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Vale a pena assistir? “O Convite” mistura comédia, suspense e crises de casal
Filme dirigido por Olivia Wilde une Penélope Cruz e Edward Norton em um jantar desastroso; longa diverte, mas não se aprofunda nos temas
Situações sociais podem ser um filme de comédia, drama ou suspense. O filme “O Convite” parte da ideia de que alguns jantares são tudo isso ao mesmo tempo. O longa, que estreia em 9 de julho nos cinemas brasileiros, é uma adaptação da produção espanhola “Sentimental”, de 2020.
A trama acompanha Angela (Olivia Wilde, que também dirige) e Joe (Seth Rogen), um casal em um relacionamento desgastado. Eles organizam um jantar para seus vizinhos liberais e sexualmente resolvidos, Piña (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton).
Os atores estão bem escalados e confortáveis em seus papéis, dando a impressão de improviso em muitos momentos. Penélope e Edward se destacam como os vizinhos excêntricos, enquanto Olivia e Seth interpretam com precisão uma neurótica e um deprimido sarcástico.

O filme se passa quase inteiramente dentro de uma casa, o que valoriza o roteiro de Will McCormack e Rashida Jones. A direção de Wilde conduz a dinâmica entre os personagens, que se atraem e se repelem ao longo da noite, mantendo o espectador curioso.
O que prende a atenção não é o desfecho, mas as interações que se desenrolam. A trilha sonora de Dev Hynes (Blood Orange), com destaque para cordas de violoncelo, adiciona um tom de suspense até mesmo aos diálogos mais comuns.
“O Convite” é um filme divertido?
“O Convite” equilibra bem a comédia e evita a caricatura, exceto por algumas cenas no final. Apesar de ser eficaz como comédia, o filme não atinge a mesma força quando tenta explorar temas mais profundos.
Quais temas o filme “O Convite” aborda?
O roteiro aborda com delicadeza relacionamentos, casamento e a culpa individual nessa equação. No entanto, a conexão com os personagens é dificultada, pois parte da graça está no fato de eles serem um pouco irritantes, especialmente o de Seth Rogen.
Da metade para o final, a trama segue caminhos previsíveis e se torna menos ousada do que promete. Para quem busca uma comédia que acerta no ponto, “O Convite” é uma boa pedida. O filme é como um bom jantar deve ser: divertido, caótico e um pouco embriagante.