Campeonato Brasileiro

“Gabriel não faz o lado do campo, o Muniz consegue”, explica Rogério Ceni

Treinador disse o motivo de não colocar o camisa 9 ao lado de Pedro e botar o o jovem centravante em seguida

Por Bruno Almeida

(Foto: Reprodução/Alexandre Vidal / Flamengo)

O Flamengo perdeu para o Athletico neste domingo (24/01), pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time desperdiçou a chance de assumir a segunda colocação e viu o Inter disparar na liderança. Rogério Ceni está sendo muito criticado, devido as alterações que fez ao longo da partida. O treinador tirou Gabigol, Éverton Ribeiro e Arrascaeta, quando a partida ainda estava 1 a 1, para colocar Pedro, Pepê e Rodrigo Muniz. Depois que sofreu o segundo gol, o treinador tirou Isla e Vitinho para colocar Matheuzinho e Michael.

Mais uma vez, Rogério Ceni não colocou Pedro e Gabigol juntos. O treinador falou várias vezes que não consegue ver os dois juntos, pois falta velocidade. Entretanto, chamou atenção que, apenas 8 minutos depois de tirar Gabigol para colocar Pedro, o treinador colocou o centravante Rodrigo Muniz. Ao ser questionado o motivo de Pedro poder atuar junto com Muniz, mas não com o camisa 9, o técnico rasgou elogios ao jovem atacante rubro-negro e disse que, diferente dos dois jogadores de mais grife, ele consegue fazer a recomposição.

“Jogam na mesma posição porque é de área. O problema é que, Pedro e Gabriel, eu posso colocar os dois juntos, mas não tenho a recomposição, não consigo ter a recomposição defensiva e o jogo é, no mínimo, em duas partes: quando você tem a bola, atacando, e quando você perde a bola, na hora da recomposição. Os dois se esforçam, quebram um galho, mas não são marcadores de natureza. O Muniz, ele já tem a parte de chegar na área, o jogo aéreo, para o cabeceio, para a finalização, mas ele consegue fazer um lado do campo, para que você também não sofra contra-ataques, tente minimizar as chances de sofrer gols. Essa é a maior dificuldade que nós temos. O Gabriel não faz o lado do campo. O Pedro não faz o lado do campo. Os dois jogam centralizados. O Muniz consegue jogar centralizado, deixar o lateral passando pela direita, deixar o ponta passando pela esquerda, com os meias chegando, mas ele na hora de recompor consegue fazer essa recomposição lateral”.

O rubro-negro volta a campo na próxima quinta-feira para fazer o jogo atrasado contra o Grêmio, às 20h (de Brasília), em Porto Alegre. A partida é válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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Saída de Gabigol

– O Gabriel saiu reclamando porque deu muitas opções, mas não recebeu as bolas. E eu até dei razão a ele. Nós realmente tivemos chances, tanto com Vitinho e Everton, de dar para ele, mas ele não conseguiu receber essa bola. Depois nós optamos por um jogador mais de referência, que é o Pedro, para proteger e esperar a chegada dos jogadores de meio. Depois terminamos com Muniz e Pedro na área, e o Matheuzinho, que é um jogador que chega mais na linha de fundo. O Muniz tem característica de entrar na área, mas também consegue ter força para recompor. Por isso a opção por esses jogadores. No final do jogo, perdendo, nós tentamos ter dois jogadores de área.

Erros defensivos nos gols do Furacão

– No primeiro gol houve um erro de posicionamento. O Nikão cruza com a perna esquerda, e nós deixamos as costas livres para o jogador do Athletico fazer a finalização. No segundo, a posse era nossa. Arriscamos um passe quando poderíamos ter girado pelo lado. Eles recuperaram, fizeram o contra-ataque e marcaram o gol. Então, o primeiro foi erro de cobertura. O segundo, uma tentativa de passe precipitada.

Dificuldade de colar no líder

– O Flamengo tenta sempre que tem a chance, nem sempre consegue. Conseguimos vencer o Goiás, o Palmeiras… Com uma vitória hoje estaríamos bem colocados para a disputa futura. Continuamos sete pontos atrás do Inter. Temos esse jogo atrasado contra o Grêmio, e vamos poder fazer uma análise melhor quando tivermos igualado o número de partidas. Vamos saber a distância real e as chances. Ainda temos confrontos com Inter. Confronto está aberto. Vamos trabalhar em busca de chegar contra o Inter com chances de igualar e na última rodada, contra o São Paulo, tentar buscar o título.

Por que tirar sempre Arrascaeta e Gabigol?

No último jogo, o Arrascaeta pediu para sair porque estava com cansaço na coxa. Ele ficou dois dias sem treinar. Vem jogando todos os jogos. Hoje saiu no minuto 80. Eles cansam, se desgastam, precisam marcar pressão. Temos meias. O Diego, Gerson. Pepê também saber jogar nessa função. Se o Arrascaeta não tivesse cansado, não teria saído.

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