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Copa de 2038: O dilema secreto que a Fifa tenta esconder de você
Apenas dois continentes podem sediar o Mundial; entenda como uma regra polêmica pode abrir caminho para uma favorita inesperada: a Inglaterra
Apesar de faltar mais de uma década, a escolha da sede da Copa do Mundo de 2038 já se desenha como um complexo quebra-cabeça para a Fifa. As regras de rodízio de continentes, criadas para garantir diversidade de anfitriões, podem levar a um cenário com poucas opções viáveis, forçando a entidade a rever suas próprias diretrizes ou a considerar candidaturas inesperadas.
A regra do rodízio e o bloqueio de continentes
A regra da Fifa é clara: um continente que sediou uma Copa do Mundo não pode receber o torneio nas duas edições seguintes. Vamos analisar o mapa: a Copa de 2026 será na América do Norte (EUA, México e Canadá).
Já a Copa de 2030 terá como sedes principais Espanha, Portugal e Marrocos (representando Europa e África), com três jogos inaugurais comemorativos na América do Sul (Argentina, Paraguai e Uruguai). Para 2034, a Arábia Saudita, na Ásia, foi confirmada como sede única.
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Seguindo essa lógica, as confederações que sediaram em 2030 (UEFA, CAF, Conmebol) e 2034 (AFC) estariam, em princípio, inelegíveis para 2038. Isso deixaria apenas duas opções na mesa: América do Norte (Concacaf) e Oceania (OFC). No entanto, como a Concacaf sedia o Mundial de 2026, ela também fica bloqueada. Restaria, portanto, apenas a Oceania.
Oceania: um sonho distante?
Uma candidatura da Oceania, provavelmente liderada por Austrália (que hoje compete na confederação asiática, mas poderia liderar uma proposta regional) e Nova Zelândia, enfrenta desafios significativos. Um Mundial com 48 seleções exige uma infraestrutura robusta, com múltiplos estádios de alto padrão, centros de treinamento e uma vasta rede hoteleira e de transportes, algo que representaria um investimento gigantesco para a região.

A brecha para uma candidatura europeia
Diante da complexidade de uma candidatura única da Oceania e da repetição da Ásia, analistas especulam sobre a possibilidade de a Fifa flexibilizar suas regras. É nesse contexto que uma candidatura europeia, como a da Inglaterra, poderia surgir como uma alternativa. Com estádios prontos, infraestrutura de ponta e uma forte cultura de futebol, o país teria poucos obstáculos estruturais.
A Inglaterra, que sediou e venceu a Copa de 1966, já manifestou interesse em receber o torneio novamente no passado e possui todos os requisitos. No entanto, para que isso ocorra em 2038, seria necessária uma mudança ou uma exceção na regra de rodízio da Fifa, uma vez que a Europa está, teoricamente, bloqueada pela edição de 2030.
Perguntas e Respostas sobre a Copa de 2038
Perguntas Frequentes sobre a Copa de 2038
Respostas rápidas sobre os possíveis destinos da próxima Copa do Mundo.
| Questão | Resposta |
|---|---|
| Continentes aptos a sediar? | Pela regra atual, apenas a Oceania (OFC). A Ásia seria repetição da sede de 2034. |
| Desafios para a Oceania? | Principalmente a infraestrutura: estádios, transportes e hotelaria para 48 seleções. |
| Candidatura da Inglaterra é oficial? | Não. É uma especulação de analistas pela sua capacidade e impasse das regras. |
| A Fifa pode mudar as regras? | Sim, a Fifa tem autonomia e pode flexibilizar o sistema de rodízio. |
Embora o processo oficial de candidatura para 2038 ainda não tenha começado, as discussões sobre os possíveis cenários e os desafios geopolíticos já começam a tomar forma nos bastidores do futebol mundial. A decisão final dependerá de articulações políticas e da viabilidade das propostas que surgirem quando o processo for formalmente aberto.