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Exclusivo: Mauro Galvão faz alerta sobre Seleção de Ancelotti: “É um erro”
Ex-zagueiro da Seleção Brasileira analisa empate com a Austrália, destaca nova geração e faz alerta sobre defesa e laterais
O novo ciclo da Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 2030 já começou, e Mauro Galvão acredita que Carlo Ancelotti ainda terá muito trabalho pela frente para montar a equipe. Em entrevista exclusiva à Super Rádio Tupi, o ex-zagueiro avaliou o empate com a Austrália e apontou setores que precisam de atenção durante o processo de renovação.
Apesar do resultado, Mauro Galvão identificou aspectos positivos no setor ofensivo. O ex-jogador destacou principalmente a movimentação e a velocidade de jogadores como Raphinha, Vinícius Júnior e Estêvão, que podem oferecer diferentes alternativas ao treinador italiano.
“Pelo que a gente viu nesse jogo contra a Austrália, um ataque com bastante movimentação, muita velocidade, com jogadores que se movimentam bastante, Raphinha, Vini Júnior e o Estêvão. Então, eu acho que é um ataque que pode dar para a Seleção Brasileira bastante vontade e, principalmente, eu vejo movimentação muito grande ali”, afirmou.
Mauro Galvão vê necessidade de renovação
Para o ex-jogador, Ancelotti precisa aproveitar o período até a próxima Copa do Mundo para testar novos nomes e encontrar atletas capazes de assumir posições que ficaram carentes após a última geração. Nesse sentido, Galvão destacou a importância das categorias de base e citou jovens que já começaram a ganhar espaço.
“Vai ser importante a revelação de novos jogadores, isso aí sem dúvida nenhuma é fundamental. Temos tempo para isso ainda, temos jogadores que podem surgir da base, por isso que a gente sempre fala que é tão importante o trabalho da base”, destacou.
Além da renovação, o ex-zagueiro apontou algumas posições que considera importantes para o treinador solucionar. Entre elas estão o gol, o meio-campo e o ataque. Para Mauro Galvão, ainda falta um centroavante com características mais tradicionais.
“Ainda não temos um 9, não é aquele 9 que a gente sabe que é fundamental. Não sei se o Ancelotti vai conseguir, com esses jogadores que tem ali de movimentação, resolver esse problema ou se vai ainda tentar uma situação diferente com um 9 realmente que tenha experiência em jogar lá na frente, segurar um pouco a defesa e fazer os gols que mais interessam”, explicou.
Ex-zagueiro faz alerta sobre as laterais
Especialista na posição, Mauro Galvão também analisou o sistema defensivo. Na avaliação dele, o Brasil tem bons zagueiros, mas precisa aumentar o entrosamento e, principalmente, encontrar alternativas confiáveis para as laterais.
“Em relação à defesa, eu acho que o Brasil tem uma boa defesa, talvez precise um pouco mais ainda de treinamento e de jogar mais juntos, mas é uma boa defesa. Eu gosto do Marquinhos, eu acho que ele ainda tem condições de ajudar a Seleção Brasileira por um período até que surjam novos jogadores para essa posição”, afirmou.
O ponto mais crítico da análise, entretanto, foi justamente a necessidade de evitar improvisações nas laterais. Mauro Galvão lembrou os problemas enfrentados pela Seleção no ciclo anterior e defendeu que Ancelotti tenha jogadores específicos para as posições.
“Eu acho que é importante ter o lateral direito. Acabou que com a saída do Wesley na Copa, não tinha um lateral que tivesse treinado para poder assumir a posição. Acabaram colocando um zagueiro de lateral, e que foi uma coisa bem complicada”, disse.
Na sequência, o ex-zagueiro fez uma crítica à decisão tomada pela comissão técnica e classificou o episódio como um erro de planejamento.
“Acho que foi um erro, e eu acho que esse erro a gente pode colocar na conta da Comissão Técnica da Seleção Brasileira. Não só do treinador, mas da Comissão Técnica toda”, completou.
Testes serão importantes no ciclo até 2030
Com quatro anos de preparação pela frente, Mauro Galvão entende que os amistosos terão papel importante na formação do novo grupo. Para ele, o período deve servir para testar jogadores, encontrar alternativas e definir uma equipe capaz de chegar à Copa do Mundo de 2030 com uma base consolidada.
“Esses primeiros jogos são para isso, para a gente ver o jogador em ação e ter a noção daquilo que ele pode render”, concluiu o ex-zagueiro.