Copa do Mundo
Costa do Marfim recebe autorização e poderá contar com reforço contra a Alemanha
Elye Wahi está liberado e pode ser titular no importante jogo da Copa do Mundo
A seleção da Costa do Marfim recebeu uma notícia importante às vésperas do duelo contra a Alemanha pela Copa do Mundo. O atacante Elye Wahi, titular da equipe, foi autorizado a entrar no Canadá e poderá atuar na partida do próximo sábado, 20, em Toronto.
O jogador de 23 anos enfrentava problemas administrativos para obter autorização de entrada no país devido a uma investigação em andamento na França. Até a manhã desta quinta-feira, 18, sua participação era considerada improvável, mas a situação foi resolvida nas últimas horas, conforme informou a Federação Marfinense de Futebol.
Wahi, que atua pelo Nice, foi detido em Marselha no dia 29 de maio, pouco antes da viagem para a Copa do Mundo. O atacante é investigado por suposta manipulação de resultados em uma partida da Liga Francesa disputada contra o Metz, em 17 de maio. A suspeita é de que ele teria provocado deliberadamente um cartão amarelo durante o confronto.
Após prestar depoimento às autoridades francesas, o jogador foi liberado e embarcou com a delegação da Costa do Marfim para os Estados Unidos. Apesar disso, a pendência burocrática impedia sua entrada em território canadense até esta quinta-feira.
Com a autorização concedida, Wahi se junta normalmente ao elenco e fica à disposição para o confronto diante da Alemanha, válido pela fase de grupos do Mundial.
Caso de Thomas Partey segue diferente
A situação de Wahi contrasta com a de Thomas Partey, da seleção de Gana. O volante não recebeu autorização para entrar no Canadá e ficou fora da estreia ganesa contra o Panamá, disputada em Toronto.
Atualmente no Villarreal, o jogador responde a acusações de estupro e agressão sexual na Inglaterra. Partey nega todas as acusações e aguarda julgamento. Mesmo podendo permanecer e treinar normalmente nos Estados Unidos, o meio-campista teve o visto canadense negado.
Segundo a legislação do Canadá, autoridades migratórias podem impedir a entrada de estrangeiros que tenham condenações criminais ou que estejam respondendo a investigações e acusações, dependendo da análise individual de cada caso.
A ausência de Partey gerou repercussão diplomática, com o governo de Gana contestando a decisão canadense e buscando alternativas jurídicas para tentar liberar o atleta durante a competição.