Esportes
FBI investiga federação da Argentina por movimentações de R$ 1,5 bilhão durante a Copa do Mundo
Autoridades dos Estados Unidos apuram operações financeiras da AFA e suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude bancária
Enquanto a seleção da Argentina segue firme na disputa da Copa do Mundo de 2026 e garante vaga nas quartas de final, a Associação do Futebol Argentino (AFA) enfrenta uma investigação conduzida por autoridades dos Estados Unidos.
O FBI e procuradores federais apuram movimentações superiores a US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,55 bilhão) realizadas no sistema financeiro americano. Segundo o jornal La Nación, o objetivo é verificar se parte dessas operações pode configurar crimes como lavagem de dinheiro ou fraude bancária.

A investigação tem como foco a gestão da AFA, presidida por Claudio Tapia, e a relação da entidade com a empresa TourProdEnter LLC, responsável por atuar como agente de cobrança dos contratos internacionais firmados entre a federação e patrocinadores.
De acordo com a publicação, agentes do FBI e integrantes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos já colheram depoimentos sobre as operações financeiras realizadas em território americano. Entre as pessoas ouvidas está o empresário Guilherme Tofoni, que prestou esclarecimentos por videoconferência.
As apurações tiveram início em 2025 e são conduzidas pelos procuradores Patrick Gushue e Christopher Ting, em Washington. O promotor Michael Berger, do Distrito Sul da Flórida, também integra a força-tarefa responsável pelo caso.
Especialista em crimes financeiros, Gushue atua na Unidade de Integridade Bancária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Já Berger participou da investigação que resultou na condenação do ex-controlador-geral do Equador, Carlos Ramón Polit Faggioni, por lavagem de dinheiro em Miami.
A TourProdEnter LLC entrou na mira das autoridades após assumir a gestão da cobrança dos contratos internacionais da AFA. Segundo a investigação, a empresa teria movimentado centenas de milhões de dólares provenientes de acordos comerciais com grandes multinacionais.
Entre os contratos citados pelo La Nación estão um acordo de US$ 60 milhões (cerca de R$ 310 milhões) com a Adidas e outro de US$ 40 milhões (aproximadamente R$ 207 milhões) com a Warner.
Até o momento, a AFA não se pronunciou oficialmente sobre a investigação conduzida pelas autoridades americanas.