Copa do Mundo
Fifa dobra investimento para Copa do Mundo Feminina no Brasil e projeta receitas recordes
Com aporte de R$ 4,2 bilhões para 2027, Fifa detalha orçamento recorde e coloca Mundial de Clubes como segundo maior produto financeiro da organização
A Fifa anunciou um robusto plano de investimentos para o ciclo do futebol feminino, com foco imediato na Copa do Mundo de 2026, que será sediada no Brasil. Segundo o relatório anual da entidade, publicado nesta quinta-feira (19) após reunião do Conselho em Zurique, serão aportados US$ 800 milhões (aproximadamente R$ 4,2 bilhões) no torneio em solo brasileiro. Desse montante, cerca de 43% — o equivalente a US$ 344 milhões — será destinado diretamente a contribuições para o desenvolvimento da modalidade.
Nesse sentido, o investimento no Brasil dobra o valor aplicado na última edição, realizada na Austrália e Nova Zelândia. Além disso, a entidade espera que o torneio, agendado para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho, torne-se o grande motor financeiro de 2027, contribuindo para uma receita orçada em US$ 1,2 bilhão. Dessa forma, somente com licenciamento, a federação projeta arrecadar US$ 70 milhões, o que representa um recorde histórico para a competição feminina.
Expansão e Sedes Futuras
O Conselho da Fifa também avançou no planejamento das próximas edições. Um congresso extraordinário definirá, ainda este ano, os países que receberão as edições de 2031 e 2035. A tendência é que a edição de 2031 fique com a candidatura conjunta de Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica. Já o torneio de 2035 deve ser sediado no Reino Unido, englobando Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. Ambos os torneios seguirão o modelo da Copa masculina, expandindo o quadro de participantes para 48 seleções.
Ciclo Bilionário e o Mundial de Clubes
No que diz respeito ao ciclo entre 2027 e 2030, a Fifa projeta uma arrecadação astronômica de US$ 14 bilhões. Dessa quantia, 26% já está assegurada por contratos assinados, sendo que a federação reinvestirá praticamente todo o montante no esporte. Portanto, a Copa do Mundo masculina de 2030 receberá um aporte de US$ 3,3 bilhões para custear a operação em seis países e três continentes.
Outro destaque do relatório é a consolidação do Mundial de Clubes. A edição de 2025, nos Estados Unidos, já mostrou força ao impulsionar a receita da entidade no último ano para US$ 2,6 bilhões — superando as metas iniciais em 10%. Para a edição de 2029, a previsão de investimento é de US$ 2,2 bilhões, consolidando o torneio como a segunda maior prioridade financeira da Fifa. O Brasil, inclusive, já manifestou interesse formal em sediar esta competição.