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Veja 4 filmes imperdíveis que chegam aos cinemas nesta quinta-feira, 02 de julho de 2026

Conheça as principais obras que chegam às telonas e se prepare para fortes emoções

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A seleção traz obras de diferentes gêneros e que prometem atrair o público com histórias intensas e envolventes (Imagem: Drazen Zigic | Shutterstock)

A primeira quinta-feira de julho chega com várias novidades no cinema. Com estreias que transitam entre drama, documentário e cinebiografia, as produções exploram temas como política, fé, justiça e relações humanas. Entre narrativas baseadas em fatos e histórias ficcionais, os filmes trazem diferentes olhares sobre dilemas contemporâneos, proporcionando uma experiência marcada por emoção, tensão e reflexão do início ao fim.

A seguir, confira 4 filmes imperdíveis que chegam aos cinemas nesta quinta-feira, 02 de julho!

1. Anatomia do Caos

Sobre um fundo azul vibrante com interferência, as palavras "ANATOMIA DO CAOS" em letras maiúsculas amarelas estão centralizadas. À esquerda, há uma máscara cirúrgica branca descartável. À direita, uma seringa de vidro verde cheia, apontada diagonalmente para baixo.
“Anatomia do Caos” revela os bastidores da CPI da covid-19 e os conflitos políticos da pandemia no Brasil (Imagem: Reprodução digital | Descoloniza Filmes)

O documentário brasileiro “Anatomia do Caos” acompanha, com acesso inédito ao Senado, os bastidores da CPI da covid-19 no Brasil. A diretora Dandara Ferreira registra de perto a construção da investigação que analisou a condução da pandemia, reunindo depoimentos, embates políticos, denúncias e momentos decisivos que marcaram o período. A partir desse material exclusivo, o filme reconstrói o ambiente tenso das reuniões e corredores do Senado, revelando como decisões políticas e disputas de poder se entrelaçaram em um dos capítulos mais delicados da história recente do país.

A obra propõe uma reflexão sobre responsabilidade, memória coletiva e os impactos sociais da crise sanitária. O documentário destaca ainda questões como desigualdade no tratamento da população, disseminação de informações falsas e o sofrimento de grupos mais vulneráveis, como pessoas negras, indígenas e de baixa renda.

2. Salvação

árias pessoas sentadas em um ambiente de caverna. Elas estão alinhadas, olhando para alguém fora do enquadramento. Uma pessoa de costas, com cabelo branco, está em primeiro plano. A iluminação é quente e fraca, vindo de uma fonte de luz escondida. As pessoas usam roupas de cor neutra.
O filme “Salvação” retrata a escalada de tensões entre clãs em uma aldeia turca marcada por disputas de poder (Imagem: Reprodução digital | Pandora Filmes)

Dirigido por Emin Alper e premiado no Festival de Berlim 2026, o filme “Salvação” se passa em uma aldeia remota nas montanhas da Turquia, onde o retorno de um grupo exilado reacende antigas disputas territoriais entre clãs. Baseada em eventos reais, a história acompanha o aumento progressivo das tensões na comunidade, que volta a ser dividida por ressentimentos antigos e conflitos de poder. Nesse cenário, o ambiente local se transforma em um espaço de instabilidade, onde convivem fé, medo e desconfiança.

Ao mesmo tempo, o personagem Mesut, irmão do líder local, começa a ter visões perturbadoras que interpreta como sinais divinos. Essas experiências intensificam ainda mais os conflitos internos e coletivos, colocando em dúvida a liderança e o equilíbrio da comunidade.

3. Franz

Um homem caucasiano de meia-idade, com cabelo escuro e um terno preto com chapéu-coco, vira-se para olhar para a câmera. Ele está no centro de uma multidão de homens desfocados, a maioria usando chapéus-coco e ternos pretos. Ao fundo, vê-se a torre de uma igreja e edifícios de uma cidade europeia. A iluminação é suave e natural.
O longa “Franz” mergulha na vida do escritor Franz Kafka, mostrando conflitos familiares, angústias internas e a criação literária (Imagem: Reprodução digital | A2 Filmes)

“Franz” apresenta uma cinebiografia do escritor Franz Kafka, acompanhando desde sua infância até sua morte pós-Primeira Guerra Mundial. A narrativa reconstrói sua trajetória pessoal e profissional, mostrando a relação conflituosa com o pai autoritário, o trabalho em um escritório de seguros e o ambiente social que o cercava. O filme também destaca suas conexões com figuras importantes de sua vida, como o editor Max Brod e seus relacionamentos com Felice Bauer e Milena Jesenská.

O longa mergulha no universo interno do autor, marcado por angústias, introspecção e uma busca constante por sentido. A obra enfatiza o contraste entre sua rotina aparentemente comum e sua intensa vida criativa, revelando como suas inquietações pessoais alimentaram uma das produções literárias mais influentes do século XX. Em um contexto histórico atravessado pela guerra e transformações sociais, o filme constrói um retrato sensível e fragmentado do homem por trás da obra.

4. Nós Acreditamos Em Vocês

Uma mulher caucasiana de meia-idade com cabelo escuro e um casaco azul marinho, segurando uma bolsa marrom no ombro, está no centro, de mãos dadas com um menino à sua esquerda e uma adolescente à sua direita. Os três andam para a frente em um espaço interno claro com grandes janelas e paredes brancas. O menino veste um agasalho azul. A adolescente veste uma jaqueta de couro preta, blusa cinza e jeans, com um cachecol xadrez. A expressão da mulher é preocupada.
“Nós Acreditamos em Vocês” acompanha uma mãe em uma disputa judicial marcada por denúncias graves e forte pressão emocional (Imagem: Reprodução digital | Filmes do Estação)

Em “Nós Acreditamos em Vocês”, a trama acompanha a personagem Alice em uma audiência decisiva sobre a guarda de seus filhos. Em um ambiente de forte pressão emocional e institucional, ela precisa se posicionar diante da justiça e encontrar forças para relatar o que viveu, já que cada palavra pode influenciar diretamente o futuro das crianças. O filme se passa majoritariamente no contexto judicial, no qual a protagonista enfrenta questionamentos constantes e a dificuldade de ser plenamente ouvida.

A narrativa aprofunda o impacto psicológico desse processo, retratando o conflito familiar e a busca por proteção em meio a acusações graves envolvendo violência sexual. Ao mesmo tempo, a obra evidencia o sentimento de desamparo diante de um sistema que muitas vezes coloca em dúvida os relatos apresentados.