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Bizarrices do Brasil nas Copas: as histórias inacreditáveis que ainda chocam torcedores
As histórias mais bizarras do Brasil em Copas que parecem invenção até hoje
O Brasil em Copas do Mundo acumula histórias que vão além dos cinco títulos: rixas políticas entre federações, campeão brasileiro por outra seleção, taça roubada, arbitragens polêmicas, mascotes improváveis, cortes de cabelo estratégicos e lesões inusitadas mostram como o Mundial mistura talento, bastidores e episódios inacreditáveis na trajetória da seleção.
Primeiros brasileiros campeões do mundo e o impacto das rixas entre federações
Antes do título da seleção em 1958, o atacante Anfilóquio Guarisi, o Filó, já havia sido campeão mundial pela Itália em 1934. Revelado por Portuguesa e Corinthians, ele atuou pelo Brasil na Copa América de 1925, mas acabou naturalizado italiano e integrou a Squadra Azzurra campeã.
A rixa entre as federações paulista e carioca foi decisiva para sua saída, pois a CBD priorizou atletas do Rio e excluiu muitos paulistas da Copa de 1930. Sem espaço, Filó foi para a Lazio, e tornou-se até hoje o único brasileiro campeão do mundo sem atuar pela seleção brasileira em Copas.

Profissionalismo, amadorismo e as convocações confusas das Copas de 1930 e 1934
Em 1930, a briga política entre Rio e São Paulo tirou vários jogadores paulistas da Copa, com exceção de casos como o de Araquém Patusca. O craque do Santos assinou contrato relâmpago com o Flamengo apenas para ser considerado jogador de clube carioca e assim poder disputar o Mundial.
Em 1934, a CBD resistiu ao profissionalismo adotado por clubes do Rio e de São Paulo e quase levou apenas amadores para a Copa. A seleção viajou de barco por 12 dias, teve preparação precária, misturou poucos profissionais contratados de última hora e foi eliminada pela Espanha por 3 a 1 no primeiro jogo.
Episódios curiosos do Maracanaço ao penta com o corte Cascão
No Mundial de 1950, jornais brasileiros trataram a vitória sobre o Uruguai como certa, alimentando clima de “já ganhou” que virou motivação rival. Dirigentes uruguaios teriam levado essas manchetes ao vestiário, e os jogadores espalharam os jornais no banheiro, urinando sobre eles antes do histórico Maracanaço.
Em 1962, o cachorro Bob, depois Bi, invadiu o gramado contra a Inglaterra, foi presenteado a Garrincha e virou talismã. Em 2002, Emerson foi cortado após se machucar no gol em rachão, Ricardinho entrou de última hora e Ronaldo adotou o corte “Cascão” para desviar a atenção de sua condição física, marcando dois gols na final e consolidando o penta.
- O Brasil quase foi à Copa de 1934 apenas com jogadores amadores, por resistência ao profissionalismo.
- A Taça Jules Rimet original era menos protegida que a réplica, facilitando o roubo em 1983.
- Um cachorro invasor de campo em 1962 virou mascote de Garrincha e símbolo de sorte da seleção.
- A imprensa em 1950 ajudou a criar o clima de superioridade que motivou o Uruguai no Maracanaço.
- O corte Cascão de Ronaldo em 2002 funcionou como estratégia de mídia e marcou o penta brasileiro.
Confira a publicação do Euro Fut, no YouTube, com a mensagem “Bizarrices do Brasil na Copa do Mundo! 🤪”, destacando curiosidades e momentos inusitados da seleção brasileira, episódios marcantes e divertidos em Mundiais e o foco em entreter fãs com histórias curiosas do futebol:
Taça Jules Rimet, arbitragens polêmicas e episódios improváveis em campo
Após os títulos de 1958, 1962 e 1970, o Brasil ficou em definitivo com a Taça Jules Rimet, que foi roubada em 1983 do museu da CBF. O troféu estava em expositor com vidro blindado e molduras de madeira, o que facilitou a ação dos ladrões, enquanto a réplica permanecia protegida em cofre.
Nas Copas também não faltaram lances polêmicos: em 1978, o gol de cabeça de Zico contra a Suécia foi invalidado porque o árbitro encerrou o jogo com a bola no ar. Em 1962, Garrincha foi expulso na semifinal, mas atuou na final, já que sua expulsão simplesmente não apareceu na súmula oficial.