Esportes
Fabinho Soldado chega ao Internacional para liderar elenco, finanças e estratégia
Fabinho Soldado é o novo diretor executivo do Inter
O anúncio de Fabinho Soldado como novo diretor executivo de futebol do Internacional marca mais um capítulo da profissionalização da gestão de elencos na Série A, em uma função que hoje envolve negociação de atletas, leitura de mercado, mediação de conflitos internos, alinhamento constante com comissão técnica e presidência e liderança em reformulação de grupo e renovação de vínculos estratégicos, em contrato válido até o fim de 2026.
Qual é o papel de um diretor executivo de futebol em clubes como o Internacional?
O diretor executivo de futebol transforma as diretrizes da gestão em ações concretas dentro do departamento de futebol, estruturando o elenco, analisando oportunidades de mercado, negociando com agentes e monitorando o impacto financeiro de cada contratação. No Internacional, ele também faz a ponte entre vestiário, comissão técnica e direção, reduzindo ruídos de comunicação e definindo prioridades esportivas e econômicas.
Diante de calendário apertado e cobrança intensa por resultados, esse dirigente precisa criar um planejamento de médio e longo prazo, que envolva decisões sobre contratações pontuais, manutenção de jogadores-chave e aproveitamento da base. Sua atuação passa ainda por gestão de crise, proteção da imagem institucional e participação em reuniões com patrocinadores quando o tema envolve o elenco profissional.

Quais são as principais funções de um diretor executivo de futebol no dia a dia?
O cargo de diretor executivo de futebol reúne responsabilidades que extrapolam a simples contratação de jogadores e exigem visão integrada de elenco, finanças e ambiente interno. Em clubes como Internacional, Flamengo e Corinthians, o profissional atua de forma semelhante a um CEO do futebol, articulando interesses esportivos, políticos e econômicos e dialogando com conselhos e investidores.
No cotidiano, o executivo de futebol costuma desenvolver um conjunto de tarefas operacionais e estratégicas que garantem fluidez ao trabalho do departamento. Entre as atividades mais comuns estão:
- Negociar contratos, renovações e rescisões com atletas e comissões técnicas;
- Mapear o mercado da bola em busca de reforços alinhados ao modelo de jogo e à realidade financeira;
- Intermediar conversas entre elenco, treinador e direção em momentos de instabilidade;
- Organizar logística de viagens, pré-temporada e estrutura para jogos e treinamentos;
- Trabalhar em conjunto com os setores de análise de desempenho, scout e departamento médico;
- Apresentar relatórios de movimentações de mercado e propor investimentos em infraestrutura de futebol.
Como a experiência em Corinthians e Flamengo influencia o trabalho no Internacional?
A trajetória de Fabinho Soldadow em Corinthians e Flamengo ajuda a explicar o perfil buscado pelo Internacional, sobretudo em contextos de pressão de torcida e ambiente político intenso. No Flamengo, a atuação em scout e como gerente de futebol aproximou o dirigente da análise de desempenho e de modelos modernos de observação de mercado.
No Corinthians, a participação na montagem de elenco em cenário de crise política evidenciou a importância de blindar o vestiário e preservar o foco esportivo. Em Porto Alegre, essa combinação de experiências tende a contribuir para conectar melhor dados e decisões, evitar contratações impulsivas e definir estratégias claras para proteger o elenco de turbulências externas.
Por que o diretor executivo de futebol ganhou relevância recente no Brasil?
O crescimento da figura do diretor executivo de futebol no Brasil está ligado à profissionalização da gestão esportiva e ao aumento do impacto financeiro das decisões em janelas de transferências. Com mais receitas de televisão, premiações e participação de investidores, erros na montagem de elenco passaram a comprometer resultados esportivos e a saúde financeira dos clubes.
A criação de SAFs e a atuação de consultorias especializadas em gestão esportiva reforçaram a demanda por executivos capazes de dialogar com conselhos, fundos de investimento e áreas de compliance. Esse profissional passou a transitar entre campo e sala de reuniões, aproximando o futebol de práticas modernas de governança, planejamento estratégico e métricas de desempenho comparáveis às de clubes europeus.
Confira a publicação do perfil SC Internacional, no Instagram, anunciando Fabinho Soldado como novo diretor executivo do clube, destacando sua trajetória marcante como atleta, com títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes:
Quais são os principais desafios para o diretor executivo de futebol até 2026?
Até o fim de 2026, diretores executivos como Fabinho Soldado tendem a enfrentar desafios recorrentes, como equilibrar folha salarial, renovar com atletas valorizados, lidar com propostas do exterior e manter competitividade em torneios nacionais e continentais. O controle de gastos, aliado à qualificação técnica do elenco, será determinante para preservar a sustentabilidade dos projetos.
Outro ponto sensível é a integração entre categorias de base e profissional, definindo o momento ideal para promover jovens, encaminhar empréstimos e negociar percentuais de direitos econômicos. Em clubes formadores como o Internacional, o uso eficiente da base pode reduzir custos e gerar receita futura, desde que exista planejamento consistente e comunicação clara entre análise de desempenho, comissão técnica e direção.