Esportes
Ancelotti tenta aproximar a Seleção Brasileira do nível das potências europeias
Eliminações recentes expõem diferença competitiva em mata-matas
A Seleção Brasileira chega ao ciclo da Copa do Mundo de 2026 em um cenário diferente daquele vivido em seus cinco títulos anteriores. A equipe canarinho continua entre as mais tradicionais do planeta, mas convive com uma sequência de eliminações para seleções europeias em mata-mata de Mundial, o que torna o trabalho de Carlo Ancelotti uma tentativa de encurtar a distância competitiva em relação às potências do futebol europeu.
Por que a Seleção Brasileira encontra dificuldades diante das seleções europeias
A queda de rendimento do futebol brasileiro em confrontos com europeus está ligada a uma combinação de fatores estruturais, táticos e de gestão. Desde os anos 2000, clubes e federações da Europa passaram a investir pesadamente em centros de treinamento, análise de desempenho, ciência do esporte e formação de treinadores.
Enquanto isso, muitos clubes brasileiros lidaram com problemas financeiros e organizacionais, o que afetou o desenvolvimento de jogadores e a atualização de modelos de jogo. Em Copas, partidas contra França, Alemanha ou Croácia são mais controladas taticamente, com alternância de pressão e recuo, e alta capacidade de adaptação durante os 90 minutos.

Como Carlo Ancelotti pode transformar o Brasil em candidato ao hexa
A chegada de Carlo Ancelotti à Seleção Brasileira insere o time em uma lógica mais próxima da elite europeia. O italiano construiu carreira em clubes de ponta, convivendo com diferentes culturas táticas e administrando elencos recheados de jogadores decisivos, experiência que pesa em jogos eliminatórios.
A tendência é de um modelo de jogo com maior organização defensiva, linhas compactas e transições mais controladas, sem sufocar o talento individual do jogador brasileiro. Para isso, alguns pontos costumam ser citados como chaves na reconstrução rumo ao hexacampeonato:
- Definição clara de um sistema base, com variações planejadas e treinadas.
- Integração entre jogadores que atuam na Europa e atletas que se destacam no futebol brasileiro.
- Gestão física e mental para chegar à Copa do Mundo em alto nível competitivo.
- Uso intensivo de análise de desempenho para estudar rivais e ajustar o plano de jogo.
França e Croácia podem servir como termômetro para o nível atual da Seleção
Os amistosos contra França e Croácia, programados para a Data Fifa de março, tendem a funcionar como um laboratório relevante para a Seleção Brasileira. Ambas protagonizaram campanhas recentes de destaque em Mundiais e representam estilos diferentes de enfrentar jogos grandes.
Esses confrontos indicam o estágio da Seleção em relação às principais demandas do futebol de alto nível, como comportamento defensivo sob pressão e saída de bola sob marcação alta. Também ajudam a medir a eficiência nas chances criadas e a capacidade de reação em caso de desvantagem no placar.
Confira a publicação do Carlo Ancelotti, no Instagram, com a mensagem “Acompanhando de perto o talento brasileiro em um estádio lendário”, destacando observação de jogadores brasileiros, presença no Estádio do Maracanã e o foco em valorizar o talento nacional em um palco histórico:
O que pode mudar no futebol brasileiro até a Copa do Mundo de 2026
Além do trabalho direto na Seleção, o desempenho do Brasil na Copa está ligado ao ambiente em que os jogadores são formados. Clubes que investem em categorias de base estruturadas, com metodologia moderna, tendem a produzir atletas mais adaptados às exigências físicas e táticas atuais.
Até 2026, há espaço para evolução em frentes como qualificação de treinadores, uso de dados na tomada de decisão e melhoria de gramados e preparação física. A Seleção Brasileira, sob comando de Carlo Ancelotti, funciona como vitrine desse processo, mas o caminho até o hexacampeonato depende da combinação entre tradição técnica nacional e atualização constante frente às potências europeias.