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Como Lionel Messi transformou frustrações em sucesso desde sua estreia na Copa do Mundo
Estreou em 2006 aos 19 anos com participação limitada
Messi quase deixou a Copa do Mundo como uma ferida aberta na carreira. Durante anos, o maior palco do futebol parecia um labirinto de frustrações: eliminações duras, decisões perdidas e uma pressão que crescia a cada torneio, até que essa trajetória, que começou com cara de decepção, acabou se transformando numa das viradas mais marcantes da história das Copas.
Como foi a estreia de Messi em Copas do Mundo e o peso das primeiras eliminações
A primeira Copa do Mundo de Lionel Messi, em 2006, foi mais de aprendizagem do que de glória. Aos 19 anos, começou no banco, entrou contra a Sérvia e Montenegro, deu assistência e mostrou lampejos de gênio, mas parou diante de uma Holanda com marcação sufocante e perdeu a chance de se firmar como protagonista.
Nas fases decisivas daquela Copa, o clima ficou ainda mais duro: teve poucos minutos nas oitavas contra o México e nem saiu do banco nas quartas diante da Alemanha, quando a Argentina caiu nos pênaltis. Em 2010, já como melhor jogador do mundo e treinado por Maradona, voltou a encontrar a Alemanha, levou 4 a 0 e encerrou o torneio com só uma participação direta em gol.

Por que a Copa do Mundo de 2014 foi um quase perfeito que virou trauma
Em 2014, no auge físico e técnico, Messi desembarcou no Brasil com a missão de transformar a seleção argentina. Começou forte com gols contra Bósnia, Irã e Nigéria, decidiu jogos nos acréscimos e, nas oitavas contra a Suíça, arrancou a assistência para Di María na prorrogação, além de conduzir o time contra a Bélgica.
Na semifinal diante da Holanda, converteu pênalti na disputa que recolocou a Argentina em uma final de Copa após 24 anos. Na decisão com a Alemanha, viu Higuaín perder chance cara a cara, desperdiçou um chute que poderia reescrever a história e, após o gol de Götze na prorrogação, saiu com o prêmio de melhor do torneio, mas também com o rótulo de vice e o peso de duas finais de Copa América perdidas em sequência.
Como a Copa de 2018 se tornou um pesadelo e quase encerrou sua história mundialista
Depois de anunciar aposentadoria da seleção em 2016 e voltar dois meses depois, Messi chegou à Copa de 2018 cercado de dúvidas. Aos 31 anos, tratava aquele Mundial como última grande chance de sua geração e já na estreia contra a Islândia perdeu um pênalti num 1 a 1 que acendeu o alerta.
Na partida seguinte, a Croácia atropelou por 3 a 0, na pior derrota em fase de grupos desde 1958, e a Argentina ficou a um passo da eliminação contra a Nigéria, apesar do golaço de Messi. Nas oitavas, diante da França, viveu um jogo caótico, com viradas e brilho de Mbappé, e o 4 a 3 alimentou a ideia de que a Copa do Mundo não era para ele.
Como Messi lidou com a pressão máxima e renasceu na Copa do Mundo de 2022
Chegar à Copa de 2022 significava enfrentar um roteiro de tudo ou nada aos 35 anos, sob comando de Lionel Scaloni e uma sequência de 36 jogos invictos. A derrota de virada para a Arábia Saudita, após três gols anulados, encerrou a série positiva e expôs a seleção a uma pressão gigantesca logo na estreia.
No jogo seguinte, contra o México, a Argentina não acertava o gol até Messi girar na entrada da área e bater no canto para destravar o placar, antes de Enzo Fernández ampliar. A vitória sobre a Polônia completou a reação na fase de grupos e, nas oitavas contra a Austrália, Messi marcou novamente e contou com defesa salvadora de Emiliano Martínez nos acréscimos.
Quais curiosidades ajudam a entender a trajetória de Messi em Copas do Mundo
Ao longo dessa caminhada, alguns detalhes ajudam a mostrar o tamanho da jornada de Messi na Copa do Mundo, indo além dos gols e da taça de 2022. Esses pontos destacam padrões, rivalidades e feitos que moldaram sua relação com o torneio e com a seleção argentina.
- Participou de cinco Copas do Mundo (2006, 2010, 2014, 2018 e 2022).
- Enfrentou a Alemanha em três edições seguidas (2006, 2010 e 2014).
- Jogou finais em continentes diferentes: América do Sul (Brasil 2014) e Ásia (Catar 2022).
- Marcou em todas as fases de mata-mata da Copa de 2022.
- Levou a Argentina a decisões tanto nos 90 minutos quanto em disputas por pênaltis.
Confira a publicação do SoccerJM, no YouTube, com a mensagem “Como o Messi jogou em cada Copa do Mundo”, destacando Análise da trajetória de Messi nos Mundiais, Comparação entre altos e baixos ao longo das edições e o foco em Mostrar evolução até se tornar campeão:
Quais momentos de Messi em Copas do Mundo mais marcaram a história recente
A partir das quartas de final de 2022, a campanha ganhou tom de epopeia, com lances que resumem a transformação de Messi em líder absoluto. Contra a Holanda, ele encaixou um dos passes mais lembrados do torneio, converteu pênalti no tempo normal e voltou a marcar na disputa de penalidades, enquanto Dibu Martínez brilhou com duas defesas decisivas.
Na semifinal diante da Croácia, abriu o caminho com gol de pênalti e protagonizou um drible antológico sobre Gvardiol para servir Julián Álvarez, num lance que virou símbolo de sua maturidade competitiva. Na final contra a França, marcou duas vezes, participou do gol de Di María, viu Mbappé igualar o placar, contou com nova defesa monumental de Martínez no fim da prorrogação e, nos pênaltis, converteu o seu antes de Montiel sacramentar o título e coroar suas 10 participações em gols naquele Mundial.