Esportes

Diego Alves celebra título e frieza nos pênaltis: “guerra psicológica”

Goleiro deu a volta por cima após temporada de 2020 com lesões que impediram regularidade em campo

Por Marcos Coelho

Diego Alves
Foto: Marcelo Cortes (Divulgação / Flamengo).

 

A temporada de 2021 começou da melhor forma possível para Diego Alves. O camisa 1 do Flamengo foi o protagonista na decisão por pênaltis – vitória por 6 a 5 – defendendo três cobranças dos batedores adversários. Além disso, o goleiro conseguiu executar boas defesas durante o tempo regulamentar, dando a volta por cima depois da irregularidade encontrada em 2020 depois de uma série de lesões, como mencionado em entrevista à Super Rádio Tupi durante o Giro Esportivo desta segunda-feira (áudio na íntegra no topo da matéria).

“Foi uma temporada diferente. Aconteceram muitas coisas que ninguém tinha passado como Covid e paralisação. Tenho minhas dúvidas, mas conversando com os médicos, muitos disseram que as lesões aumentaram muito durante a pandemia, depois dos sintomas. Tive uma lesão muscular na parte anterior onde se tivesse um pouco mais de precaução no momento chegaríamos na reta final. Mas no jogo do Sport tive uma recaída e praticamente zeraram as chances de terminar a temporada jogando. Lógico que ninguém quer machucar, a lesão faz parte. A gente se prepara pra isso. Não pude ajudar dentro de campo, mas tentei ajudar fora, apoiando meus companheiros para que a gente pudesse atingir o objetivo principal, o título. Consequentemente, o título veio ao final da temporada. E me preparando já pensando na preparação para essa temporada. Mesmo nas férias, treinando bastante para poder voltar melhor fisicamente do que me apresentei na temporada passada e já de cara tendo um resultado impecável contra o Palmeiras na decisão”, desabafou o goleiro do Flamengo.

Em duas oportunidades, o Palmeiras teve a chance de encerrar a decisão por pênaltis precisando apenas converter um gol. Numa delas, Danilo demorou a bater e viu Diego Alves sair do gol para reclamar com a arbitragem sobre o retardo da cobrança. Depois, o atleta do Alviverde cobrou, mas tirou demais e a bola foi na trave. O fator psicológico foi citado sobre o goleiro.

“Eu tento sempre encarar como uma guerra psicológica e tive muita tranquilidade. Sempre tenho e coloco pressão, pois sei que todos esperam que eu defenda algum pênalti. Naquele momento, tentei atrasar aquele pênalti até mesmo porque vi que ele não andava pra bola. Não sei se por dúvida ou pensamento, mas dei um pouco mais de atraso pra ele perder a concentração. Era uma cobrança importante. Deu certo e a gente acabou conquistando o título. A tranquilidade vem da experiência pra tomar as decisões corretas nesse momento”, revelou o camisa 1.

No Flamengo desde 2017, chegando após apelo da torcida, principalmente pela característica de ser um bom pegador de pênaltis, Diego Alves faz parte da geração mais vitoriosa do clube desde a década de 80. Agora, mais experiente, o goleiro ressalta a importância dos atletas com mais rodagem e também a transição dos mais novos. O bom clima foi enfatizado.

“Acho que pra se formar um time campeão, independente da idade, acho que tem que ser o pensamento, a ambição e o trabalho. São três fatores importantes para alcançar os objetivos. Tanto eu, Filipe Luis e Diego tentamos nos relacionar bem com um bom ambiente. Não é fácil com tantas pessoas de idades diferentes, momentos diferentes, lidar com o dia a dia. Mas o grupo do Flamengo é espetacular. A molecada respeita e apresenta seu futebol e tem seus objetivos. Estamos sempre ali para dar suporte e confiança. A cada jogo que passa é um motivo para ganhar experiência. Foi assim quando nós tínhamos a idade deles. Tem uma margem de melhor muito grande. Acho que são garotos de muita personalidade. O Flamengo é uma mina de ouro onde praticamente sempre vai sair algum jogador para o time profissional ou pra fora. Temos que tratar com muito cuidado pra colher os frutos no futuro”, analisou.

Diego Alves agora soma dois estaduais, dois Brasileiros, duas Supercopas do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e uma Libertadores. O contrato com o Flamengo tem validade até o final de 2021.

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