadastrados, o equivalente a 28 bares por quilômetro quadrado.
O título de Capital Nacional dos Botecos foi oficializado pela Lei Municipal 9.714, de 2009. Em 2019, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) incluiu BH na Rede de Cidades Criativas na categoria Gastronomia, colocando a cidade ao lado de destinos como Parma e Popayán. O festival Comida di Buteco, criado em 2000, é a expressão anual dessa cultura de balcão.

A cidade planejada onde as árvores viraram marca de identidade
Inaugurada em 12 de dezembro de 1897, a capital foi projetada pelo engenheiro Aarão Reis com inspiração em Paris e Washington. A Avenida do Contorno funciona como cinturão que separa o centro histórico dos bairros que cresceram depois, e o traçado geométrico até hoje organiza a vida urbana.
Em 2025, a cidade foi eleita Tree City of the World pela FAO/ONU e pela Arbor Day Foundation, ao lado de outras 33 cidades brasileiras. Pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Censo 2022, 75,3% dos moradores vivem em ruas com pelo menos uma árvore, um índice bem acima da média nacional de 66%. A Serra do Curral, tombada como patrimônio, emoldura o horizonte e explica o nome da cidade.
O que fazer em Belo Horizonte além dos botecos
A cidade combina modernismo, mercado tradicional e parques urbanos a poucos minutos do centro. Algumas atrações têm reconhecimento internacional.
- Conjunto Moderno da Pampulha: Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2016, reúne a Igrejinha de São Francisco de Assis, o Museu de Arte, a Casa do Baile e o Iate Clube, todos assinados por Oscar Niemeyer.
- Mercado Central: aberto em 1929, com mais de 400 lojas, queijos artesanais, cachaçarias e o clássico sanduíche de pernil.
- Circuito Liberdade: 35 espaços culturais ao redor da Praça da Liberdade, recebeu mais de 7 milhões de visitantes em 2023.
- Parque das Mangabeiras: um dos maiores parques urbanos da América Latina, aos pés da Serra do Curral, com trilhas e mirantes.
- Rua do Amendoim: ilusão de ótica no bairro Mangabeiras onde carros em ponto morto parecem subir a ladeira.
- Edifício Maletta: inaugurado em 1957, virou reduto boêmio e cultural com sebos, bares e livrarias.
Como é o clima em Belo Horizonte durante o ano
A cidade tem clima tropical de altitude, com verão quente e chuvoso e inverno seco e ameno. A altitude média de 852 metros suaviza o calor mesmo nos meses mais úmidos.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar em Belo Horizonte
O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, fica a 38 km do centro e recebe voos diretos das principais capitais brasileiras. O Aeroporto da Pampulha, a 8 km, opera voos regionais.
Por terra, a BR-040 conecta a capital ao Rio de Janeiro em 440 km e a Brasília em 716 km. A BR-381, conhecida como Fernão Dias, leva a São Paulo em 586 km.
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Vale a pena conhecer a capital mineira
BH é rara: soma arquitetura de Niemeyer, gastronomia reconhecida pela UNESCO, orla urbana da Pampulha e uma cultura de bar que funciona como praça pública. O clima ameno de altitude e as ruas arborizadas completam o pacote.
Você precisa se sentar num boteco de Belo Horizonte, pedir um feijão-tropeiro com torresmo e entender por que o mineiro trocou a praia pelo balcão sem nenhum arrependimento.