Botafogo
Botafogo sabia do transfer ban desde outubro: ‘não é uma situação tão simples. Trabalho incansável’ afirma dirigente.
Diretoria afirma que clube está preparado financeiramente e trabalha para liberar registros
O transfer ban já era conhecido internamente no Botafogo desde outubro de 2025, segundo revelou o diretor de gestão esportiva do clube, Alessandro Brito, nesta terça-feira (20). Antes da apresentação oficial do técnico Martín Anselmi, no Estádio Nilton Santos, o dirigente explicou que a diretoria acompanha o caso desde o início e atua para resolver a pendência junto à Fifa.
– A gente gente já sabia dessa situação desde outubro, então a gente vem trabalhando de uma forma incansável para que a gente possa, de alguma maneira, solucionar isso aí o quanto antes. E não é uma situação tão simples, porque envolve MLS, envolve alguns termos jurídicos, garantias, então a gente quer fazer de uma forma que o clube fique estável, fique equilibrado para os próximos meses, para as próximas sequências de contratações. Então é uma situação que a gente vem trabalhando, nosso jurídico vem trabalhando.
Clube acompanha processo e mantém confiança
Além disso, o diretor ressaltou que a punição não compromete o projeto esportivo do Alvinegro. Segundo ele, a diretoria trabalha em conjunto com o departamento jurídico para quitar ou renegociar os valores que geraram o bloqueio de registros, permitindo novas inscrições de atletas assim que possível.
– É claro que o clube hoje vive uma situação de andar com as próprias pernas, isso desde o ano passado, do meio do ano passado, a gente sabe que a gente teve essa situação de romper uma situação societária entre Eagle, John (Textor), Ares, isso vem sendo resolvido pelo John, e a gente vem caminhando com passos internos. Então é uma situação que a gente pode falar que a gente trabalha no dia a dia, e fatalmente a gente precisa, e existe uma necessidade de venda de alguns jogadores. Mas esse é o lado positivo que a gente vê, porque essa janela nos mostrou novamente o quanto a gente tem um elenco qualificado, o quanto o clube está preparado para caminhar com as próprias pernas. Então eu posso dizer que a gente teve proposta, se não para todo o elenco, mas 90% do elenco teve proposta, e isso mostra a qualidade e o caminho que o Botafogo está tendo nesses anos e vai ter nos próximos anos. Então dizer que a gente realmente, sobre o caminho que o Botafogo está tendo nesses anos e vai ter nos próximos anos, gente realmente está trabalhando para que a gente possa sair.
John Textor não participou da coletiva
Durante a entrevista coletiva, John Textor não esteve presente. A diretoria informou que o acionista majoritário do Botafogo teve compromissos pessoais e profissionais previamente agendados, mas acompanha de perto o andamento do processo relacionado ao transfer ban. Internamente, a ausência de Textor não foi tratada como sinal de preocupação.
Anselmi foca no trabalho em campo
Enquanto isso, o técnico Martín Anselmi evitou comentar diretamente sobre a punição e destacou que seu foco está no desempenho da equipe dentro de campo. O treinador argentino iniciou os trabalhos com o elenco e mantém o planejamento normalmente, aguardando a liberação dos registros.
– Eu acho que o clube, nesse sentido, foi muito sincero com a situação atual. Nós não chegamos a Botafogo sem estar sabendo do que estava acontecendo. Estamos conscientes disso. Sabemos que é um tema que não nos toca resolver a nós, que tem que resolver a diretoria. Nosso foco está em treinar, nosso foco está em ser melhores, nosso foco está em alto rendimento e em competir. E o foco deles está em resolver um problema, que tem que ter uma solução, porque vai ser benéfico para a Botafogo e porque precisamos que essa solução apareça o quanto antes possível.