Esportes
Arena do Palmeiras pode ter novo “dono”: Nubank negocia naming rights milionário
Proposta do banco digital chega a R$ 51 milhões anuais e pode triplicar receita atual de patrocínio do estádio
O Allianz Parque, casa do Palmeiras desde 2014, está no centro de uma negociação que pode alterar sua identidade visual e comercial. O banco digital Nubank manifestou interesse em assumir os naming rights da arena e mantém conversas avançadas com a WTorre, construtora responsável pela administração do estádio.
Embora a WTorre ainda não confirme oficialmente as tratativas, os valores envolvidos revelam a magnitude do potencial negócio. A oferta atual é de cerca de 10 milhões de dólares por ano (R$ 51 milhões) em um contrato válido até 2044. Esta data marca o fim da parceria entre a WTorre e o Palmeiras, quando a gestão do estádio passa integralmente ao clube.
Salto financeiro e superação do contrato atual
A diferença em relação ao contrato vigente é drástica. O acordo com a seguradora Allianz foi firmado há doze anos e previu o pagamento de R$ 300 milhões por um período de 20 anos. Na prática, esse montante representa uma média de R$ 15 milhões por temporada. Mesmo com as correções inflacionárias, que elevam o montante atual para a casa dos R$ 25 milhões anuais, o mercado avalia que os valores ficaram defasados diante do atual potencial comercial de arenas multiuso no Brasil.
Para que a transição ocorra, as partes precisam superar um entrave jurídico e contratual: o acordo com a Allianz ainda possui oito anos de vigência. Portanto, uma rescisão ou um distrato amigável entre a WTorre e a seguradora alemã é requisito fundamental para que o banco estampe sua marca na fachada da arena.
Impacto para o Palmeiras
Apesar da administradora controle sozinha as negociações publicitárias da arena, o desfecho positivo do negócio beneficiará diretamente o clube. Pelo contrato de parceria com a WTorre, o Verdão tem direito a um percentual progressivo das receitas geradas por propriedades comerciais da arena. Atualmente, o clube recebe 15% do valor total arrecadado com os naming rights. Com a possível valorização do contrato para os patamares oferecidos pelo Nubank, o fluxo de caixa do departamento de futebol palmeirense receberia um incremento direto e substancial.