Esportes
Brasil cai diante da China e prolonga ausência em Mundiais para 12 anos
Apesar dos 26 pontos de Damiris Dantas, seleção falha em fechar a conta no Pré-Mundial e agora foca no ciclo olímpico de Los Angeles 2028
O Brasil perdeu para a China por 83 a 71 e está fora do Mundial Feminino de Basquete de 2026 pela terceira vez consecutiva. A partida aconteceu nesta terça-feira (17) e, apesar da bela atuação de Damiris Dantas, com 26 pontos marcados, a seleção pecou pela queda de rendimento no terceiro quarto (23 a 12). Com o resultado, as brasileiras terminaram na quinta posição do Grupo A do Pré-Mundial. Ao todo, foram duas vitórias e três derrotas — mesma campanha da República Tcheca, que levou a melhor no confronto direto e ficou com a quarta e última vaga.
O cenário da desclassificação e as classificadas
O Brasil ainda respirava por aparelhos na rodada decisiva do Grupo A. Para avançar, a seleção dependia de combinações de resultados de terceiros: uma vitória do Sudão do Sul sobre o Mali ou um triunfo da República Tcheca contra a favoritíssima Bélgica. Como as zebras não apareceram nesta terça-feira (17), o caminho para a Alemanha foi definitivamente fechado para as brasileiras.
Com o encerramento da fase, o grupo que carimbou o passaporte para o torneio em Berlim (que ocorrerá entre 4 e 13 de setembro de 2026) foi composto por China, Bélgica (atual detentora do título europeu), Mali e República Tcheca. Infelizmente, Brasil e Sudão do Sul se despediram da competição precocemente.
Um jejum que se prolonga
A ausência em 2026 amplia uma crise de resultados que já dura 12 anos, somando-se às edições perdidas de 2018 e 2022. O cenário contrasta drasticamente com a era de ouro do basquete feminino nacional, que ostenta o título mundial de 1994 (sob a batuta de Paula e Hortência) e o bronze de 1971. Na última vez em que figurou na elite global, em 2014, o Brasil terminou em um modesto 11º lugar.
Futuro e continuidade
Mesmo com a frustração do Pré-Mundial, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) sinaliza que manterá o planejamento atual. A técnica norte-americana Pokey Chatman, no cargo desde o final de 2024, deve ser mantida para liderar o novo ciclo. O foco agora se volta totalmente para a busca de uma vaga nas Olimpíadas de Los Angeles 2028, tentativa de quebrar outro jejum incômodo, já que o país também se ausentou dos Jogos de Tóquio 2020 e Paris 2024.