Esportes
150 refeições e horas em pé: o que diz a cozinheira que processa Neymar
Cozinheira diz que trabalhava além do horário e cozinhava para até 150 pessoas sem intervalo
Uma cozinheira ajuizou ação trabalhista contra Neymar Jr. e uma empresa terceirizada após trabalhar em sua mansão no litoral fluminense entre julho do ano passado e fevereiro deste ano. Segundo o Metrópoles, o processo aponta jornadas que chegavam a ultrapassar 14 horas diárias e refeições preparadas para até 150 convidados do atleta.
A residência em questão é a Casa Hotel Portobello, em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, onde a profissional também atendia o Condomínio Portobello, no mesmo terreno. O contrato previa horário das 7h às 17h de segunda a quinta e encerramento às 16h nas sextas. Segundo a petição, esse limite nunca foi respeitado.
Jornada ia do café da manhã ao jantar
A trabalhadora afirma que frequentemente ficava no emprego até as 23h ou meia-noite, sendo responsável por todas as refeições do jogador e de convidados. Embora contratada para atuar apenas em dias úteis, diz que também trabalhava com frequência aos domingos.
Segundo a defesa, a rotina envolvia esforço físico constante, como carregar peças de carne de cerca de 10 kg, organizar geladeiras e transportar compras pesadas, além de longos períodos em pé. Ela afirma ter desenvolvido lesões na coluna e inflamação no quadril e pede que Neymar pague pensão e despesas médicas.

Registro de ponto feito durante período trabalhado
A defesa da cozinheira aponta ainda que os intervalos obrigatórios não eram concedidos. “A reclamante não usufruiu regularmente do intervalo intrajornada”, afirmam os advogados, acrescentando que ela era obrigada a registrar a pausa no ponto mesmo permanecendo em serviço. A CLT exige ao menos uma hora de descanso para jornadas superiores a seis horas.
Embora o salário registrado fosse de cerca de R$ 4 mil mensais, a profissional diz ter recebido em média R$ 7,5 mil ao mês quando somadas horas extras e adicionais. A ação cobra de Neymar e da empresa terceirizada o total de R$ 262 mil, valor que engloba verbas rescisórias, FGTS, multa, horas extras, indenização por dano moral, despesas médicas e pensão. A assessoria do jogador foi procurada e não se manifestou.