Flamengo
Flamengo e São Paulo debatem troca de volantes
Allan e Marcos Antônio entram no centro de negociação complexa entre rubro-negro e Tricolor
O mercado da bola segue agitado nos bastidores do futebol brasileiro. Flamengo e São Paulo abriram conversas para uma possível operação casada envolvendo os volantes Allan e Marcos Antônio. A negociação vem sendo tratada com cautela pelas duas diretorias.
O que começou como uma consulta formal do Tricolor pelo jogador rubro-negro evoluiu para uma engenharia mais complexa, que envolve empréstimo, compra definitiva e compensações financeiras. Internamente, o negócio divide opiniões e ainda está longe de um desfecho.
Influência de José Boto pesa a favor de Marcos Antônio no Flamengo
O interesse do Flamengo em Marcos Antônio não é recente. Mas ganhou força nas últimas semanas com a influência direta de José Boto, atual homem forte do futebol rubro-negro. O dirigente trabalhou com o volante no Shakhtar Donetsk e vê no atleta o perfil ideal para o modelo de jogo implementado por Filipe Luís.
A comissão técnica busca um jogador com maior capacidade de aceleração na transição entre defesa e ataque, além de boa leitura tática e qualidade na saída de bola. Nesse contexto, Marcos Antônio é tratado como uma peça estratégica para a rotação do meio-campo.
Por outro lado, Allan perdeu espaço no elenco ao longo da última temporada. Apesar da experiência internacional, o volante não conseguiu se firmar como titular e passou a ser visto como negociável pela diretoria.
A proposta do Flamengo é direta: aceita emprestar Allan ao São Paulo, desde que o clube paulista aceite negociar a transferência definitiva de Marcos Antônio para o Rio de Janeiro.
São Paulo resiste e trata negociação com cautela
No MorumBis, a negociação é vista com reservas. O São Paulo desembolsou cerca de 4,5 milhões de euros recentemente para adquirir Marcos Antônio em definitivo junto à Lazio, após o cumprimento de metas contratuais. Perder um titular absoluto para reforçar um rival direto gera resistência interna.
Mesmo assim, o cenário financeiro pesa. A diretoria tricolor trabalha com a necessidade de reduzir a folha salarial e vê em Allan um atleta com mais poder de marcação e rodagem em grandes elencos.
Além disso, o desejo do próprio Allan em ter mais minutos em campo também pode influenciar positivamente a condução do negócio.
Nos bastidores, dirigentes admitem que a negociação está em “banho-maria” por conta do cenário político do clube paulista. A votação de impeachment da presidência, marcada para o dia 14 de janeiro, congelou decisões relevantes no futebol.
A expectativa é que as conversas sejam retomadas com mais intensidade após a definição do quadro político. Caso o São Paulo não aceite liberar Marcos Antônio, o Flamengo estuda exigir compensação financeira imediata ou buscar outras opções no mercado sul-americano.