Uma cidade que nasceu de casas de palha e cresceu 62% na busca por moradia em uma década está se tornando um modelo em bem-estar - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Entretenimento

Uma cidade que nasceu de casas de palha e cresceu 62% na busca por moradia em uma década está se tornando um modelo em bem-estar

De casas de palha a referência em qualidade de vida.

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Uma cidade que nasceu de casas de palha e cresceu 62% na busca por moradia em uma década está se tornando um modelo em bem-estar
A cidade saltou da 10ª para a 7ª posição no ranking populacional de Santa Catarina em uma década. / Imagem ilustrativa

A 18 km de Florianópolis, Palhoça deixou de ser´uma cidade dormitório da capital e virou um dos municípios que mais crescem no Brasil. O nome vem das construções de palha erguidas em 1777 para proteger mantimentos durante a invasão espanhola à Ilha de Santa Catarina.

Como é a vida em Palhoça hoje?

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade tem população estimada em 253.469 habitantes em 2025 e registrou crescimento de 62,1% entre os censos de 2010 e 2022, um dos maiores percentuais do país entre municípios com mais de 100 mil habitantes.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal é 0,757, considerado alto pelo PNUD, com destaque para longevidade e renda. A cidade saltou da 10ª para a 7ª posição no ranking populacional de Santa Catarina em uma década.

Brasileiros estão migrando para a cidade que viveu um “boom”, cresceu 62% e rivaliza com capitais em qualidade de vida por ser mais barata
A cidade apresenta clima subtropical úmido, fortemente influenciado pela maritimidade. Os verões são quentes e úmidos, ideais para o turismo de praia. / Créditos: Wikipédia

O bairro planejado que virou referência nacional

No fim dos anos 1990, uma fazenda de 250 hectares aos pés do Morro da Pedra Branca começou a se transformar no primeiro bairro de novo urbanismo da América do Sul. A Cidade Criativa Pedra Branca foi ancorada pela Universidade do Sul de Santa Catarina e hoje reúne cerca de 12 mil moradores, 8 mil trabalhadores e 7 mil estudantes.

O projeto prioriza o pedestre, com calçadas largas, fiação subterrânea, ciclovias e lago central. Quem mora ali resolve a rotina em até 15 minutos a pé, e o calçadão do Passeio Pedra Branca virou ponto de encontro gastronômico da região metropolitana.

Quanto custa morar perto de Floripa sem pagar como Floripa?

O custo de vida é estimado em cerca de 25% menor que o de Florianópolis, principal motor da migração interna. A proximidade com a capital pela BR-101 permite trabalhar do outro lado da ponte sem pagar o aluguel da Ilha.

O município concentra novos empreendimentos imobiliários em Pagani, Pedra Branca e na região do Passa Vinte, com infraestrutura completa, shoppings, hospitais e campi universitários. Famílias jovens e profissionais de tecnologia formam o grosso dos novos moradores.

O canal Coisas do Mundo (827 mil inscritos) mapeia esse destino e detalha como a cidade integra progresso e conservação ambiental.

Lazer entre serra, mar e a maior reserva de Santa Catarina

A sede do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro fica na Baixada do Maciambu, em Palhoça. Com 84.130 hectares, é a maior unidade de conservação de proteção integral do estado e abriga cinco das seis grandes formações vegetais da Mata Atlântica catarinense.

O parque oferece centro de visitantes, trilhas educativas e protege as nascentes dos rios que abastecem a Grande Florianópolis. No litoral sul do município, a Guarda do Embaú foi reconhecida em 2016 como a primeira Reserva Mundial de Surfe do Brasil pela ONG Save The Waves Coalition.

Leia também: A vila onde o mar invade as ruas de propósito para limpar que está chamando atenção no Brasil pelo seu centro histórico colonial e o único fiorde tropical do país.

O que comer na terra dos pescadores açorianos?

A herança açoriana está na mesa, com peixes frescos, frutos do mar e a tradicional pesca artesanal da tainha entre maio e julho. Os restaurantes se concentram nas praias e no eixo Pedra Branca.

  • Sequência de camarão: prato típico catarinense servido em vários preparos no mesmo rodízio, especialidade dos restaurantes da Praia da Pinheira.
  • Tainha na brasa: peixe símbolo do litoral sul de Santa Catarina, abundante nas vilas pesqueiras durante o inverno.
  • Ostras e mariscos: cultivados nas baías da região, abastecem mercados e restaurantes durante o ano todo.
  • Cuca alemã: herança da imigração que chegou ao litoral catarinense, encontrada em padarias e cafés do município.
O crescimento é rápido, mas o ritmo nas vilas de pescadores continua o mesmo. / Créditos: Wikipédia

Como é o clima na Grande Florianópolis?

O clima é subtropical úmido, com quatro estações bem definidas. Verões quentes na orla e invernos frios na serra, com possibilidade de geada nos morros mais altos.

☀️ Verão Dez – Fev
Temp: 20-30°C
Chuva: Alta
Período perfeito para curtir o sol nas praias da Guarda do Embaú e Pinheira.
🍂 Outono Mar – Mai
Temp: 15-25°C
Chuva: Média
Clima ideal para realizar trilhas na Serra do Tabuleiro com temperaturas muito agradáveis.
❄️ Inverno Jun – Ago
Temp: 8-20°C
Chuva: Baixa
Época da tainha e de contemplar a vista icônica do morro do Cambirela.
🌸 Primavera Set – Nov
Temp: 13-25°C
Chuva: Média
Momento ideal para visitar a Pedra Branca e aproveitar as ciclovias ao ar livre.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar a Palhoça?

Palhoça fica a 18 km do centro de Florianópolis pela BR-101 e a cerca de 25 km do Aeroporto Internacional Hercílio Luz. A cidade também é cortada pela BR-282, que liga a região metropolitana à serra catarinense e ao oeste do estado.

A cidade que cresce sem perder o mar

Palhoça reúne o que poucas cidades brasileiras conseguem oferecer no mesmo CEP: um bairro planejado com padrão internacional, a única Reserva Mundial de Surfe do país, a maior unidade de conservação de Santa Catarina e custo de vida que cabe no bolso. O crescimento é rápido, mas o ritmo nas vilas de pescadores continua o mesmo.

Você precisa atravessar o Rio da Madre numa canoa de pescador e entender por que tanta gente está trocando Florianópolis por essa cidade que ainda guarda o nome das casas de palha do século 18.