Esportes

Ex-zagueiro da seleção critica retorno do Carioca 2020

Dante, capitão do Nice da França, disse que brasileiros são indisciplinados e desunidos

Por Redação Tupi

O zagueiro Dante, capitão do Nice da França, criticou o retorno do Campeonato Carioca. Em entrevista ao jornal “Le Parisien”, o zagueiro de 36 anos afirmou que, enquanto os times disputam um título no Maracanã, pessoas morrem no hospital de campanha instalado no estacionamento do estádio.

“Foi uma besteira. Um verdadeiro escândalo. Os jogadores do Flamengo jogam no Maracanã e fora do estádio, em um hospital de campanha instalado no estacionamento, brasileiros morrem durante os jogos. Nenhuma grande voz no futebol brasileiro se levantou para denunciar essa situação. Eu lamento”, destacou.

Para Dante, que soma 14 jogos e três gols com a camisa da seleção canarinho, os brasileiros são indisciplinados e desunidos e a população ainda vai enfrentar um grande desastre em meio à pandemia.

“O número diário de contaminações e mortes é assustador. Longe de estabilizar ou regredir, as curvas sobem. Os brasileiros relaxaram. São muito mais indisciplinados e menos unidos. Temo que não vamos sair disso e que enfrentaremos um verdadeiro desastre”, afirmou o zagueiro.

O Nice, clube que Dante defende, terminou o Campeonato Francês em sexto lugar. O torneio foi encerrado antes do tempo, após determinação da Liga, devido à pandemia do novo coronavírus. Para o defensor, o primeiro-ministro do país tomou uma decisão razoável e respeitável e que, em termos de imagem, a não interrupção do campeonato teria sido algo catastrófico.

“O primeiro-ministro tomou uma decisão razoável e respeitável. Eu disse isso no final de abril e ainda acredito. Ele pensou nas pessoas. Ele procurou maneiras de melhorar a situação dos franceses. Encontrar uma solução para jogar futebol parecia secundário. Houve muitas mortes e muitas famílias foram deixadas de luto”, e ainda concluiu: “Nesse contexto, por que os jogadores de futebol, que já são privilegiados, teriam benefícios de testes para exercer seu ofício, quando outras pessoas, em situação muito mais precária, não eram autorizadas e perdiam o emprego? Não faria nenhum sentido. Em termos de imagem, teria sido catastrófico. Eu nunca trocaria a saúde das pessoas por um título ou lugar europeu”.

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