Esportes
A ideia de uma Copa do Mundo de 64 times recolocada na mesa pela Fifa
Projeto amplia espaço para seleções de África, Ásia e ConcacafA possível ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções, já discutida nos bastidores da FIFA, reforça o discurso de pluralidade e inclusão no futebol, ao mesmo tempo em que levanta dúvidas sobre impactos esportivos, logísticos, financeiros e de calendário para confederações, países-sede, clubes e atletas a partir das próximas edições do Mundial.
O que significa a ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções
A ampliação da Copa do Mundo tem como eixo central a ideia de que o torneio deve refletir melhor a diversidade global do futebol, abrindo espaço para países que historicamente ficaram fora do Mundial. Em tese, confederações como Ásia, África e Concacaf seriam as mais beneficiadas, com mais vagas e processos classificatórios menos restritivos.
Esse projeto surge em um contexto em que a FIFA busca reforçar sua imagem de inclusão e crescimento do esporte em mercados emergentes, aumentando o número de seleções participantes. A proposta ainda é embrionária e depende de estudos internos, mas já influencia debates políticos entre dirigentes e especialistas ao redor do mundo.

Como o formato esportivo da Copa do Mundo pode mudar com 64 seleções
Uma Copa do Mundo com 64 seleções exigiria reconfiguração completa do formato, incluindo número de jogos, duração do torneio e definição de grupos e mata-matas. A presença de mais equipes de “segunda prateleira” poderia ampliar a variedade de estilos de jogo e aumentar as chances de surpresas já na fase inicial.
Ao mesmo tempo, cresce o risco de partidas com grande disparidade técnica nas primeiras rodadas, exigindo sorteio cuidadoso para evitar grupos desequilibrados. Entre modelos discutidos, aparecem, por exemplo:
- Formação de 16 grupos com 4 seleções;
- Classificação de dois ou até três times por grupo para os mata-matas;
- Aumento das fases de eliminação direta, com mais confrontos de “mata-mata puro”.
Quais impactos a ampliação da Copa do Mundo traz para torcedores e países-sede
Uma Copa do Mundo com mais países muda a relação dos torcedores com o torneio, amplia audiências nacionais e atrai novos mercados consumidores. Mais seleções envolvidas significam maior interesse desde as eliminatórias, fortalecendo a exposição comercial e a busca por patrocinadores regionais e globais.
Para países-sede, o desafio cresce com a necessidade de mais estádios, centros de treinamento, hotéis, transporte e segurança para um número maior de delegações e torcedores. Esse cenário tende a restringir o Mundial a sedes com grande capacidade financeira ou a estimular modelos compartilhados entre dois ou mais países, como já ocorre em 2026.

Quando a Copa do Mundo pode adotar o formato com 64 seleções
A possibilidade de a Copa do Mundo de 2030 já ter 64 seleções ainda é tratada com cautela dentro da FIFA e das confederações continentais. A entidade precisa avaliar impactos esportivos, financeiros e logísticos, além de negociar com ligas e clubes que já enfrentam um calendário muito carregado.
Enquanto a edição de 2026 estreia o formato com 48 seleções, a discussão sobre novo aumento segue aberta e politicamente sensível. Para alguns dirigentes, 64 participantes consolidariam o caráter verdadeiramente global do torneio; para outros, o risco de saturação e desgaste físico dos atletas exige freio e planejamento de longo prazo.