Esportes
Ex-jogadora do Flamengo troca o vôlei pelo Exército dos EUA e aprende a pilotar tanques
Atleta colombiana agora é bombeira e recruta das Forças Armadas dos EUA; ela aprende a pilotar veículos de combate e ainda sonha com as Olimpíadas
A líbero Camila Gómez, conhecida por sua atuação na seleção colombiana de vôlei e por passagens pelo Brasil, mudou o rumo de sua carreira. Aos 31 anos e vivendo nos Estados Unidos há uma década, ela agora se divide entre a formação de bombeira em Miami e o treinamento militar no Exército norte-americano.
A atleta ingressou nas Forças Armadas no início de setembro e cumpre uma rotina rígida em uma base na Flórida. O treinamento preparatório já dura mais de 12 semanas, com outras cinco pela frente para a conclusão do curso.
A rotina militar da atleta
Gómez enfrenta simulações de combate, dorme no chão durante os treinamentos e tem apenas três horas semanais de acesso ao celular. Ela divide o alojamento com cerca de 400 recrutas e considera a adaptação psicológica o maior desafio.
“Mais do que se tornar um soldado é aprender a sobreviver com nada”, afirmou. O preparo físico, segundo ela, não foi um problema.
De líbero a piloto de tanques
Após a formação inicial, Camila iniciou um curso para conduzir veículos militares e tanques, além de treinar disparos em simuladores.
A carreira militar se soma à atuação no Corpo de Bombeiros da Flórida, onde entrou em 2025. Em Miami, ela pretende se especializar como paramédica.
“Queria uma coisa que tivesse tudo que sou: atleta, ativa, gosto de ajudar os outros”, explicou.
O futuro no vôlei
O sonho de disputar uma Olimpíada continua, apesar da dificuldade de conciliar as atividades. A última convocação para a seleção colombiana foi na Copa Pan-Americana de 2024.
Camila mantém treinos individuais e também comanda uma escolinha para meninas de 11 a 14 anos.
Passagem pelo Brasil
Gómez defendeu o Sesc-Flamengo na temporada 2020/2021 e também jogou pelo Pinheiros. A passagem pelo país deixou amizades e boas lembranças.
“Fiquei muito amiga da Amandinha, da Juciely, o Bernardinho comentou”, recordou. A atleta também revelou sentir saudades da culinária brasileira.