Esportes
Flamengo na Libertadores: argentinos fazem comparação que chama atenção
Rubro-Negro pode repetir marca histórica do Boca Juniors de Riquelme e desperta respeito na Argentina antes de duelo decisivo contra o Estudiantes.
O Flamengo voltou ao centro das atenções na Argentina e passou a ser comparado a uma das equipes mais marcantes da história recente do futebol sul-americano: o Boca Juniors liderado por Juan Román Riquelme. Atual campeão continental, o Rubro-Negro pode alcançar uma marca histórica caso conquiste novamente o título em 2026. Nesta quinta-feira (15), o time carioca enfrenta o Estudiantes, em La Plata, pelo jogo de ida da semifinal, em busca de mais uma vaga na decisão.
Flamengo pode repetir feito histórico do Boca
A comparação envolve o desempenho dos dois clubes em um período de oito anos. O Boca Juniors conquistou a Libertadores em 2000, 2001, 2003 e 2007, enquanto o Flamengo levantou a taça em 2019, 2022 e 2025. Portanto, se conquistar o torneio novamente nesta temporada, o time brasileiro igualará a marca de quatro títulos em oito anos, alcançada pela equipe argentina no início do século.
Além dos troféus, os números ajudam a explicar a força rubro-negra na competição. Considerando o recorte das últimas oito edições, o Flamengo soma 56 vitórias e 165 gols marcados em 88 partidas. Já o Boca de Riquelme registrou 51 triunfos e 156 gols em 90 jogos no período analisado. Apesar da vantagem brasileira nesses indicadores, os argentinos tiveram maior regularidade nas fases eliminatórias, sem eliminações nas oitavas de final durante o recorte comparado.
Imprensa argentina destaca a força rubro-negra
O crescimento do Flamengo também chama a atenção dos profissionais de imprensa na Argentina. Diego Macias, subdiretor do jornal esportivo Olé, avalia que os clubes brasileiros ganharam força no cenário continental e que enfrentar equipes do Brasil representa um desafio cada vez maior para os argentinos. Na avaliação do jornalista, o Flamengo está entre os principais símbolos dessa diferença de momento entre os dois países.
Essa percepção, entretanto, não significa que todos considerem o Rubro-Negro uma repetição do Boca histórico. A jornalista Catalina Sarrabayrouse, também do Olé, reconhece a semelhança entre as equipes em relação à quantidade de títulos, mas aponta uma diferença importante: o time argentino tinha em Riquelme uma figura central, capaz de representar aquela geração. Para ela, ainda falta ao Flamengo um jogador que assuma esse papel simbólico de maneira equivalente.
Flamengo já é o principal rival a ser batido?
O respeito ao clube carioca também aparece entre torcedores de equipes argentinas. Gabi Pregal, locutor do estádio do Estudiantes e torcedor do clube de La Plata, considera o Flamengo um dos principais parâmetros para medir o nível de uma equipe sul-americana. Apesar disso, ele diferencia respeito de medo e vê os confrontos contra grandes clubes brasileiros como uma oportunidade para avaliar a competitividade do time argentino.
A trajetória recente reforça essa discussão. Desde 2019, o Flamengo conquistou três Libertadores e chegou à final em 2021, quando terminou como vice-campeão. Além disso, o clube manteve presença constante nas fases decisivas, consolidando-se como uma das principais potências do continente. Em 2022, após vencer o Vélez Sarsfield por 4 a 0 na semifinal, na Argentina, o time chegou a ser descrito pela ESPN argentina como uma equipe de nível europeu na América do Sul.
Agora, o confronto com o Estudiantes representa mais um teste para o elenco rubro-negro. O jogo de ida da semifinal acontece nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Argentina, enquanto a partida de volta está marcada para o dia 22 de outubro, no Maracanã. Caso avance e conquiste o título, o Flamengo não apenas ampliará sua galeria de troféus, como também reforçará a comparação com o lendário Boca Juniors. A questão, porém, permanece aberta: o Rubro-Negro já se tornou o novo time a ser temido na Libertadores ou ainda precisa construir um símbolo tão marcante quanto Riquelme?