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Justiça do Rio nega liminar ao Vasco para mandar jogo contra o Boca Juniors no Maracanã
O Vasco sofreu uma derrota na Justiça nesta terça-feira na tentativa de levar ao Maracanã o segundo jogo da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors.
O Vasco sofreu uma derrota na Justiça nesta terça-feira na tentativa de levar ao Maracanã o segundo jogo da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors.
O desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, da 23ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), negou o pedido de efeito suspensivo apresentado pelo clube.
Com isso, o magistrado manteve, por enquanto, a decisão da 2ª Vara Cível da Capital. A primeira instância também havia rejeitado o pedido de tutela de urgência contra a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária do Maracanã.
Decisão ainda pode mudar
Apesar da negativa, o Vasco ainda pode conseguir uma mudança no processo. Isso porque a decisão desta terça-feira tem caráter liminar e não encerra a discussão.
O clube precisa informar à Conmebol o estádio da partida até sábado. Por isso, a diretoria ainda busca alternativas jurídicas para tentar garantir o Maracanã.
No entanto, o desembargador entendeu que o caso apresenta uma “acentuada complexidade fático-probatória”. Segundo ele, a Justiça precisa analisar melhor as condições para a realização do confronto.
Gramado e calendário pesam na análise
Entre os pontos citados na decisão estão as condições do gramado, o calendário de utilização do Maracanã e toda a estrutura operacional necessária para receber a partida.
Dessa forma, o magistrado considera que o processo exige uma produção de provas mais ampla. Na visão dele, essa análise não combina com uma decisão tomada de forma urgente.
Além disso, o desembargador determinou que o consórcio responsável pelo estádio apresente suas contrarrazões no processo.
Enquanto isso, o Vasco sustenta que a concessionária aplicou critérios de forma seletiva. O clube também questiona a falta de isonomia na avaliação dos pedidos para utilização do Maracanã.
Recomendação do Ministério Público não garante estádio
Outro ponto importante envolve a manifestação do Ministério Público do Rio de Janeiro. O órgão recomendou a liberação do Maracanã para o duelo entre Vasco e Boca Juniors.
Porém, o desembargador considerou que essa recomendação, sozinha, não obriga a concessionária a disponibilizar o estádio.
Segundo a decisão, ainda existe a necessidade de analisar os aspectos contratuais, técnicos e operacionais envolvidos na disputa.
O mesmo entendimento vale para as manifestações relacionadas à segurança pública apresentadas no processo.
Vasco aponta Maracanã como melhor opção

O Vasco argumenta que o Maracanã representa a melhor alternativa para um confronto desse tamanho. Além disso, o clube cita posicionamentos da Polícia Militar do Rio de Janeiro em favor do estádio.
Segundo o Vasco, os critérios envolvem segurança, capacidade de atendimento e organização das torcidas.
O clube também destaca a estrutura para estacionamento de ônibus, o controle dos fluxos de chegada e saída e a integração com o transporte público.
Por isso, a diretoria mantém a pressão para tentar viabilizar o Maracanã antes do prazo final.
Clube precisa definir estádio
Agora, o Vasco corre contra o tempo para definir o palco da partida de volta contra o Boca Juniors. O confronto acontece no dia 20 de outubro.
Enquanto a Justiça analisa o caso, o clube precisa avançar também nas questões de segurança e logística. Afinal, a Conmebol exige a definição do estádio dentro do prazo estabelecido.
Assim, mesmo com a negativa da liminar nesta terça-feira, a disputa judicial pelo Maracanã ainda não terminou.
