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Jon Jones revela dor crônica e coloca futuro no UFC em dúvida
Campeão peso-pesado do UFC relata dores intensas nos treinos e condiciona possível retorno a luta especial, em meio a dúvidas da organização
Jon Jones, considerado um dos maiores nomes da história do UFC, revelou que convive há anos com uma artrite severa no quadril esquerdo e já reúne condições médicas para passar por uma cirurgia de prótese. A declaração foi feita de forma informal nos bastidores do Dirty Boxing Championship 5, evento do qual participou recentemente.
Duplo-campeão do Ultimate, com títulos nas categorias meio-pesado e pesado, o lutador norte-americano falou sobre o impacto físico do problema e evitou alimentar especulações sobre uma possível trilogia contra Daniel Cormier, rival histórico de sua carreira. Segundo ele, a limitação vai além do desgaste comum do alto rendimento.
“Eu tenho artrite severa. A maioria das pessoas não sabe disso. Meu quadril esquerdo está tomado pela artrite. Na prática, já me qualifico para uma cirurgia de prótese de quadril”, afirmou o atleta.
“No meu último training camp, eu ia dormir com tanta dor”, completou.

A última aparição de Jon Jones no UFC ocorreu em novembro de 2024, quando derrotou Stipe Miocic e manteve o cinturão dos pesos-pesados. Desde então, o futuro do campeão tem sido tratado com cautela, tanto pela organização quanto pelo próprio lutador.
Ao dimensionar a gravidade da situação, Jones afirmou que o UFC tem conhecimento do quadro clínico e entende os riscos de um eventual retorno.
“O UFC sabe da gravidade da minha artrite. Eles também sabem que, se eu arriscasse tudo pela última vez e suportasse esse nível de dor, a recompensa teria que ser algo especial, mais do que um grande pagamento. Para mim, essa recompensa era e ainda é a Casa Branca”, declarou.
A fala faz referência à possibilidade de um card especial do UFC na Casa Branca, marcado para o dia 14 de junho. Jones demonstrou interesse em liderar o evento em uma superluta contra o brasileiro Alex Poatan, que subiria ao peso-pesado para o confronto.
A ideia, no entanto, encontrou resistência interna. O presidente do UFC, Dana White, afirmou publicamente que não confia no norte-americano para encabeçar um evento desse porte, o que aumenta as incertezas sobre o futuro do campeão dentro do octógono.